|

A Alma Boa de
Setsuan é um dos espetáculos do evento teatral, que tem ingressos
gratuitos I Foto: Divulgação
Festival Ibero-americano de Teatro de São Paulo começa hoje no
Memorial
Segunda-feira, 08.03.2010
A terceira edição
do
Festival Ibero-americano de Teatro de São Paulo, organizado pela
Fundação Memorial da América Latina, começa hoje e vai até o dia 14.
Todos os quinze espetáculos principais têm entrada franca.
Participam do Festibero montagens teatrais de Cuba, Portugal,
Espanha, Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia e México.
Confira as
sinopses dos espetáculos.
Programação
8 de março -
segunda-feira - Brasil
20:30 Abertura oficial - Auditório Simón Bolívar - sala 1
21:00 Monólogo "O Ator", de Chico Assis, com Lima Duarte, São Paulo,
Brasil
Auditório Simón
Bolívar - sala 1
21:30 "A Alma Boa
de Setsuan", de Bertolt Brecht, direção de Marco Antonio Braz
com Denise Fraga,
Brasil - Auditório Simón Bolívar - sala 1
9 de março -
terça-feira - Uruguai e Argentina
19:00 "Rodando", de Alejandro Acobino e Germán Rodríguez, Cia.
Rodando Teatro
Buenos Aires,
Argentina - Auditório Simón Bolívar - sala 2
21:00 "Los Padres
Terribles", de Jean Cocteua, direção Alberto Zimberg, Montevideo
Uruguai -
Auditório Simón Bolívar - sala 1
10 de março -
quarta-feira - Peru e Brasil
19:00 "As viúvas", de Arthur de Azevedo, Grupo Tapa, Brasil
Auditório Simón
Bolívar - sala 2
21:00 "La
importancia del abrazo", Cia. Komilfó Teatro, Lima, Peru
Auditório Simón
Bolívar - sala 1
11 de março,
quinta-feira - México e Colômbia
18:00 "Tom Pain", de Will Eno, Entre Piernas Produciones, Cidade
do México, México
Praça da
Sombra/Circo Tubinho
19:00 "Tu Ternura
Molotov", de Gustavo Ott, Cia. Fundacion Teatro Nacional, Bogotá
Colômbia -
Auditório Simón Bolívar - sala 2
21:00 "A
Tempestade e os Mistérios da Ilha", de Shakespeare, Santa Estação
Cia. de
Teatro, Porto
Alegre, Brasil - Auditório Simón Bolívar - sala 1
12 de março - sexta-feira - Cuba e Brasil
19:00 "Sonho de uma noite de verão", de Shakespeare, Grupo Rotunda,
Campinas, Brasil
Auditório Símón
Bolívar - sala 2
21:00 "Final de
Partida", de Samuel Beckett, Cia. Argos Teatro, Havana, Cuba
Auditório Simón
Bolívar - sala 1
13 de março -
sábado - Espanha e Brasil
17:00 Dez anos sem Plínio Marcos - Homenagem - tarde de autógrafo do
livro "Bendito
Maldito-uma
biografia de Plínio Marcos", de Oswaldo Mendes
18:00 "Balada de
um Palhaço", de Plínio Marques, Cia. Arte & Fatos, Goiás, Brasil
Praça da
Sombra/Circo do Tubinho
19:00 "As Troianas
Vozes da Guerra", inspirada em Eurípedes, Cia. Núcleo Experimental
São Paulo, Brasil
- Auditório Simón Bolívar
21:00 "Gris Mate",
Inãki Rikarte, Cia. Katu Beltz, Países Bascos, Espanha
Auditório Simón
Bolívar
14 de março -
domingo - encerramento - Portugal e Brasil
19:00 "Homem das Cavernas", São Paulo, Brasil - Auditório Simón
Bolívar
21:00 "Lost in Space", |Inspirado em "Alto Mar", de Slawomir Mrozek
Cia. Kind of Black
Box, Lisboa, Portugal - Auditório Simón Bolívar

O filme de Juan
José Campanella fez história e obteve o cobiçado prêmio em Los
Angeles I Foto: Divulgação
El
Secreto de Sus Ojos ganha o Oscar de melhor filme em língua
estrangeira
Segunda-feira, 08.03.2010
I Esta
matéria em espanhol
O cinema argentino
chegou lá outra vez. Se antes a cinematografia latino-americana
contava com apenas uma estatueta do Oscar na categoria de melhor
filme em idioma estrangeiro, graças ao triunfo em 1985 de La
Historia Oficial (A História Oficial), de Luis Puenzo,
agora já são dois prêmios para contar e somar.
