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arquivo de notícias maio / julho 2009 |

Série
Perfis do Teatro, Cinema e Vídeo no Brasil I Jefferson Manes,
realizador
Sábado,
27.06.2009 I
Esta matéria em espanhol
I Veja todas
as entrevistas
No comando da
produtora paulistana
Zuba Filmes,
o realizador Jefferson Manes Alves acumula experiência à frente de
diversos projetos, como videoclipes, programas de televisão e vídeos
dos mais diferentes formatos. A incursão no gênero da ficção teve
seu primeiro resultado em agosto do ano passado, quando o diretor
apresentou o curta
Arcos
Azuis, feito em co-produção com Cinema de Guerrilha.
Além de ter sido
exibido na Cinemateca Brasileira, o trabalho foi selecionado para
participar do
Sapporo
International Short Film Festival and Market (Japão) e do
Concorto Film
Festival del Cortometraggio (Itália). Com uma estética
totalmente urbana e um roteiro baseado em um conto de André Parra, o
curta teve os atores Alexandre Amazonas, Juliana Amorim e Érika
Forlim como protagonistas de uma trama que acompanha o universo
solitário, surreal e decadente de um jovem.
Em uma breve
entrevista, o diretor fala sobre o seu curta de estreia, revela suas
principais influências e também tece comentários sobre a complexa
situação do cinema no Brasil, assim como as opções proporcionadas
pelas novas mídias.
Entrevista
I Jefferson Manes
"As salas de cinema contribuem com uma ditadura cultural"
ALDEIA
CULTURAL (AC). No ano passado, você apresentou o curta
Arcos Azuis, que foi exibido na Cinemateca Brasileira e também em festivais
internacionais. Como foi a recepção do público ao trabalho?
JEFFERSON MANES (JM). Em sua estreia tivemos a sala BNDES da
Cinemateca lotada e o filme foi bem recebido pelo público.
Acreditamos ter atingido um grande público também nos festivais
internacionais, alvo deste tipo de produção, tanto no Japão como na
Itália.
AC. Como foi feita a seleção do trio de atores que
protagonizou o curta-metragem?
JM. Divulgamos através da internet e de produtores de
casting. Efetuamos alguns testes de seleção com atores que se
encaixavam no perfil dos personagens, acabamos encontrando a atriz
Juliana Amorim, o ator Alexandre Amazonas e uma atriz que desistiu
do papel pouco antes das filmagens; a atriz Érika Forlim acabou
ingressando no casting por indicação de Juliana Amorim, que já
conhecia o perfil desejado para o papel.
AC. No blog da produção, você afirma que uma das suas
referências foi o filme
Spun.
Que outros filmes ou diretores o influenciaram/influenciam?
JM. Acredito que não só os filmes e pinturas acabam
influenciando o meu trabalho, na verdade o que mais me influenciou a
fazer este filme sem dúvida é o surrealismo absurdo que vivemos em
nosso dia a dia em qualquer local do planeta, aquilo que está em
nossa cara e não enxergamos por mais próximo que esteja. [Influências]
Stanley
Kubrick, Alfred Hitchcock, Glauber Rocha, Amâncio Mazzaropi, Carl
Theodor Dreyer, Luis Buñuel, Brian de Palma, Ed Wood, Georges Méliès,
entre tantos outros artistas. A influência para esta obra foi
realmente o filme Spun, assim como obras de René
Magritte, Salvador Dalí e Buñuel.
AC. Em um país em que a distribuição e exibição de
longas já é complicada, como ficam os curtas? Qual é a saída para
eles?
JM. Acho que a saída para os curtas-metragens e outros
produtos de tamanho semelhante deve ser direcionada a um tipo de
divulgação pouco utilizado até o momento, sendo uma possível
tendência a venda ou exibição por telefone celular. É lógico que
quando se produz
um filme você quer
ver o seu filme na tela do
cinema, mas a dificuldade de divulgação por este meio é tão complexa
e sem apoio neste país que é mais fácil o realizador obter
visibilidade de seu curta-metragem no mercado estrangeiro, seja
pelos meios tradicionais de exibição ou novas mídias.
AC. Com a tecnologia digital, ficou mais barato
produzir; da mesma forma, a internet hoje facilita a divulgação de
trabalhos. Em contrapartida, o público é cada vez menor nas salas de
cinema e obter patrocínio é sempre difícil. Como você vê o panorama
atual do mercado brasileiro para os realizadores?
JM. Sem dúvida ficou muito mais barato produzir, porém ainda
há um certo preconceito no mercado audiovisual brasileiro com quem
faz seu trabalho em vídeo, seja ele em HD ou qualquer outro formato
digital. Se você não tiver uma cópia em 35 mm, por exemplo, não pode
inscrever seu produto em vários festivais importantes do cenário
nacional. Acho realmente absurdo este tipo de perspectiva, pois não
interessa e não influencia em nada o conteúdo da obra. É lógico que
um filme feito em 35 ou 16 mm fica esteticamente mais bonito, porém,
além de todo o processo ser altamente dispendioso, é poluente ao
meio ambiente e ainda segrega os tipos de produtores de audiovisual
no país. Isso tudo acaba refletindo nas salas de cinema, que na
grande maioria são de coorporações que cobram preços altos pelo
ingresso e contribuem com uma ditadura cultural apoiada pelos
estúdios e mercado cinematográfico americano, que nos obriga cada
vez mais a consumirmos produtos do audiovisual americano. Eu não
tenho coragem de pagar 20 ou 30 reais para assistir um filme em uma
sala de cinema, sendo que o mesmo filme está disponível pela
internet para se fazer download, isso sem falar da qualidade e
tendencionismo deste tipo de filme. Acredito que o público que
frequenta, gosta, entende e participa dos circuitos de cinema será
cada vez menor se esta situação não mudar, como o que acontece com a
indústria fonográfica no globalizado mundo atual.
AC. Você tem novos projetos na área de ficção? Quais?
JM. Atualmente tenho me dedicado a projetos de trilhas
sonoras e documentários que tenho há muito na gaveta. Tenho
sim alguns projetos de ficção em fase de idealização, um dos
projetos em fase de pré-produção trata sobre músicos no Brasil.

Festa do
Teatro proporciona ingressos gratuitos para mais de oitenta peças
Segunda-feira,
22.06.2009 I
Do site
oficial
Iniciou-se na
última sexta-feira na capital paulista a Festa do Teatro, um
acontecimento inédito que prevê a distribuição gratuita de 30 mil
ingressos para espetáculos em cartaz na cidade entre 19 e 28 de
junho. Segundo os organizadores, o objetivo é promover o acesso à
diversidade da produção teatral contemporânea.
A programação do evento abrange desde o teatro de grupo até as
grandes produções, permitindo que o público tenha um panorama da
pluralidade do que se realiza na cidade. A distribuição dos
ingressos é feita em dois pontos fixos e um móvel. Mais de 80 peças
participam desta iniciativa e a meta é que a experiência se repita
todos os anos.
