arquivo de notícias julho / setembro 2008

 

 

Dois espetáculos animam as noites de quarta-feira na Praça Roosevelt  

Quarta-feira, 17.09.2008 I Teatro I Notícia

 

Todas as quartas-feiras, os espetáculos Borboletas de Sol de Asas Magoadas e Snuff Games tomam conta do Espaço Um e Dois do Satyros, respectivamente, com duas diferentes propostas na cena paulistana.

Borboletas de Sol de Asas Magoadas leva ao palco a atmosfera inebriante e complexa de uma travesti. Escrita a partir de entrevistas realizadas com travestis em Porto Alegre, a personagem principal é vivida por Evelyn Ligocki, que graças ao papel recebeu o Troféu Açoriano de Atriz Revelação em 2002, premiação teatral da capital gaúcha, e indicação ao Prêmio Qualidade Brasil 2006 de melhor atriz em São Paulo.

 

A peça apresenta Bety, uma travesti que recebe a platéia em sua casa para contar durante 60 minutos os detalhes do dia-a-dia de alguém que nasceu em corpo de homem, mas vive em um universo feminino. O público então mergulha em um mundo ora cintilante, ora opaco, de preconceitos, risos, silicone, sexo, música, salto alto, desprezo, solidão e feminilidade. Com texto escrito pela própria Evelyn Ligocki, que divide a direção com Celina Alcântara, o espetáculo é exibido todas as quartas, às 21:00, e ficará em cartaz por tempo indeterminado.

 

Já no Espaço Dois, a proposta fica por conta dos atores Adriano Peterman, Mazé Portugal, Rafaela Caetano e Anderson Faganello, que apresentam em uma hora o resultado da releitura que fizeram para Snuff Games, escrita por Paulo Biscaia Filho e levada aos palcos por primeira vez pela companhia curitibana Vigor Mortis, em outubro de 2004.

 

Desta vez, Faganello — que participou da primeira versão — assina a direção além de compor o elenco encarregado de interpretar os personagens de uma história inspirada na famosa lenda urbana surgida nos anos 70, segundo a qual existem filmes em que pessoas (geralmente mulheres) são torturadas e assassinadas de verdade, para a posterior comercialização dos vídeos no mercado negro. Uma trama de manipulação e violência se desenvolve em um bordel, com o mito dos filmes snuff como pano de fundo.

 

Snuff Games estará em cartaz até o dia 25, às quartas e quintas, sempre às 23:00. Os ingressos custam R$ 20,00; R$ 10,00 (estudantes, classe artística e terceira idade); e R$ 5,00 (oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt). Os mesmos preços estão vigentes para Borboletas... e as reservas podem ser feitas pelo telefone 11-3258-6345. O Espaço Um fica na praça Roosevelt, 214, enquanto o Espaço Dois está situado no 134 da mesma praça.

 

Desenvolvido por César Farkas

 

O mestre brasileiro do terror está de volta para encerrar sua trilogia

Domingo, 10.08.2008 I Cinema I Reportagem

 

Logo de 21 anos de ter estreado seu último filme, o cineasta José Mojica Marins, considerado o mestre do terror brasileiro, apresentou seu mais recente longa-metragem, Encarnação do Demônio, com o qual encerra uma trilogia sobre Zé do Caixão, seu mais famoso personagem.

 

Encarnação do Demônio fecha a saga iniciada com À Meia-Noite Levarei Sua Alma e continuada com Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, dois clássicos do cinema de terror no Brasil, estrados em 1964 e 1967, respectivamente. Na verdade, o último filme da trilogia deveria ter se realizado também nos anos 60, mas inúmeros problemas foram adiando sua realização até os dias de hoje, quando vários companheiros de Marins envolvidos no projeto já faleceram.