El
Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos) acaba
de ser anunciada com a vencedora, surpreendendo a crítica
especializada, que considerava o longa germano-autríaco A Fita
Branca como o favorito.
O filme do
realizador Juan José Campanella, que foi o encarregado de subir ao
palco para receber o troféu, recebeu desde sua estreia um aluvião de
críticas favoráveis e apoio do público, que reconheceu os muitos
méritos desta produção, protagonizada por Ricardo Darín e Soledad
Villamil. Junto a eles, Pablo Rago, Guillermo Francella e Javier
Godino compõem um sólido elenco que dá muita solvência ao longa-metragem.
Campanella, que
tem vasta trajetória como diretor de cinema e também de séries nos
Estados Unidos, já havia conquistado uma indicação ao Oscar
anteriormente, com El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva),
em 2002. Na ocasión, o filme ficou entre os cinco finalistas mas não
obteve o prêmio, de tal maneira que tiveram que passar oito anos
para que o realizador portenho fosse pela sua revanche.
Esplendidamente
filmada, El Secreto de Sus Ojos conta com uma história
ambientada em duas épocas: o presente, no fim dos anos 90, quando
Benjamín Espósito (Darín), um ex-oficial de justiça, retorna a
Buenos Aires para reconstituir o passado e assim escrever sua
novela; e os anos 70, quando o estupro e assassinato de uma jovem
professora (interpretada por Carla Quevedo) muda o rumo de sua vida
e o obriga a se distanciar de Irene (Villamil), por quem nutre uma
paixão correspondida mas jamais concretizada.
Entre as várias
cenas de destaque do filme uma deverá ser especialmente lembrada
durante muito tempo. Um
plano sequência de cinco minutos no qual se mostra uma tomada
aérea do estádio do clube Huracán durante um jogo contra o Racing.
Depois a câmera se aproxima aos jogadores e em seguida se posta no
meio da torcida da Academia, concluindo com uma feroz
perseguição, tudo isto realizado sem cortes.
Com o triunfo, o cinema argentino ratifica o grande momento pelo
qual atravessa há anos, com incontáveis prêmios ganhos ao redor do
mundo e grande reputação adquirida em festivais e entre seu próprio
público. Darín demonstra uma vez mais que é o ator de maior
prestígio hoje em seu país e Francella anota um enorme ponto na
carreira com sua soberba interpretação, mérito próprio e também do
diretor que o escolheu. Em resumo, um filme que já entrou para a
história grande do cinema latino-americano.

Ricardo Darín e
Magaly Solier protagonizam longas latino-americanos indicados para o
Oscar I Fotos: Divulgação
Filmes de
Argentina e Peru competem esta noite por consagração no Oscar
Domingo,
07.03.2010 I
Esta
matéria em espanhol
Esta noite, quando
se realize a entrega do Oscar, em Los Angeles (Estados Unidos), dois
países latino-americanos viverão a expectativa de ter filmes locais
premiados como melhor longa em língua estrangeira: a Argentina, com
El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos), de
Juan José Campanella, e o Peru, com La Teta Asustada (A
Teta Assustada), de Claudia Llosa.
No caso da
Argentina, não seria a primeira vez que um longa-metragem desse país
recebe a disputada distinção, uma vez que La Historia Oficial
(A História Oficial), de Luis Puenzo, foi o único filme
latino-americano até hoje a receber a estatueta, em 1985. Mais
recentemente, El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva),
também de Campanella, esteve entre as cinco nominadas (2002), mas
não terminou como vencedora.
El Secreto de
sus Ojos tem nos papéis protagônicos os celebrados Ricardo Darín
e Soledad Villamil [que já trabalharam juntos em outro longa do
diretor, El Mismo Sol, La Misma Lluvia (O Mesmo Sol, A
Mesma Chuva)], ao lado de um excelente reparto composto
principalmente por Pablo Rago, Javier Godino e um irreconhecível e
extraordinário Guillermo Francella, com um personagem muito distante
ao que está acostumado a mostrar nas telas.