Realizada por
Parlapatões, Chaim Eventos e J. Leiva e com patrocínio da CCR, a
Festa do Teatro pretende democratizar o acesso a esta linguagem
artística, que passa a contar com mais um grande evento realizado em
São Paulo. Até o próximo domingo, o público paulistano poderá ver
gratuitamente o trabalho de atores como Alberto Guzik, Alex Gruli,
Carol Castro, Cássio Scapin, Clarice Niskier, Cléo de Páris, Hugo
Possolo, Ivam Cabral, Leandra Leal, Marcelo Médici, Marcello Antony,
Mário Bortolotto, Paula Cohen e Vera Zimmermann.
Entre os destaques
presentes na programação, é possível encontrar as peças A Alma
Imoral, A Cabra ou Quem é Sylvia?, A
Festa de Abigaiu, A Filosofia na Alcova,
A Noite Mais Fria do Ano, Dona Flor e Seus Dois
Maridos, Liz, Justine, O
Mistério de Irma Vap, Os 120 Dias de Sodoma,
Trair e Coçar é só Começar e Vestido de Noiva,
entre dezenas de outros espetáculos.
Os postos de
distribuição, que ainda será realizada nos dias 23 e 26 deste mês,
estão localizados no Foyer do Centro Cultural São Paulo (rua
Vergueiro, 1000), Teatro Municipal (praça Ramos de Azevedo, s/nº) e
nas bibliotecas Mário Schenberg (rua Catão, 611, Lapa), Paulo
Setúbal (avenida Renata, 163, Vila Formosa) e Prefeito Prestes Maia
(avenida João Dias, 822, Santo Amaro).
Para obter maiores
informações, basta visitar o
site
oficial do evento, onde também é possível conferir toda a
programação e conhecer os horários de distribuição de ingressos.
Outras opções são o
e-mail e os telefones (11) 7625-5420 e 7625-5534.

Série
Perfis do Teatro, Cinema e Vídeo no Brasil I Josias Pereira,
realizador
Sábado,
13.06.2009 I
Esta matéria em espanhol
I Veja todas
as entrevistas
Um homem acaba de
levar um fora depois de uma cantada malsucedida. De repente, uma
mulher jovem e atraente aparece ao seu lado e dispara: "Olha só,
é o seguinte, é que eu tava ali do outro lado da rua, aí eu te vi
olhando aquela menina, aí eu pensei 'Ah, tadinho, ele deve tá com
tesão'. Aí eu vim aqui, assim, sei lá, te perguntar se você... quer
me comer...". É com esse ponto de partida hilário que
Josias
Pereira começa o curta
Mundo em Mudanças, que se transformou em uma espécie de
fenômeno no YouTube, acumulando mais de 4 milhões de reproduções e
gerando quase 800 comentários desde que está no ar.
O diretor já
produziu inúmeros vídeos de baixo orçamento com sua produtora
ERD Filmes
(fundada em 1992),
participando de diversos festivais e conquistando mais de uma dezena
de prêmios, quatro deles internacionais. Autor, professor e
realizador, Pereira foi recentemente premiado no Festival de
Conteúdos Digitais, da Universidade do Minho (Portugal), por
A Escola Gerando Traumas, um excelente documentário em
que um jovem da periferia de Teresina fala sobre sua indignação com
o sistema educativo do país.
Recém chegado da
décima edição do Intercom Sul, realizada em Blumenau e onde apresentou dois trabalhos
de pesquisa científica, Pereira concedeu uma entrevista ao
ALDEIA CULTURAL, falando sobre suas motivações e metodologia de
trabalho.
Entrevista
I Josias Pereira
"Meus curtas não respondem e sim provocam perguntas"
ALDEIA CULTURAL (AC). O seu curta
Mundo em Mudanças é um verdadeiro fenômeno no
YouTube, com mais de 4 milhões de reproduções. Como você avalia a
repercussão desse trabalho?
JOSIAS PEREIRA
(JP). A princípio
trabalhamos com a ideia de apresentar um roteiro onde as pessoas
pudessem ver as mudanças realizadas pelas mulheres na atualidade e
que o homem não está preparado para esta mulher. Por isso muitas
mulheres estão solitárias. Escrevo o roteiro sempre com base em
psicologia (esquemas mentais e a teoria da representação social) e
sociologia. Acho que por isso mexe com as pessoas. A princípio era
só uma brincadeira com cunho psicológico, e acho que foi bem mais
fundo que isso, acho muito engraçado ver as respostas das pessoas.
Como uso também a semiótica, criamos os níveis narrativos, ou seja,
escrevemos para as pessoas entenderem o nível discursivo (o mais
básico), mas escrevemos também para o nível narrativo e profundo.
Acho que por isso ele faz sucesso. Todos os níveis entendem, mas
acho que a verdade é que as pessoas veem na tela o que sempre
sonharam. Uma mulher bonita e gostosa, que não é garota de programa,
querendo transar com ele. É sonho, né? (risos)
AC. Os curtas geralmente não tem muitos espaços de exibição e os
mecanismos de distribuição para o formato praticamente inexistem.
Qual é a saída para que possam ser vistos por mais espectadores e ao
mesmo tempo serem sustentáveis economicamente?
JP. Bem, quanto a parte de exibição, é só as emissoras a cabo olharem
para o vídeo com um olhar mais bondoso e não com medo de perder
espaço. E sempre acreditei no vídeo desde o início em 1992, pois
acho que o vídeo é a resistência contra o sistema. Faço o que quero
nos meus vídeos e vejo que tem pessoas que querem conhecer isso.
Acredito que com a TV digital o vídeo vai crescer muito mais. Só
para você ter uma ideia criei o Videvídeo da
UFRJ
(Universidade
Federal do Rio de Janeiro) em 1997 e hoje ele recebe em média 200
vídeos por ano! Então tem muita gente fazendo e vendo. Acredito que
a internet ainda é o melhor espaço para democratizar o meio e o YouTube com certeza é a ponta desta revolução, hoje até o
BBB tem
espaço para exibir vídeos, no Fantástico, no Faustão... É o fim da
grade fixa da homogeneidade e início da pluralidade de estilos. Mas
isso a psicologia já debate há anos com a saída do homem homogêneo,
racional, e a entrada do pós-moderno, do homem plural só ler
Foucault ou Giddens, 'tá tudo lá, só que se materializando agora aos
poucos.
AC. Como surgiu a ideia de fazer o filme O Assalto Nosso de Cada
Dia?
JP. Trabalhava em uma ONG na Maré e via as histórias dos meninos
sobre como era o tráfico no começo e pensei em juntar o início com
o que acontece hoje; um tipo malandro dos anos 50 nos dias de hoje,
ingênuo e que só quer viver e se dar bem. Aí surgiu o personagem que
eu gosto, que é interpretado pelo Nando Cunha, grande amigo e ótimo
ator. Adorei filmar este curta, que teve ajuda de várias pessoas.
AC.
De que forma é
feita a seleção e preparação de atores para os curtas? Fale um pouco
a respeito do método especial que você criou para dirigi-los.