 

A possibilidade de concretizar o longa surgiu em 2000, quando Marins foi procurado por Paulo Sacramento, da produtora Olhos de Cão, e pelo roteirista Dennison Ramanlho, que lhe propuseram combinar a linguagem criada por ele com um padrão que estivesse de acordo com os interesses estéticos do cinema atual. A proposta deu como resultado um filme de altíssima qualidade técnica, sem que tenha se perdido a essência dos trabalhos anteriores do realizador.

 

O orçamento mais alto com o qual contou para este longa permitiu a Marins reunir não só um experiente grupo de profissionais, como também um elenco de primeira linha. Assim, o este está composto por verdadeira lendas, como Jece Valadão (que atuou em quase uma centena de filmes ants de morrer, há dois anos), José Celso Martinez Corrêa (um dos maiores diretores do teatro brasileiro em todos os tempos) e Helena Ignez (antiga musa do cinema novo). A eles se somaram Adriano Stuart, Milhem Cortaz, Rui Resende, Cristina Aché, Thais Simi, Cléo de Páris y Giulio Lopes, entre muitos outros. 

 

Nesta última entrega, Zé do Caixão é liberado depois de ter passado quarenta anos em uma cela para doentes mentais, na qual havia sido recluído pelos bárbaros crimes cometidos na sua busca obsessiva pela mulher que lhe dê um filho perfeito. Agora, de volta às ruas de São Paulo, Zé está pronto para voltar a assombrar os que cruzem seu caminho e não descansará enquanto não atingir seu objetivo, deixando para trás uma trilha de horror, destruição e sangue.

 

Visite a galeria de fotos do filme.

 

Foto: André Sigwalt l DivulgaçãoUma vida tão estranha e fascinante como seu personagem

 

Zé do Caixão foi criado por José Mojica Marins em uma noite de outubro de 1963, depois que este foi atormentado por um pesadelo em que um homem de capa preta e cartola o arrastava até seu próprio túmulo, onde estava escrita a data de sua morte. Ao acordar, ainda impressionado, o realizador anotou tudo em um papel e imediatamente escreveu o roteiro de À Meia-Noite Levarei Sua Alma, no qual o sinistro personagem apareceu pela primeira vez, tornándo-se logo o maior mito da história do cinema de terror brasileiro e latinoamericano.

 

No entanto, o temível personagem não é mais estranho que a vida de seu criado. Filho de pais espanhóis, José Mojica Marins nasceu em 1936 depois de uma gestação de onze meses, atraso ocasionado por uma condição irregular do ventre de sua mãe. Aos três anos de idade, foi seqüestrado por um grupo de ciganos e aos dez filmou seu primeiro curta, depois do qual foi expulso das classes dramáticas da igreja local pelas suas espantosas imagens, que mostravam como os bons eram levados ao céu em um caixão voador e os maus eram transformados em vermes.

 

Aos 15 anos, Marins já tinha 20 curtas filmados, mas dois anos depois  teve que desistir de concluir seu primeiro longa, devido aos trágicos acontecimentos que alcançaram as três atrizes que deveriam interpretar o papel principal: a primeira se afogou em uma piscina, sua substituta morreu de tuberculose durante a filmagem e a última foi atropelada e teve uma perna amputada por causa do acidente. Somente aos 23 o jovem cineasta pôde terminar um longa, ficando famoso pelos castings em que os candidatos eram obrigados a comer insetos vivos e praticar pequenas automutilações, como prova de que poderiam suportar as exigências dos roteiros, em que abundavam horripilantes cenas com sapos, víboras e tarântulas, além de diversas torturas e humilhações.

 

Pai de 23 filhos com sete mulheres diferentes, Mojica Marins foi o cineasta mais censurado e perseguido da história do Brasil, mais hoje seus filmes são reverenciados pelos críticos especializados de vários países e mereceram retrospectivas em festivais como o de Sitges, Buenos Aires, Amsterdã e Fantasporto. Do mesmo modo, os criadores da famosa série fílmica protagonizada por Freddie Krueger reconheceram que se inspiraram no personagem de Zé do Caixão e a revista Cult Movies garantiu certa vez que "Marins é o melhor diretor de terror do mundo".