A trama apresenta
um ex-oficial que retorna a Buenos Aires para reconstituir um crime
ocorrido há 25 anos — o estupro e assassinato de uma jovem professora
(Carla Quevedo) —, e assim também escrever um livro sobre os feitos,
que incluem uma relação de amor jamais concretizada com sua chefe, a
quem volta a encontrar. Além do grande elenco, o inegável talento de
Campanella e um roteiro muito bem elaborado, o filme tem um dos mais
impressionantes planos-sequência que se tenham filmado: uma cena
magistral de cinco minutos que começa com a tomada aérea de um
estádio onde se joga um Huracán-Racing e termina com uma incessante
perseguição.
Por outro lado, o
longa-metragem de Claudia Llosa é o primeiro da história do cinema
peruano que consegue se instalar entre os finalistas. No entanto, o
filme chega com o antecedente de ter ganho o Urso de Ouro no ano
passado en Berlim, um reconhecimiento até então inédito para a
filmografia local.
Tal como havia
ocorrido em Madeinusa — a prometedora estreia da realizadora,
que mora atualmente na Espanha e é sobrinha do escritor Mario Vargas
Llosa —, o papel protagônico de La Teta Asustada fica a cargo
da cativante Magaly Solier, que a esta altura é uma espécie de
heroína muito querida em seu país, especialmente depois de seu
discurso em Berlim, quando inclusive interpretou uma canção em
quechua, idioma de origem indígena que é uma das línguas oficiais do
Peru.
Uma das principais
críticas ao segundo longa da diretora limenha é seu ritmo lento,
característica difícil de cair no gosto das grandes audiências e que
merece em alguns casos resenhas pouco favoráveis. Não obstante,
desde que estreou, o filme vem fazendo um irretócavel caminho por
festivais, acumulando conquistas em lugares como Guadalajara, Havana
e Montreal. Uma improvável vitória hoje a converteria certamente na
obra mais importante do cinema local e abriria mercado para um país
ainda com pouca tradição nestes eventos, mas que conta com uma
geração jovem que há algunos anos está conseguindo mudar esse
panorama.
Ainda que o feito
de ter dois títulos entre os indicados já significa um importante
marco para o cinema do continente, é de consenso geral que será
difícil trazer a estatueta para a América Latina, devido à forte
seleção deste ano, que conta também com a israelita Ajami (de
Scandar Copti e Yaron Shani), a francesa Un Prophéte (de
Jacques Audiard) e a germano-austríaca Das Weisse Band (de
Michael Hanneke).

Comédia de Cesar
Ribeiro entra em cartaz em temporada que se prolongará até maio I
Foto: Nelson Kao
O
grupo Garagem 21 faz estreia livre de Fodorovska nesta quinta-feira
em SP
Quarta-feira,
03.03.2010
Depois de
apresentar as peças Sessenta Minutos Para o Fim e
Somente os Uísques São Felizes, o grupo Garagem 21
realiza a estreia free do espetáculo
Fodorovska (ver
cartaz), que acontece nesta quinta-feira, 4 de março, às
22h30, no Espaço dos Satyros 2, na capital paulista.
A peça, cujo texto
e direção são de
Cesar Ribeiro, estará em cartaz até 27 de maio, todas as
quintas-feira. Utilizando a linguagem de HQs e desenhos adultos,
mesclando referências que vão de Foucault a South Park, esta comédia
narra a história da Fábrica de Supositórios Brasil, que para
comemorar seus 250 anos organiza uma festa de final de ano cuja
atração principal é uma peça em que um homem passa seus últimos
momentos cercado por personagens como uma mulher que só dorme, um
coelho escritor e a estrela pop do Quirguistão Sonja Fodorovska.
No elenco, estão
os atores Paulo Campos (Homem), Bira Honoratto (Enfermeiro 1),
Sergio Silva Coelho (Enfermeiro 2/Sonja Fodorovska), Priscilla Maia
(Velha 1/Cego)), Keli Viacelli (Velha 2/Cego), Nath Calan (Sono) e
Ruth Souza (Coelho). Já a trilha sonora, escolhida pelo próprio
diretor e autor do texto, conta com músicas de Rammstein, Dead
Kennedys, Leonard Cohen e The Stooges.