JP. Sim, isso é importante. O ensaio é superimportante. Na verdade a
direção usa bases da sociologia, antropologia e psicologia. Criamos
não o personagem mas um ser humano completo com os seus medos e sua
base. Chamamos epistemologia do personagem, pois detalhamos o porquê
do personagem agir. Ou seja, a fala é o de menos, mas por que o
personagem fala aquilo, o que move ele a falar a palavra e agir
daquela maneira. Assim, vemos que o personagem antes de tudo é um
ser humano e ele tem fraquezas e é forte, tem medos e traumas. A
fala é o de menos na direção, mas a intenção é algo que os atores
acham estranho, dirijo os atores em cima do que os personagens não
falam e não sobre o que ele fala.
AC.
Em quase todos os seus curtas, as histórias levam o espectador a
refletir sobre temas sociais, em geral sobre a juventude. Como é
feita a seleção dos assuntos que são abordados e quais são as suas
fontes para desenvolver os roteiros?
JP. A fonte é a vida,
né, só observar em volta. Como Platão, acredito que o roteirista, o
artista é apenas um rádio que recebe do mundo das ideias e coloca no
papel o que as pessoas queriam falar ou ver, o artista deve servir
como o que a comunidade queria falar e não sabia como, esse é o
papel do artista, está a frente e não atrás da sociedade. Geralmente
vejo algo simples e fico pensando o porquê dele e assim vai
desenvolvendo, aí depois da inspiração vem a parte da sociologia,
psicologia, etc., que vão contribuir para dar uma base para reflexão.
Por exemplo, estou fazendo um roteiro sobre o medo que as mulheres tem
de serem rejeitadas, como a sociedade criou nelas essas ideias de que
não podem ser rejeitadas. Criei um roteiro onde um cara estupra uma mulher e ela tenta
sair, então o cara no meio do estupro broxa, ela ri e ele
coloca a culpa nela, porque é magra e não gostosa; ele vai embora e
ela o manda voltar e violentá-la, porque não pode broxar com
ela.
AC. Embora seu trabalho seja feito geralmente no Rio, você também
realizou uma série de curtas em Londrina. Conte-nos como foi a
experiência e por que você decidiu gravar nessa cidade.
JP. Agora moro em
Maringá, fiz em Londrina pois estava morando lá também em função do
meu trabalho. Achei estranho Londrina, pois no Rio os atores querem
fazer e aprender, já em Londrina queriam ganhar dinheiro, o que me
deixou triste, pois não ganham nada, perco dinheiro pra fazer, mas
achei um grupo bem legal e foi ótimo gravar com eles.
AC. Sobre o que eram os curtas? Os assuntos eram parecidos aos abordados
no Rio ou o estilo foi diferente neste caso?
JP. Mesmo estilo, não mudei nada. Brinco que a ERD não responde e sim provoca perguntas.

O Che
Guevara de Soderbergh revela a segunda parte de sua polêmica
história
Quinta-feira,
11.06.2009 I
Esta matéria em espanhol
Está em cartaz em
salas de cinema de La Paz e Santa Cruz a segunda parte da história contada pelo cineasta Steven Soderbergh
sobre o mítico guerrilheiro e
revolucionário cubano Ernesto 'Che' Guevara, que acabou morto na
selva boliviana há mais de 40 anos, em meio a campanha que
realizava no país.
Che parte 2:
Guerrilha (outra
web) chega precedida pelo sucesso de Che parte 1: o
Argentino, que foi estreada em janeiro na Bolívia com grande
afluência de espectadores nas salas. O primeiro filme valeu ao
ator principal, Benicio del Toro, o Premio Goya de melhor
interpretação masculina na gala realizada pela Academia
Espanhola, e a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Além de ter Soderbergh (Sex, Lies and Videotape, Traffic)
na direção e Del Toro (Traffic, 21 Grams)
no papel principal, o longa conta com um grande elenco de
estrelas internacionais, entre as quais se destacam nomes como o
da alemã Franka Potente (Tania) — que esteve anteriormente em
outra produção realizada na Bolívia, A
Caçada
ao Nazi —, a inglesa Julia Ormond (Lisa Howard) e o
estadunidense Matt Damon (Schwartz), que faz uma participação
especial no filme.
Completando o
elenco, aparecem reconhecidos atores de diversas nacionalidades dos dois lados do Atlântico: Carlos Bardem (Moisés Guevara), Demián
Bichir (Fidel Castro), Joaquim de Almeida (Presidente Barrientos),
Eduard Fernández (Ciro Algañaraz), Marc-André Grondin (Regis Debray), Óscar Jaenada (Darío), Kahil Méndez (Urbano), Jordi Mollà
(Capitán Vargas), Gastón Pauls (Ciro Bustos), Jorge Perugorría
(Joaquín), Norman Santiago (Tuma), Mandy Riesco (Benigno), Lou
Diamond Philipps (Mario Monje), Rodrigo Santoro (Raúl Castro) e Catalina Sandino Moreno (Aleida March).
Por outro lado, o talento local também está representado, com a
presença dos atores Luis Bredow, Cristian Mercado, Antonio
Peredo, Jorge Arturo Lora, Roberto Guilhon e Daniel Larrazábal,
entre outros. Da mesma forma, nomes como o de Rodrigo Bellott, Paola
Gosálvez e Gerardo Guerra estão nos créditos de produção e casting do
filme, assim como acontece com outros profissionais do
país, tanto na frente como atrás das câmeras.
Che parte 2: Guerrilha tem início com o 'Che' no auge da
sua popularidade e poder depois da Revolução Cubana, quando faz
un veemente discurso nas Nações Unidas, reafirmando seu
compromisso com a luta do Terceiro Mundo contra o imperialismo
norte-americano. Pouco tempo depois reaparece de forma clandestina
na Bolívia,
irreconhecível e realizando
operações encobertas, em uma aventura de idealismo e levando adiante a guerra de guerrilhas que finalmente fracassa
e o conduz a
morte.
Os telefones de contato
para obter mais informações sobre as sessões são o 244-4090 (Cinemateca
Boliviana, La Paz), 707-98410 (Cochabamba) e 311-5098 ou 702-00408
(Santa Cruz). O filme é apresentado na Bolívia graças a distribuidora Londra Films, que
tem os direitos de exibição do longa no país.

Série
Perfis do Teatro, Cinema e Vídeo no Brasil I Samya Enes, atriz
paulistana
Sábado,
30.05.2009 I
Esta matéria em espanhol I
Veja todas as
entrevistas
Inaugurando a
série dedicada a perfis e entrevistas com artistas do teatro, cinema
e vídeo brasileiros, o ALDEIA CULTURAL conversou com a atriz
paulistana Samya Enes, que aos 25 anos coleciona passagens pelos
grupos Excessiva Companhia de Teatro,
Núcleo
1408 e
Cemitério de Automóveis, entre outros. Formada pelo Teatro-Escola
Célia Helena, a atriz já foi guiada no palco por diretores como
Mário Bortolotto, Roberto Lage e Rui Xavier, tendo atuado em torno
de dez peças, com destaque para ABO – A Travessia de Ilana,
Anti-Justine ou As Delícias do Amor e Faroestes.
Além de
representar, Samya também tem se desempenhado como assistente de
direção de algumas peças, sendo colaboradora constante de projetos
desenvolvidos por companhias estabelecidas na Praça Roosevelt;
localizado no centro de São Paulo, o lugar é conhecido por ser um
ponto de grande efervescência cultural da cidade. Na entrevista, a
atriz fala de alguns dos espetáculos em que participou, conta como
foi o início de sua carreira artística e comenta sobre a realidade
do teatro independente paulistano.
