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arquivo de notícias setembro / outubro 2009 |

Em 2008 o evento
teve espetáculos como Sad Christmas, com Alex Gruli e Nelson Peres I
Foto: Bruce Le Greco
Começa esta noite na capital paulista a maior festa do teatro
brasileiro
Sexta-feira,
30.10.2009 I
Do site dos Satyros
A Companhia de
Teatro Os Satyros, da Cooperativa Paulista de Teatro e que este ano
completa duas décadas de existencia, realiza desde hoje a décima
edição da Satyrianas – Uma Saudação à Primavera, que se
prolongará até 2 de novembro. Serão 78 horas ininterruptas de
teatro, música, cinema e artes plásticas distribuidas nas diversas
seções do evento.
Esta festa, que é
realizada desde 2002 e a partir deste ano está incluida no
Calendário Oficial do Estado de São Paulo, acontece na região da
Praça Roosevelt e outras regiões da cidade, com o apoio do
Departamento de Expansão Cultural da Secretaria Municipal de Cultura
da Prefeitura do Município de São Paulo e da Secretaria de Estado da
Cultura do Governo do Estado de São Paulo.
A décima edição das Satyrianas terá o Dramamix, voltada à nova
dramaturgia, na qual autores convidados apresentam peças de até 20
minutos a cada hora; Visumix, espaço novo dedicado às artes
plásticas, sob curadoria de Fábio Delduque, Jodel Godoy e Patrícia
Godoy, com performances ao vivo de artistas de várias gerações, como
Aguilar, Helena Ignez, Guto Lacaz, Rick Castro, Dora Longo Bahia,
Maurício Ianês, Cris Bierrenbach e Bijari; Residência, tenda livre
onde grupos e diretores convidados ocupam e realizam intervenções e
trabalhos; e Cinemix, espaço voltado para curtas e médias metragens,
organizado por Daniel Gaggini, Paula Cohen, Flávia Tonalezi e Helena
Cerello.
Além disso, haverá
também o Palhaçada Geral na Lona, realizada pelo grupo Parlapatões,
com companhias circenses e suas tradicionais peças de teatro; o
Satyrianas Lado B, no qual atores e atrizes lançam-se ao desafio de
ocupar o tablado com outras atividades artísticas; Espaço Sensorial,
com curadoria do Grupo Sensus, da diretora Thereza Piffer; o Café
Literário, reunindo alguns dos principais escritores da cena
literária; e o Satyros em Quadrinhos, com a Livraria HQ MIX.
Entre os destaques
da programação, estão as peças Liz, A Filosofia
na Alcova, Os 120 Dias de Sodoma,
Justine e Monólogo da Velha Apresentadora,
todas dos Satyros; Dois para o Saguão, de Ruy Jobim
Neto, com direção de Filipe Peña e atuação de Adriana Cubas e
Claudio Cabral; Solidão Também Acompanha (direção de Fabíola
Alves e Roberto Audio); Doce Outono, com texto e
direção de Ralph Maizza; e O Amante de Lady Chatterley,
dirigida por Rubens Ewald Filho.
Já no Dramamix, se encontram as peças de Sérgio Roveri, O Bebê
de Roseroosevelt, com André Fusko e Amanda Acosta; Sem,
de Rodrigo Nogueira, com Cynthia Falabella e Rodrigo Mandes;
aqui, fora, de Otávio Martins, com Zeza Mota; Dois Prá
Lá, Dois Prá Cá, de Mario Viana, com Rachel Ripani e Alex
Gruli; e Tempestade Cerebral, de Daniela Pereira de
Carvalho, com Xuxa Lopes e Sérgio Guizé,
Confira a
programação de todas as tendas na página dos
Satyros. E também as fotos do evento, no site do
Fotomix,
uma iniciativa em que fotógrafos como Felipe Denuzzo, Flávio Sampaio,
Luciana Camargo Sylvia Sanchez, Will Prado e Zé Carlos Barretta,
entre outros, registram todas as peças em imagens.