Equipe
Texto, direção e trilha sonora: Cesar Ribeiro
Iluminação: Fábio
Cabral, Cesar Ribeiro I Design gráfico: Daniel Lemos
Colaboradores: Bruno Gambarotto, Kenn Yokoi, Ulisses Sakurai
Fotos e filmagem: Nelson Kao I Assessoria de imprensa: Renata Lopes
Assistente de produção: Sergio Silva Coelho I Produção: Guto
Mendonça
Realização: Garagem 21
Serviço
Temporada: de 4 de março a 27 maio de 2010 I Dias e horários:
quintas-feiras, às 22h30
Gênero: comédia I Duração: 60 minutos I Classificação: 12 anos I
Lotação: 60 lugares
Ingressos: R$ 20 (classe
e estudantes pagam R$ 10)
A bilheteria abre
sempre 1h antes de cada sessão
Local: Espaço dos Satyros 2 (São Paulo) I Praça Roosevelt 134 I
Telefone: 3258-6345
Lista Camarada e preço promocional para
grupos
Aqueles que não
puderem ir à estreia free e não forem da classe artística nem
estudantes, podem enviar um
e-mail com seu
nome e o de seus convidados e o correio eletrônico de cada um deles
solicitando sua inclusão na Lista Camarada. Com o nome na lista,
válida para toda a temporada, cada pessoa paga apenas R$ 10. Já os
grupos que estejam compostos por 20 pessoas ou mais contarão com
ingressos individuais a R$ 5, bastando para isso entrar em contato
através de e-mail também.

Peça de Anderson
Oliveira estreia no Rio com a promessa de 'matar o público de tanto
rir' I
Foto: Divulgação
Comédia faz reflexão bem humorada sobre os medos e mistérios da
morte
Quarta-feira,
03.03.2010
Estreia nesta
sexta-feira no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, a comédia
A Morte
Bate à sua Porta (ver
cartaz), escrita e dirigida por Anderson Oliveira, que faz uma reflexão bem
humorada sobre os medos e mistérios que envolvem a morte.
A montagem
apresenta conflitos atuais e utiliza personagens bastante comuns
para fortalecer a ideia de que se trata de um espetáculo com fácil
identificação do público. A história começa quando o arquiteto e
vítima Paulo (André Teixeira) recebe a visita da Morte (Anderson
Oliveira) e descobre que está vivendo seus últimos instantes. Ele
tenta de todas as formas convencê-la de que precisa de mais tempo, e
mais tarde a histérica Julia (Talita Monteiro) e o oportunista Max (Fred
Trotta) entram também em cena.
O texto é
levemente inspirado no filme
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman. No espetáculo de Oliveira, a Morte aceita jogar uma partida, mas não
parece disposta a deixar o protagonista burlar sua missão. Nenhum dos jogadores contava
com a visita do primo sacana de Paulo, Max, e da histérica Julia,
namorada da vítima, dois personagens tão ou mais excêntricos do que
a própria Morte, e que também entram no jogo. O humor é o
ingrediente principal desta comédia, que é a segunda escrita por
Oliveira —
a primeira foi
Até Que a Sogra Nos Separe, apresentada anteriormente
com sucesso na capital carioca.
A temporada se
prolongará até 25 de abril, com apresentações às sextas e sábados
(21:30) e aos domingos (20:30). Não recomendada para menores de 14
anos, a peça tem ingressos a R$ 40,00 e R$ 30,00 (inteira) e R$
20,00 e R$ 15,00 (meia), de acordo com o dia da sessão. O Teatro
Ipanema está localizado na Rua Prudente de Morais, 824, Ipanema; o
telefone para informações é o 2523-9794.
Ficha Técnica
Texto e Direção:
Anderson Oliveira
Elenco: Anderson
Oliveira, André Teixeira, Fred Trotta e Talita Monteiro
Produção executiva: Alexandre Meirelles I Produção: R&A Produções
Assistência de produção e Administração: Ronize Carrilho
Assessoria de imprensa: Tatiana Pereira I Iluminação: Ricardo Grings
Cenários: Fabiano Rocha I Figurinos: Fernanda Zau
Trilha sonora: Felipe Nogueira I Fotografias: Júlio Teixeira
Serviço
Local: Teatro
Ipanema I Rua Prudente de Moraes, 824 I Ipanema I Rio de Janeiro
Estreia: 05 de março I Término: 25 de abril
Horários: sextas e sábados, às 21:30; e domingos, às 20:30
Preços aos sábados e domingos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Preços às sextas-feiras:
R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Classificação: maiores de 14 anos
|