Entrevista
I Samya Enes
"Há
pessoas fazendo teatro de qualidade sem nenhum subsídio"
ALDEIA CULTURAL (AC). Quando você descobriu que
queria ser atriz e como começou a sua carreira no teatro?
SAMYA ENES (SE). Fiz minha primeira personagem com 9 anos de
idade. Depois de idas e vindas, com 16 para 17 anos voltei para o
grupo que me deu aquela "primeira personagem". Começamos a fazer uma
parceria com uma prefeitura e daí participamos do Projeto Ademar
Guerra, que nos deu de presente a coordenação e ajuda de Fausto
Fuser; depois de alguns meses resolvi sair do grupo e ir estudar
teatro. Desde então estou nele.
AC. De todos os personagens que você interpretou, qual
foi o que representou até hoje o maior desafio e por quê? E qual foi
o que você mais gostou de fazer?
SE. Amália, do espetáculo ABO – A Travessia de Ilana, porque
era uma mulher deformada por um marido que a coloca presa em um
formigueiro (inspirada em um dos mitos afro-brasileiros dos orixás),
então precisava construir uma mulher sensível e ingênua para se
ludibriar por uma roda gigante e todas as coisas boas da vida e com
o peso e sofrimento de uma mulher agredida, com todas as 'marcas'
físicas e psicológicas desta agressão... Enfim, foi uma personagem
em que tive tempo para buscar sua complexidade...
AC. Já que você falou da peça ABO, conte um pouco
sobre o espetáculo.
SE. ABO surgiu da vontade de trabalhar com um texto criado a
partir de uma pesquisa feita pelo grupo, buscando de diversas
maneiras a contemporaneidade dos mitos e sua essência perdida
durante os anos. A partir daí, resolvemos iniciar nossas pesquisas
com os mitos afro-brasileiros; contamos com a ajuda do antropólogo
José Pedro da Silva Neto. Sem esquecer que um dos principais focos
era a essência feminina dentro destes mitos... Chamamos um dos
diretores do
Teatro da Curva (Ralph Maizza) para dirigir e o diretor
e dramaturgo do Núcleo 1408 (Rui Xavier) para escrever este texto,
além de atores e atrizes
convidados pela companhia para a realização
do espetáculo, que foi o primeiro da Excessiva Companhia de Teatro.
Ficamos seis meses em cartaz com o espetáculo, que encerrou sua
temporada no meio do ano passado.
AC. Também no ano passado, você esteve no elenco de
Anti-Justine ou As Delícias do Amor, do Núcleo 1408, uma peça
incomum porque praticamente apresentava ao público o Restif de La
Bretonne, autor pouquíssimo conhecido mas que era considerado o
rival do Marquês de Sade. Como foi fazer esse espetáculo e de onde
surgiu a ideia de encená-lo?
SE. A ideia de encená-lo acho mais fácil o diretor responder,
a minha vontade em atuar foi exatamente o desafio em trazer para o
palco um espetáculo amoral, usando como instrumento de linguagem a
libertinagem. O grande desafio era exatamente representar o prazer
sem moral, sem pré conceitos, dentro de um universo particular, com
toda a Revolução Francesa acontecendo na mesma época (dado inserido
na peça pelo Rui Xavier, adaptador e diretor do espetáculo).
AC. Você faz parte do grupo de artistas que trabalha
frequentemente na região da Praça Roosevelt, lugar que passou por um
processo de transformação total nos últimos anos graças ao teatro.
Mas atualmente existe uma discussão sobre a essência da praça, que
teria sido perdida e até mesmo 'invadida'. Qual é a sua opinião a
respeito?
SE. Invadida por quem?
AC. Quando eu digo invadida, me refiro a que a praça tenha
virado um 'point', tornou-se um lugar 'pop', com atores que estão lá
mesmo sem estarem identificados, digamos assim, com ela. Você
acredita nisso ou acha que essa discussão não faz sentido?
SE. O que eu acho é que a praça só é um reflexo do cenário
atual do teatro brasileiro, ou
melhor, paulistano (que nem sei se
algum dia esteve assim), com uma gestão de quantidade e não de
qualidade, digo a maioria, pois tem muita gente trabalhando e sério
para que as coisas melhorem. Com espetáculos ruins ou razoáveis,
quem foi pela primeira vez não volta e quem ia para no bar e por ali
fica. Para mim é reflexo desta obsessão pela quantidade.
AC. E qual é a sua avaliação da política cultural do
governo brasileiro no que diz respeito ao teatro?
SE. Acho que muita coisa ainda precisa ser feita para que
tenhamos o mínimo de subsídios para gerar e apresentar teatro a
todos... Estou esperando para ver o final da história: mudanças da
Lei Rouanet, se vão ouvir as exigências do
Movimento 27 de Março...
A própria lei é questionável... Enfim...
AC. Como você vê o momento atual do teatro independente
que se realiza em São Paulo e qual o futuro que você vislumbra para
ele?
SE. Acho que tem pessoas muito boas realizando trabalhos de
boa qualidade, mas sem subsídio nenhum, que dirá público... E muita
gente fazendo teatro de má qualidade... O que vislumbro? Um teatro
de alta qualidade que seja acessível a todas as classes... Se vai
acontecer? Depende de cada ator com bom senso para fazer o melhor
trabalho possível e conseguir avaliar se o seu melhor é o melhor
para apresentar; atores que pensem em se aprimorar e não aparecer...
AC. E pra encerrar: ensaios, planos, projetos em que você
vá participar ou tenha em mente neste momento. O que vem por aí?
SE. Atualmente estou fazendo assistência de direção do
espetáculo Calígula, com direção de Rui Xavier e adaptação de Paulo
de Tharso; e em processo de montagem dos espetáculos Explicando a morte para crianças de seis anos, texto de Sérgio Mello e direção de
Didio Perini, e A Lenda dos Jovens Detentos, com texto e direção de
Leo Lama... e me aprimorando... estudando...

Um outro
olhar ao cinema latino-americano I Parte 1: dez atrizes hispanas
Terça-feira,
26.05.2009 I Opinião I Autor:
Sergio Palacios I
Esta matéria em espanhol
Esta série de
artigos, que inicialmente seria publicada no blog e agora se
desenvolverá no portal, será constituída por uma seleção de atores,
diretores, filmes e cenas específicas (ação, sexo, violência...) do
cinema latino-americano atual. Isto, claro, com absoluta consciência
de que elaborar listas sempre foi algo complicado porque os
critérios utilizados são muito subjetivos.
Neste caso, optei por excluir a cinematografia brasileira (que terá
uma classificação apenas para si) e considerei atrizes nascidas a
partir de 1970, ou seja, esta é uma espécie de seleção sub-40.
Evidentemente, não tenho a pretensão de dizer que são as melhores (quem
sou eu para isso), nem sequer digo que são as que mais gosto. Há
ausências importantes, sem dúvida, mas acredito que as que seguem
representam bem o enorme talento existente no continente. Vamos a
elas.