Conheça mais sobre José Mojica Marins nesta excelente resenha biográfica (em espanhol) escrita por Jorge Grajales, originalmente publicada na Cinefagia, ou na página web da Quinta Dimensión.

 

 

Atriz peruana Tatiana Astengo começa a brilhar no cinema internacional 

Domingo, 03.08.2008 I Cinema I Entrevista exclusiva I Esta matéria em espanhol

 

Quase no fim do século passado, se rodava em plena selva amazônica um filme que logo se transformaria no maior sucesso de bilheteria da história da cinematografia peruana, e que acumularia uma série de prêmios e reconhecimentos em vários festivais internacionais. No entanto, o longa (Pantaleão e as Visitadoras) também teve outros méritos, como o de apresentar ao mundo uma atriz versátil e que a partir de então iniciou uma prolífica carreira no cinema, atuando em diversas produções chilenas, espanholas e de seu país.

 

Tatiana Astengo, que no filme de Francisco Lombardi interpretou Pechuga — uma das visitadoras do título —, passou desde esse momento a ser um rosto familiar no cinema latino-americano, dando continuidade a sua trajetória em outros dois longas do realizador (Tinta Vermelha, Olhos que não Vêem). Se no começo a sensualidade que emprestou ao personagem que encarnou em sua estréia cinematográfica esteve muito ligada à sua carreira, a atriz logo demonstrou que podia assumir diferentes papéis com a mesma competência. Assim, esteve em filmes de temática e motivações diversas, como Django, a outra cara (mais um grande sucesso de bilheteria), Pomba de Papel e O Destino não Tem Favoritos, pelo cual fou premiada nos festivais de Lima e de Móstoles (Espanha), fazendo uso da sua facilidade para a comédia, gênero em que se desempenhou por um bom tempo na TV do seu país.

 

Da mesma forma, Tatiana iniciou em 2001 uma relação próxima com o Chile, país onde foi convidada para trabalhos no cinema e na televisão, tendo atuado em dois longas (Promédio Vermelho, Festa Pátria) e em unitários da TVN. Esteve também no elenco de várias novelas e peças de teatro, apesar de ter privilegiado o cinema desde sua estréia nessa área, seja em longas-metragens ou em curtas como Olhar Líquido. Não obstante, pôde ainda se dar ao gosto de se envolver em outro tipo de projetos, como ser uma vocalista de rock e, mais recentemente, de um grupo de música eletrônica.

 

Vivendo há alguns anos na Espanha, atualmente a atriz espera a estréia de três filmes: O Pátio da Minha Prisão (de Belén Macías), Animais de Companhia (de Nicolás Muñoz) e Sete Minutos (de Daniela Fejerman), todos rodados nos últimos meses no país ibérico. Na entrevista, Tatiana fala sobre o bom momento pelo qual atravessa a sua carreira, da dificuldade inicial em recomeçar em outro lugar e do respeito que sente pelos artistas que trabalham no Peru e na América Latina.

 

O Pátio da Minha PrisãoEntrevista I Tatiana Astengo, atriz

"Desde que estou aqui valorizo tremendamente o ator peruano"


ALDEIA CULTURAL (AC): Você vem de rodar três longas na Espanha, conte como foi a sua participação em três filmes em tão pouco tempo.