Antonella
Costa, Argentina (1980)
A primeira desta lista talvez seja minha atriz latino-americana
preferida neste momento. Desde que fez Garage Olimpo, sua
estreia cinematográfica, venho acompanhando a carreira desta
argentina nascida em Roma (seus pais nesse tempo estavam exilados na
Itália devido à ditadura). Para destacar, estão suas atuações em
Hoy y Mañana (Hoje e Amanhã) — na qual interpreta uma
aspirante a atriz que começa a se prostituir pela falta de dinheiro
e oportunidades — e Cobrador, excelente filme de Paul Leduc
que não teve a repercussão merecida. O longa mais recente de
Antonella, No Mires para Abajo (Não Olhe para Baixo),
nos mostra uma atriz já madura; a esta altura, não resta dúvida de
que ela nasceu e está feita para o cinema.
Blanca
Lewin, Chile (1974)
Apesar de Ángel Negro (Anjo Negro), publicitado como o
primeiro filme de terror do cinema chileno, ter tantos seguidores
como detratores, há um ponto que parece ser unânime: a
impressionante caracterização de Blanca como a estranha e solitária
garota do colégio. Este é sem dúvida o grande mérito do primeiro
filme do realizador Jorge Olguín. Entretanto, foi nas mãos de outro
diretor, Matías Bize, que a atriz passou a ter seu nome reconhecido
inclusive fora do Chile. Isto ocorreu quando Bize — que já a havia
chamado para protagonizar um curta e um média-metragem, Sábado,
filmado em tempo real — a convocou para compor a Daniela de En la
Cama (Na Cama), longa que rendeu a ela vários prêmios
internacionais, além de lhe abrir o mercado no exterior. Ángel e
Daniela estão interpretados com igual competência pela mesma atriz,
o que não é pouco.
Marina
Glezer, Argentina (1980)
O primeiro trabalho que vi desta atriz foi El Polaquito (O
Polaquinho), em que deu vida a Pelu, a menina de rua pela
qual se apaixona o personagem principal do filme. Seu desempenho foi
muito bom e junto com Abel Ayala (notável descoberta) formou uma boa
dupla na tela. Mas foi depois de ter visto Roma que prestei
mais atenção a sua carreira. Além de emprestar seu corpo para a
imagem de divulgação do filme (em uma cena esplendidamente filmada
pelo mestre Adolfo Aristarain), Marina consegue transmitir o estado
de espírito de sua personagem se valendo mais de suas expressões e
silêncios do que das palavras. Uma atriz a ser observada.
Maya
Zapata, México (1983)
Das atrizes desta lista, a única que estreou no cinema quando ainda
era uma menina é Maya Zapata, que desde os três anos tem experiência
em frente das câmeras. Assim, já conhecia algo dela (Santitos/Santinhos)
antes de ver De la Calle (Da Rua), longa que a situou
no cinema mexicano, mais ainda depois de ter significado a inclusão
de um Ariel em seu currículo. Seu trabalho em curtas é muito
interessante (Volemos tomados de la mano, XX-XY,
etc.) e seu desempenho em Dos Abrazos (Dois Abraços)
foi destacável. Recentemente, esteve estudando roteiro e se
preparando para trabalhar em produção, o que demonstra um claro
interesse por ampliar seu campo de atuação no cinema. Minha aposta é
que ainda escutaremos falar bastante dela, pois apesar de sua
juventude é uma atriz completa.
Melania
Urbina, Peru (1977)
Melania é a primeira das representantes peruanas nesta lista, como
não poderia deixar de ser. Assisti os nove longa-metragens em que
ela atuou, além de um curta e um episódio de
Tiempo Final, da Fox — que diga-se de passagem copiou a resenha
feita pelo
Aldeia Cultural ao compor o texto biográfico da atriz em seu
site (não é uma crítica) —. Apesar do papel mais lembrado de Melania
ser de longe o da 'garota Dinamite' de Django, la otra cara (Django,
a outra cara), meus trabalhos favoritos são os que ela fez
sob a direção de Francisco Lombardi: Ojos que no ven (Olhos
que não veem) e Mariposa Negra (Borboleta Negra).
Some-se a isso sua atuação em Paloma de Papel (Pomba de
Papel) e temos uma atriz capaz de representar com igual
habilidade desde uma menina doce e um tanto inocente, até uma
jogadora sensual e insaciável, passando por uma jovem terrorista e
uma mulher obcecada por vingança. Adoro esta atriz.
Mónica
Sánchez, Peru (1970)
A carreira de Mónica no cinema é bastante singular porque, apesar de
estar considerada como uma das principais do Peru, é difícil apontar
um trabalho seu que se destaque no panorama cinematográfico local.
Pantaleón y las Visitadoras (Pantaleão e as
Visitadoras) seria a resposta óbvia, mas acontece que aí o
peso do filme repousa sobre os ombros de Salvador del Solar e Angie
Cepeda. Mas me dispus a conhecer mais do seu trabalho e me encontrei
com dois longas —Imposible Amor (Amor Impossível)
e La Carnada (A Isca) — que são bastante chamativos,
especialmente pelo fato de serem filmes 'difíceis', que você sabe
que estão dirigidos a um público muito reduzido; o primeiro é
particularmente estranho e abstrato. Mesmo assim, Mónica se arrisca
nos dois e em ambos sua atuação sobressai por cima daquilo que possa
deslocar o espectador. Uma grande atriz, ainda à espera de um grande
personagem para viver no cinema.
Natalia
Verbeke, Argentina (1975)
Se eu tivesse que destacar uma cena da carreira de Natalia,
certamente a primeira que me viria à mente seria aquela do hospital,
com Ricardo Darín, em El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva).
A tela gigante do cinema, a emoção palpável de seu personagem sem
dizer nenhuma palavra, ¿como não querer saber seu nome depois e ver
outros trabalhos seus? Infelizmente, sua trajetória no cinema
latino-americano não é extensa (agora mesmo só me lembro da fraca
Apasionados/Apaixonados), de tal maneira que logo eu a vi
mais em filmes estrangeiros como as anglo-estadunidenses Jump
Tomorrow e Dot The I ou a espanhola El Otro
Lado de la Cama (O Outro Lado da Cama). Vale registrar
que, apesar de ser argentina, Natalia vive na Espanha desde os
quatro anos, e que ali construiu praticamente toda sua carreira.
Soledad
Ardaya, Bolívia (1978)
Talento forjado no reconhecido e celebrado
Teatro de
Los Andes durante sete anos, Soledad Ardaya é um exemplo de como
é complicado ser atriz em um país sem imagens. Se tivesse nascido em
outro lugar, provavelmente já teria um número maior de filmes em seu
currículo (tem apenas dois), além de vários trabalhos na televisão
(?). Mas Soledad é boliviana, então tudo o que fez no cinema até
agora foi Di Buen Día a Papá (Diga Bom Dia ao Papai),
cujos méritos estéticos e de atuação o situam como um dos mais
valiosos filmes bolivianos, e Sena/Quina, uma brincadeira de
Paolo Agazzi de qualidade bastante discutível apesar do excelente
elenco. Um desperdício para uma atriz que tem todos os elementos
(talento, telegenia, beleza física e dedicação) para se tornar a
melhor de seu país e uma das melhores do continente.