TATIANA ASTENGO (TA): Bom, olha, já fazem quatro anos aqui desde que eu vim e deixei absolutamente tudo em meu país, minha carreira, minha casa, minhas comodidades, certo staff com quem eu compartilhava trabalho em novelas, cinema e teatro. E no início foi complicado, foi duro... começar do zero, tive que dividir apartamento quando não possuía um próprio, tive que trabalhar em coisas que nunca tinha feito antes mas que precisava fazer para subsistir... e foi difícil, mas eu tinha dentro de mim a confiança de que em algum momento ia ter a oportunidade e que ia aproveitá-la e com a experiência adquirida trabalhando antes no meu país e no Chile eu ia conseguir... e foi assim. Quando eu cheguei aqui, eu não tinha representante, que é algo que no Peru e na América Latina não se usa muito. Eu tinha que ter alguma, e tive uma que não estava muito bem informada, mas pelo menos me ajudou a começar e aos poucos os diretores de casting foram me conhecendo, por um casting ou por outro que se eu não ficava ou se ficava para papéis pequenos, até que começaram a me chamar para testes em coisas mais interessantes e esses diretores se lembravam de mim e por tanto contavam comigo quando havia algo em que eu pudesse encaixar. As coisas foram acontecendo e logo veio a possibilidade de um casting para O Pátio da Minha Prisão, quando eu estava no Peru. Eu estava fazendo uma série ali e me perguntaram se eu voltaria porque queriam alguém pra rodar um filme. Eu não sabia onde era nem nada. Na verdade, tinham me falado que era 'algo pequeno' para 'algo', mas eu não sabia mais. Então quando eu voltei, no mês seguinte, foi que eu fiz o teste. E foi ótimo, porque a partir desse momento as coisas foram mudando e tudo começou a acontecer rapidamente, para eu ficar em dia (risos).

 

AC: O Pátio da Minha Prisão foi seu primeiro longa em terras espanholas e nele você atuou ao lado de grandes atrizes, como Candela Peña, Ana Wagener e Patricia Reyes Spíndola. Como você lembra dessa experiência?
TA: Muito bem. Eu lembro do potente que foi, do duro que foi também, mas basicamente foi maravilhoso.  Eu me senti muito acolhida, querida, vista... com a diretora Belén Macías, que é muito boa, uma excelente profissional, e também com pessoas incríveis... e as outras companheiras, com as que ainda nos comunicamos. Poruqe é complicada uma filmação em que só há mulheres, em que a maioria são mulheres; a gente sabe que nós, mulheres, somos complicadas, mas a verdade é que aqui nós soubemos brigar, rimos muito, choramos e fizemos de tudo, tudo.


AC: Além, obviamente, dos recursos, do orçamento e dos meios, existe alguma diferença fundamental entre uma filmação na Espanha e uma no Peru ou na América Latina?

TA: Sim. É que tudo se resume em dinheiro, também. Porque, por exemplo, para uma cena existe mais negativo, dá pra fazer mais tomadas, buscar algum detalhe... Basicamente, a única grande diferença é o dinheiro. E que há mais tempo... mas tempo é dinheiro também. Para a filmação de O Pomba de PapelPátio da Minha Prisão nós tivemos muito tempo de ensaio, tivemos um mês de ensaio antes de rodar.


AC: Que análise você faz do seu trabalho desde que começou a carreira no cinema até o momento atual na Espanha?

TA: Uf... Existe uma curva bastante importante e se diferencia muito o meu trabalho desde quando eu comecei no cinema com o que estou fazendo agora. Eu me sinto muito orgulhosa porque em nenhum mmento deixei de me preparar. Eu continuo fazendo seminários; é um treinamento, basicamente, porque já não se trabalha para aprender, senão para continuar treinando sobre as limitações que cada um considera que deve trabalhar. Então eu continuo trabalhando e é claro que existem mudanças. A experiência de continuar trabalhando te dá uma visão nova e mais consciência do que você deve trabalhar e também do que te faz perder tempo. Estou muito orgulhosa e contente com meu trabalho, de verdade, sobretudo com a experiência que eu tenho. Não dá pra esconder que a gente sempre pensa que pode fazer melhor, mas com o que estou fazendo e como eu me sinto como pessoa... é inevitável que isso influa em meu trabalho também como atriz.


AC: Qual é a sua relação com a sua imagem na tela? Quão bem ou mal você fica quando se vê num filme?
TA: Trato de ser objetiva. Não me faço mal, ou seja... não sou tão autocrítica. Bom, sou autocrítica, mas não me dou uma surra, não sofro. Eu acho que eu faço isto porque me preparei com consciência e entrega total antes de uma filmação para chegar à ela com tudo... No final, não posso ser tão dura comigo mesma. Não, eu não sofro. É claro que é estranho, às vezes fico nervosa, e digo 'essa sou eu?; é, vamos fazer de conta que essa sou eu'. Mas trato de levar na esportiva e desde que comecei nesta carreira tenho tratado de não dar tanta importância a tudo, senão você fica mal.


Tinta VermelhaAC: De certo modo, quando uma pessoa está distante de seu país, muda a sua percepção sobre várias coisas e ela as vê de outra perspectiva. Em seu caso, como você vê a situação do cinema e dos artistas no Peru?

TA: Olha, eu te digo que desde que estou aqui eu valorizo tremendamente o ator peruano, tremendamente o ator latinoamericano em geral. Mas o peruano principalmente, porque é o que mais conheço. Tremendamente, tremendamente. Porque nós temos umas possibilidades impressionantes para a atuação, com uma sensibilidade tão diferente... Aqui há ótimos atores, mas as possibilidades que temos na América Latina, pela própria situação, por tudo que tivemos que passar, pelas nossas circunstâncias... acho que tudo isso nos faz seres humanos especiais e portanto atores especiais.


AC: Há algum projeto que você tenha na América Latina a curto prazo?
TA: Sim, sim... Bom, existem conversas. Isso é algo que me fascina e me faz sentir muito bem, existem muitas possibilidades neste momento, mas nada concreto, porque você sabe que existe o fato de que sempre esperando o dinheiro... Não há nada concreto em termos de datas, mas há convites para alguns projetos.

AC: Se eu não conhecesse nenhum filme seu e você tivesse que me recomendar algum, qual seria?
TA: Uau. Qual? Deixa ver se eu te digo (pensa)... O Destino Não Tem Favoritos, se você gosta de comédia. Se você gosta de drama, Olhos que Não Vêem. Depende do teu estado de ânimo... Até que estreiem os que vêm por aí, claro (risos).

 

 

Filme baseado em vida de blogueira estréia hoje em salas de todo o país 

Sexta-feira, 18.07.2008 I Cinema I Notícia

 

Chega hoje às telas brasileiras o filme Nome Próprio, novo longa-metragem do realizador Murilo Salles, que aborda a vida de uma jovem blogueira que se transformou em um fenômeno da rede, tornándose-se depois uma escritora de culto, com três livros publicados e milhares de exemplares vendidos.

 

O filme, uma adaptação dos livros "Máquina de Pinball" e "Vida de Gato" e de textos da autora Clarah Averbuck, foi escrito pelo próprio diretor, em colaboração com Elena Soarez e Melanie Dimantas. Camila, personagem principal do longa, é o álter ego de Clarah, que desde que criou seu primeiro blog, em 2001, obteve uma grande quantidade de leitores fiéis ao seu estilo, ao que ela mesma denominou "bitchnik", caracterizado por uma forte influência da subcultura pop e da geração beat, além de uma atitude irreverente e muitas autorreferências.

 

Salles, que estreou na direção cinematográfica com Nunca Fomos Tão Felizes, premiada com o Leopardo de Bronze no Festival de Locarno, realizou filmes como Seja o que Deus Quiser! e Como Nascem os Anjos, o primeiro vencedor do Festival do Rio e o segundo ganhador do Colón de Oro em Huelva. Desta vez, o cineasta conta a história de uma jovem mulher que dedica sua vida à sua paixão, escrever. Em meio a uma trajetória vertiginosa regada a álcool, rock, sexo e drogas, o filme narra a intensa juventude de Camila, sua absoluta entrega e paixão e sua busca pela redenção.