Tamara
Acosta, Chile (1973)
A carreira de Tamara despontou no fim do século XX, quando ganhou o
estatus de 'musa do cinema chileno', já que em um determinado
momento parecia que todos queriam trabalhar com ela. E apesar de seu
currículo já somar mais de uma dezena de longas, seu auge de
popularidade aparentemente já ficou atrás. É também dessa época que
se resgatam alguns de seus melhores trabalhos, como El Chacotero
Sentimental (O Chacoteiro Sentimental) e Te Amo
Made in Chile. Nos últimos anos, o mais interessante sem dúvida
foi seu pequeno papel em Machuca; seu discurso na reunião de
pais e diretores de colégio conseguiu ser mais eficiente justamente
pela enorme capacidade que tem para cativar o espectador com sua
presença. Continua sendo uma das melhores, mas precisa personagens
mais complexos para que possa demonstrar uma vez mais do que é
capaz.
Ximena
Ayala, México (1980)
Apareceu para a grande audiência ao interpretar uma adolescente
rebelde e carente de afeto em Perfume de Violetas, ganhando
de cara prêmios nos festivais de Havana e Guadalajara, além do Ariel
à melhor atuação. Com uma estreia tão brilhante, era de se esperar
uma carreira promissora no cinema, mas a impressão que dá é que seu
grande filme ainda não chegou. Historias del Desencanto (Histórias
do Desencanto), que eu não vi, parece explorar muito bem seu
potencial e seu rosto particularmente expressivo (perfeito para o
cinema), mas o longa posterior que eu destaco é Malos Hábitos
(Hábitos Maus), um trabalho de composição delicado de
Ximena, em um filme que sobressai por ter algo a dizer. Uma palavra
para definir a atriz: encantadora.

Ator
francês Vincent Cassel protagoniza filme brasileiro exibido em
Cannes
Terça-feira,
19.05.2009 I
Esta matéria em espanhol
O ator francês
Vincent Cassel é o protagonista do filme À Deriva (ver
trailer), terceiro longa-metragem de Heitor Dhalia (Nina,
O Cheiro do Ralo), e que é exibido atualmente na mostra
Un Certain Regard, do Festival de Cannes, cuja 62ª edição
começou no último dia 13 e se prolongará até o 24 deste mesmo mês.
Dhalia também
assina o roteiro do longa, que tem nos papéis principais, além de
Cassel, as brasileiras
Débora Bloch e Laura Neiva. A primeira já tem quase 25 anos de
carreira no cinema, tendo trabalhado com diretores como Carlos
Diegues, Bruno Barreto e Guel Arraes, enquanto a última faz a sua
estreia como atriz, já que nunca havia feito teatro nem trabalhado
para as câmeras. Outro nome conhecido no elenco é o de Cauã Reymond,
que tem uma participação especial.
Completando a
lista de protagonistas, encontra-se a californiana Camilla Belle,
que é filha de uma brasileira e fala português fluentemente. A jovem
atriz, de apenas 22 anos, esteve em filmes como The Quiet
e 10.000 a.C.. Por sua parte, Cassel também fala bem o
idioma, já que esteve várias vezes no Brasil e costuma desfilar na
Mangueira, escola de samba pela qual se declara torcedor. O ator de
La Haine, The Messenger: The Story of Joan of
Arc e Irréversible revela ser apaixonado pelo
país, onde pretende produzir um filme em breve.
Já a novata Laura
Neiva, que interpreta a filha adolescente de Cassel no filme, foi
escolhida após uma busca no Orkut, rede social que conta com milhões
de usuários no Brasil. Os responsáveis pelo casting do filme ficaram
interessados em seu perfil e resolveram entrar em contato com ela,
que nunca havia estudado atuação antes. Mas três dias de oficina de
teatro foram suficientes para que eles decidissem lhe entregar um
dos personagens protagônicos da história.
O filme retrata as
férias de verão de uma família em Búzios, no litoral do estado do
Rio de Janeiro. Filipa, uma adolescente de quatorze anos, atravessa
a passagem para a vida adulta com a descoberta do amor pela primeira
vez em sua vida. Tudo se complica quando ela toma conhecimento de
que seu pai trai a mãe dela com outra mulher, naquele que será
apenas o primeiro de muitos segredos que descobrirá sobre sua
família e sobre si mesma.
Filmado durante o
primeiro semestre de 2008 e apresentado pela primeira vez em Cannes,
À Deriva entrará em cartaz apenas na segunda metade deste
ano, apostando nas boas críticas que deverá receber na mídia
estrangeira. Dhalia, cujo primeiro longa, Nina,
dividiu opiniões e cumpriu trajetória pouco favorável nas salas,
obteve com O Cheiro do Ralo uma série de prêmios e o
reconhecimento da imprensa e do público.

Cineasta
dirige o primeiro longa-metragem captado e exibido em tempo real
Sexta-feira,
08.05.2009 I
Esta matéria em espanhol
Uma proposta
original e provocadora: seis atores, que darão vida a diferentes
personagens em um filme de 70 minutos de duração, que se converterá
no primeiro longa-metragem captado, editado e exibido em tempo real.
Esta é a premissa de Fluidos, um projeto do realizador
Alexandre
Carvalho que será apresentado no próximo dia 16 em São Paulo.
A experiência,
chamada Cinema
Vivo, será realizada em diversas locações, nas quais atores
encenarão a história captada por câmeras, que farão a transmissão
para a edição em tempo real e a projeção simultânea na sala de
cinema. O roteiro, escrito pelo próprio diretor em colaboração com
Rodrigo Ribeiro, foi totalmente pensado para este formato e deverá
ser modificado a cada nova apresentação, pois terá que se adaptar às
inevitáveis mudanças da produção ao vivo, inclusive se ocorrer a
interferência de outras pessoas ou elementos em cena.
Para construir a
história, os roteiristas seguiram dez regras:
- não há cortes
numa mesma locação;
- um personagem não pode sair de uma locação e aparecer em outra
imediatamente;
- movimentação de câmera não extravagante;
- três principais locações, com possibilidades de sublocações;
- nas imagens externas, sempre as mesmas condições do ambiente e
meteorológicas:
sempre é dia, ou
sempre é noite, ou sempre está nublado;
- as trocas de
figurino e maquiagem devem ser rápidas e feitas na própria locação;
- as cenas não podem ter duração muito breve, para dar tempo de
deslocamento de atores
de uma locação
para outra;
- as cenas
precisam ser expandidas, iniciando antes e terminando depois das
ações
principais, para
possibilidade do corte ao vivo;
- há espaços para
improvisações, cacos e inserções de informações atuais cotidianas
nos
diálogos dos
personagens;
- criação de jogos
de aproximação e afastamento da diegese com o público.