 

Nome Próprio, cujo papel principal é interpretado pela atriz Leandra Leal (premiada por diversos trabalhos nos festivais de Biarritz, Miami, Recife e Natal, entre outros), tem em seu elenco figuras conhecidas do teatro brasileiro, como Juliano Cazarré e Martha Nowill, e talentos emergentes no cinema nacional — casos de Milhem Cortaz e Rosanne Mulholland, que estão construíndo uma impecável carreira nas telas. Compõem o elenco do filme os atores Munir Kanaan, Reginaldo Faidi, Alex Didier, Frank Borges, Fabio Frood, David Katz, Norival Rizzo, Ricardo Garcia, Paulo Vasconcelos, Alan Medina, Gustavo Machado, Luciana Brites e Ricardo Galli.

 

O longa-metragem é exibido nas cidades de São Paulo (Espaço Unibanco), Rio de Janeiro (Arteplex), Santos (Espaço Unibanco Pinamar), Porto Alegre (Unibanco Arteplex), Curitiba (Unibanco Arteplex), Belo Horizonte (Belas Artes), Brasília (Casa Park), Salvador (Sala de Arte UFBA), Recife (Fundação Cultural Joaquim Nabuco), Fortaleza (Dragão do Mar), Belém (Moviecom Castanheira), Campinas (Shopping Jaraguá) e Natal (Moviecom - Praia Shopping).

 

Visite também: Matéria no Aldea Cultural (29/10/2007) I Galeria de fotos do filme

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México terá o primeiro filme de fantasia épica da sua história cinematográfica 

Domingo, 06.07.2008 I Cinema I Notícia

 

Está em pós-produção o filme Anjo Caído, o primeiro longa de fantasia épica da história do cinema mexicano, que apresenta uma explosiva mescla de personagens fantásticos com uma história de aventura com toques medievais.

 

Anjo Caído é uma trilogia que combina fantasia e ação e que utilizou mais de 500 efeitos especiais. Nos papéis principais, estão os atores Humberto Zurita, José Alonso, Sebastián Zurita, Laisha Wilkins, Emiliano Zurita, Carlos Cacho, Luis Caballero, Alejandro Durán e Mireya Sánchez, enquanto a realização coube à produtora Red Dragon Films.

 

Com estréia prevista para 2009, o longa de estréia do cineasta Arturo Anaya Treviño (29) não apenas inaugura uma trilogia, senão um gênero ainda inédito no México. O filme, que é totalmente independente e foi realizado por um grupo de artistas que não supera os 28 anos de idade, teve duas etapas de rodagem, durante quatorze semanas, entre o fim de 2005 e o início de 2007.

 

O filme conta a história de Liut, um sephyro (metade anjo, metade humano), que carrega em suas mãos a responsabilidade de proteger as chaves que abrem a porta do reino dos céus. O conflito é desencadeado pela soberba do anjo Luzbel, que se rebela contra Deus, originando uma batalha milenária contra o exército divino. Quando Satanás localiza Liut, a batalha pelo trono do pai é iminente e o fim do mundo se aproxima.

 

Se bem os produtores já levam seis anos trabalhando neste projeto, Anaya, que começou fazendo filmes caseiros desde que tinha apenas doze anos, já havia construido toda a cosmogonia presente no filme em sua adolescência, época na qual começou a nutrir o sonho de levar a história para o cinema. Agora, a ponto de apresentar seu primeiro longa, o diretor busca os distribuidores que permitirão a sua estréia na maior quantidade de salas possível.

 

Como parte da campanha publicitária, os realizadores do longa e a equipe da Red Dragon em cooperação com a Editora Vid lançaram uma revista em quadrinhos, chamada "Anjo Caído Crônicas", que explica detalhadamente todo o universo exposto no filme, povoado por seres inspirados em histórias e crenças populares; em breve também será lançada a novela.

 

 

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www.aldeiacultural.com