A
associação com o Dogma 95 (movimento criado na Dinamarca e que
propunha um cinema mais realista, sem os artíficios das grandes
produções) é quase imediata, e Carvalho reconhece ter se inspirado
na proposta lançada em Copenhague há quatorze anos pelos
irreverentes Lars von Trier e Thomas Vinterberg. Segundo ele, o
naturalismo é a base de Fluidos, tanto pela sua linguagem
como pela estética; além disso, os elementos de arte, fotografia,
direção e som são buscados nas próprias locações e os transeuntes se
tornam figurantes deste inovador longa.
Mas o realizador
garante que seu filme não busca 'dessacralizar o cinema'. Pelo
contrário, sua intenção é potencializá-lo com o que considera ser
mais próprio da sétima arte, ou seja, a linguagem. "A proposta do
Cinema Vivo é a da estrutura exposta, do escancaramento do processo:
cinema explícito; personagens, pessoas reais, cotidiano, ensaio e
realidade, plateia e cenário, tudo coexistindo no frescor e
autenticidade de um longa-metragem de ficção feito ao vivo",
explica.
Para este que será
seu longa de estreia, Carvalho obteve patrocínio da Prefeitura
Municipal de São Paulo, através do Edital Primeiras Obras.
Anteriormente, o cineasta realizou alguns curtas, videoclipes e os
documentários Vila Prudente e
Portas da Cidade; este último competiu em vários
festivais nacionais e internacionais, recebendo o prêmio de melhor
documentário no Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque.
Já em Fluidos
o diretor contará com um elenco jovem, integrado pelos atores
Amanda Banffy,
Gus Stevaux,
Laerte Késsimos,
Silvia Pecegueiro, Tânia Granussi e Tatiana Eivazian. Juntos,
eles darão vida a seis personagens que fazem parte de
relacionamentos que tem em comum a dependência pela imagem sintética
e a instabilidade de um presente fugaz. Assim, enquanto um casal
torna-se escravo de seus próprios fetiches, uma mulher desenvolve
uma amizade com um transexual e um garoto é convencido a expor sua
intimidade num programa de televisão sensacionalista.
A pre-estreia do
filme — na verdade um ensaio aberto — acontecerá no sábado 16, às
14:00, no
Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São
Paulo). Haverá novas apresentações, no mesmo horário, nos dias 24 e
30 deste mês. A entrada será gratuita, mas não recomendada para
menores de 14 anos, e os ingressos podem ser retirados uma hora
antes de cada exibição.

Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo
teve início na capital paulista
Quarta-feira,
06.05.2009
A quarta edição da
Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo começou na última
segunda-feira em São Paulo, e se prolongará até o próximo domingo,
com a participação de sete companhias brasileiras e outras cinco
procedentes da Argentina, Bolívia, Peru, México e Uruguai.
Pelo Brasil,
participam os elencos da Brava Companhia (São Paulo), Cia.
Brasileira de Teatro (Curitiba), Cia. dos Atores (Rio de Janeiro),
Tropa do Balaco Baco (Pernambuco), Teatro do Concreto (Brasília),
Coletivo de Teatro Alfenim (Paraíba) e Grupo Galpão (Minas Gerais).
Já do exterior chegam o Grupo Cultural Yuyachkani (Peru), El Galpón
(Uruguai), Delta Teatro (México), La Cueva (Bolívia) e Periplo
Compañía Teatral (Argentina).
O festival, que se
realiza no Centro Cultural São Paulo, foi inaugurado com a
apresentação dos peruanos do Yuyachkani, que encenaram o espetáculo
El Último Ensayo (O Último Ensaio), uma criação
coletiva feita a partir de textos de Peter Elmore. No elenco
dirigido por Miguel Rubio estiveram os atores Ana Correa, Amiel
Cayo, Augusto Casafranca, Débora Correa, Julián Vargas, Rebeca Ralli
e Teresa Ralli.
Ontem à noite, foi
a vez dos brasileiros, primeiro com a Brava Companhia e em seguida
com a Cia. Brasileira de Teatro. Para hoje, está programada a
apresentação da Cia. dos Atores, que sob a direção de César Augusto
e Bel Garcia levará ao palco a peça Talvez e Apropriação®.
Trechos de diversos trabalhos de Harold Pinter ganham vida na
interpretação dos atores Álamo Faço, Leonardo Netto e Thierry
Tremouroux.
Para os seguintes
dias, a programação prevê as seguintes peças:
Quinta-feira 7,
12:00. A Paixão e a Sina de Mateus e Catirina. Tropa do Balaco Baco.
Quinta-feira 7,
21:00. Diário do Maldito. Teatro do Concreto.
Quinta-feira 7,
21:00. Un Hombre es un Hombre. El Galpón.
Sexta-feira 8,
21:00. Quebra Quilos. Teatro Alfenim.
Sexta-feira 8,
21:00. El Ángel de Voz Dura. Delta Teatro.
Sábado 9, 14:00.
Till Eulenspiegel. Galpão.
Sábado 9, 21:00.
El Otro Huevo de Colón. La Cueva.
Domingo 10, 20:00.
La Conspiración de los Objetos. Periplo.
O Centro Cultural
São Paulo está localizado na rua Vergueiro, 1000 (Paraíso), em São
Paulo. Para mais informações, é possível acessar os sites oficial do
festival ou ligar para o telefone 3397-4000. A entrada é franca
para todas as apresentações.

A
Noite Mais Fria do Ano reúne talentos e fecha temporada de sucesso
no Sesc
Segunda-feira,
27.04.2009
Desde que estreou
no último dia 12 de março, a peça A Noite Mais Fria do Ano,
escrita e dirigida por Marcelo Rubens Paiva, se transformou em um
dos maiores sucessos deste início de temporada na capital paulista,
registrando sala lotada em todas as sessões e com grande procura por
ingressos, que se esgotaram rapidamente, ocasionando que muitas
pessoas ficassem sem poder ver o espetáculo.
Com as atuações de
Mário Bortolotto, Alex Gruli, Hugo Possolo e Paula Cohen, a peça
ficará em cartaz no Sesc Avenida Paulista até o próximo fim de
semana (a partir de 9 de junho, será apresentada no Espaço
Parlapatões). Dividida em três episódios, mostra um trio de atores
que encena a história de um triângulo amoroso; a metalinguagem
presente confunde intencionalmente o espectador em certos momentos,
de tal maneira em que chega uma hora em que este fica na dúvida
entre o que é real e o que é fictício.
Além da qualidade
do texto, a expectativa que se criou em torno do espetáculo
explica-se pela presença de vários pesos pesados do teatro
paulistano. Enquanto Hugo Possolo é uma figura conhecida na cena
local por seu trabalho de quase duas décadas com os
Parlapatões,
os três atores que completam o elenco voltam a fazer uma parceria de
sucesso, depois da bem sucedida Uma Pilha de Pratos na Cozinha,
um dos textos mais celebrados de
Mário
Bortolotto, que é também um dos diretores e autores de maior
prestígio no país.
Outro ponto a
favor do espetáculo é a dupla responsável por sua encenação.
Marcelo Rubens Paiva, mais conhecido por seu trabalho como
escritor (entre outras obras, é autor do clássico Feliz Ano Velho),
assumiu o desafio de dirigir uma peça pela primeira vez, depois de
vários anos assinando textos que foram levados aos palcos por outras
pessoas. Ao seu lado, ele tem a assistência de
Fernanda
D'Umbra, uma das atrizes e diretoras mais respeitadas do teatro
atual e que, assim como Bortolotto, atua em diversas áreas
artísticas.
A Noite Mais
Fria do Ano será apresentada nos dias 1, 2 e 3 de maio, às
21:00, na sala da Unidade Provisória Sesc, que fica na Avenida
Paulista, 119 (12º andar), perto da estação Brigadeiro do Metrô. O
telefone de contato é (011) 3179-3700. O espetáculo, que tem o
patrocínio da Energias do Brasil S.A. e da Gol Linhas Aéreas, tem 90
minutos de duração e censura para menores de 16 anos.

Navalha
na Carne realiza as suas últimas apresentações até o fim de abril
Segunda-feira,
20.04.2009
A peça Navalha
na Carne, dirigida por Pedro Granato e que conta com as
interpretações de Gero Camilo, Paula Cohen e Gustavo Machado,
permanecerá em cartaz até o dia 29 deste mês, em sessões às terças e
quartas-feiras, sempre às 21 horas, no Teatro Coletivo Fábrica 1, em
São Paulo.
O texto foi
escrito em 1967 pelo autor santista
Plínio Marcos (1935-1999), que ficou conhecido por ser um dos primeiros a retratar a realidade de
personagens marginais, como prostitutas, presidiários, malandros e
travestis. Algumas de suas peças foram censuradas e estiveram
proibidas durante os anos da ditadura militar no país.
Além de Navalha
na Carne, na obra do polêmico escritor destacam-se textos como
Barrela (1958), Dois Perdidos Numa Noite Suja (1966),
Quando as Máquinas Param (1967), O Abajur Lilás
(1969), Querô, uma reportagem maldita (1979), Madame
Blavatsky (1985) e A Mancha Roxa (1988).
Em Navalha...,
o conflito é desencadeado quando o cafetão Vado (Machado) percebe
que o dinheiro do programa de Neusa Sueli (Cohen), que seria gasto
no jogo e na maconha, não foi repassado a ele. A suspeita cai sobre
o homossexual Veludo (Camilo), que faz a faxina na pensão onde moram.
Inicia-se então um perigoso embate entre os três personagens.
Os ingressos para
a peça, que dura 70 minutos e não é recomendada para menores de 16
anos, custam R$ 30, e podem ser adquiridos na bilheteria da própria
sala. O Teatro Coletivo fica na rua da Consolação, 1623, no centro
da capital paulista. Mas informações pelo telefone 3255-5922.

Festival Audiovisual do Recife anuncia programação de sua 13ª edição
Sexta-feira,
03.04.2009 I
Do site oficial I
Esta matéria em espanhol
O clima já é de
contagem regressiva para a décima terceira edição do Cine PE
Festival do Audiovisual, que será realizado de 27 de abril a 3 de
maio, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon),
em Olinda. Faltando menos de um mês para a maratona cinematográfica
que reúne o maior público de festivais do País - cerca de 30 mil -,
a Bertini Produções e Eventos, realizadora do Cine PE, divulga os
títulos selecionados para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens e
a grade de programação completa do evento.
Das 66 longas inscritos para a competição, cinco foram pinçados por
uma curadoria para entrar na disputa: as ficções Estranhos
(de Paulo Alcântara, Bahia), Mistéryos (de Pedro Merege e
Beto Carminatti, Paraná) e
Praça Saens Peña (de Vinícios Reis, Rio de Janeiro) e os
documentários Alô, alô, Terezinha (do carioca Nelson Hoineff)
e
Um Homem de Moral (do paulista Ricardo Dias).
Além dos filmes em
competição, o público poderá ver na noite de inauguração, como hors
concours e estreando no Brasil, o filme Eden À La Ouest, do
diretor francês Costa-Gavras, que estará presente ao lado da
produtora e esposa, Michelle Gavras, para ficar cinco dias na cidade.
O longa do realizador europeu foi lançado no último Festival de
Berlim e conta a história de um jovem imigrante que atravessa o
Meditarrâneo em busca do paraíso, representado por Paris.
Ganhador da Palma
de Ouro em Cannes, em 1982, por Missing, o cineasta reconheceu estar
ansioso pela reação do público pernambucano ao seu trabalho. "Espero
que os espectadores do Cine PE apreciem Eden. O filme é uma reflexão
sobre um problema muito atual. Posso dizer que é um filme muito
pessoal, ainda que não seja uma autobiografia", afirmou.
Por outro lado, a
Mostra Pernambuco, com caráter competitivo, terá sua segunda edição
no mesmo formato do ano passado. Serão projetados 17 curtas, além de
três longas da recente produção local. O melhor em cada categoria
receberá prêmios de R$ 5.000 y R$ 10.000, respectivamente, ambos
concedidos pela Assambleia Legislativa do estado, de acordo com a
definição do jurado oficial.

Abril chega com expectativa
pela festa do teatro em Santa Cruz de la Sierra
Sexta-feira,
03.04.2009 I
Esta matéria em espanhol
Como acontece a
cada dois anos, o Festival Internacional de Teatro Santa Cruz de la Sierra
reserva onze dias cheios de espetáculos de diversas partes do mundo,
com uma variada oferta para crianças e adultos, as quais tomarão
conta de palcos e ruas da capital e outras 17 cidades do
departamento, dos dias 16 a 26 deste mês.
Nesta edição,
participarão artistas da Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil,
Chile, Equador, Espanha, Holanda, México, Paraguai e Peru, além do
país anfitrião, a Bolívia. Entre os locais, se destaca a presença de
companhias de peso, como o Teatro de Los Andes, La Cueva, Kíkinteatro, Mondacca Teatro, El Masticadero,
Escena 163 e Casateatro. A estreia de Transparente e a
apresentação de Smell! pela primeira vez em Santa Cruz
certamente estarão entre as sessões de maior busca por ingressos.
Da mesma forma, as
peças estrangeiras que deverão atrair a atenção do público são
4.48 Psicose (Leonor Manso, Argentina) e Toda Nudez Será
Castigada (Teatro da Cidade, Brasil), além dos espetáculos de
dança Paris Santiago e Valparaíso Vals (Ballet
Nacional de Santiago, Chile). De fato, argentinos, brasileiros e
chilenos serão os que chegarão ao país com o maior número de
propostas: nove, cinco e três, respectivamente.
Nas províncias, Buenavista, Camiri, Comarapa, Concepción, Cotoca, Montero, Pailón,
Roboré, Samaipata, San Carlos, San Javier, San José de Chiquitos,
San Juan de Yapacaní, San Julián, Vallegrande, Warnes e Yapacaní
serão sede de 32 das 93 sessões programadas ao todo pelos organizadores.
Realizado pela
sétima vez pela
Associação
Pro Arte e Cultura (APAC), o festival tem crescido notavelmente nos últimos anos,
conseguindo atrair ao redor de 50.000
espectadores nas últimas quatro versões. Os ingressos para os
espetáculos pagos desta edição (com preços que variam de Bs
25 a Bs 50) já estão à venda no Museu de Arte Contemporâneo da
cidade.
Site do
festival I
Programação na cidade I
Programação nas províncias
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