PROGRAMAÇÃO SATYRIANAS 2009
Sexta-feira, 30 de outubro
18:00 Abertura - Praça Roosevelt -
Le Parkour (esporte de aventura)
Grupo Ilú Oba de
Min (música)
Grupo Coro de Carcarás (música)
18:00-20:00 "A
Humanidade em Guerra" - Exposição de Fotografias - Matilha Cultural
18:00 "Bicha Oca" (dir. Edu Reis) - Teatro - Casarão do Belvedere
19:00 "O Montacargas" (dir. Cesar Maier) - Teatro - Espaço dos
Satyros II
21:00 "Agradecimento ao Deputado Carlos Giannazi pelos Serviços
Prestados a Cultura
Paulistana" -
Praça Roosevelt
21:00 "Doido" (dir.
Elias Andreato) - Teatro - Teatro Eva Herz
21:00 "Nunzio" (dir. Danilo Grangheia) - Teatro - Galpão do Folias
21:00 "Justine" (dir. Rodolfo Garcia Vazquez) - Teatro - Espaço dos
Satyros II
21:00 "Liz" (dir. Rodolfo Garcia Vazquez) - Teatro - Espaço dos
Satyros I
21:00 "O Auto da Barca do Inferno" (dir. José Paulo Rosa com o Grupo
Ria) - Teatro -
Teatro Lucas Pardo
Filho
21:00 "Sintoma" (dir.
Silvana Abreu com a Cia. Luis Louis) - Teatro - Teatro Arthur de
Azevedo
21:00 "A Casa de
Bernarda Alba” (dir. Roberto Nogueira) - Teatro - Studio 184
21:00 "Cindi Hip Hop – Pequena Ópera Rap" (dir. Roberta Estrela
D´Alva com o Núcleo
Bartolomeu de
Depoimentos) - Teatro - TUSP
21:00 "Drive Thru"
(dir. Cia. Teatro Enlatado) - Teatro de Rua - Praça Roosevelt
21:30 "Só por Hoje" (dir. Christiano Sensi) - Teatro - Espaço
Pyndorama
21:30 "O Endireita” (dir. Zé Henrique de Paula) - Teatro - Teatro do
Centro da Terra
21:30 "Vingança de Milonga" (dir. Loló Menezes) - Teatro - Teatro do
Ator
21:30 "Três por Quarto” (dir. Eder Bastos) - Teatro - Teatro Commune
21:30 "Palco dos Bonecos” (dir. Luis Mauricio) - Itinerante - Praça
Roosevelt
22:00 "Show Coletivo Radiola" - Música - Miniteatro
22:00 "Fios e Rastros” (dir. Vicente Martos com o Grupo Oficina de
Performance da Oswald
de Andrade) -
Performance - Praça Roosevelt
23:00 "Último Ato"
(dir. Régis Trivão) - Teatro - Teatro do Ator
23:30 "Medéia, A Mulher Fera" (dir. Dagoberto Feliz) - Teatro -
Galpão do Folias
23:59 "Kabarett" (dir. Kleber Montanheiro) - Teatro - Miniteatro
23:59 "De Mentira" (dir. Rosi Campos) - Teatro - Casarão do
Belvedere
23:59 "Quarta-Feira de Cinzas" (dir. Walner Danzinger) - Teatro -
Teatro do Ator
23:59 "Brasil de Cabelos Brancos" (dir. Sergio Ferrara) - Teatro -
Espaço dos Satyros I
23:59 "A Filosofia na Alcova" (dir. Rodolfo Garcia Vazquez) - Teatro
- Espaço dos Satyros II
Sábado, 31 de outubro
01:00 "Cyrano de Bergerac" (dir. Bethiara Lima com o Grupo Teatral
Saga) – Teatro -
Teatro do Ator
02:00 Show "Barbatuques"
– Música - Espaço dos Satyros I
02:30 "O Tempo que Ficou" (dir. Marcos Lemes) – Teatro - Espaço dos
Satyros II
03:00 "Selvagem Como o Vento" (dir. Beto Silveira) – Teatro - Teatro
do Ator
04:00 "Curta Passagem" (dir. Mario Bortolotto) – Teatro - Espaço dos
Satyros I
04:00 "Epifanias" (dir. Rodolfo Lima) – Teatro - Espaço dos Satyros
II
11:00-20:00 "A Humanidade em Guerra" – Exposição de Fotografias -
Matilha Cultural
11:15 "Baratinha – O Musical" (dir. Francisco Ribeiro e Iracema
Rhormes) – Teatro Infantil -
Teatro Brigadeiro
12:00-14:00 "Café
Literário" – Espaço dos Satyros I
14:00 "A Ferida Woyzeck" (dir. Ingrid Koudela com o Grupo da
Universidade de Sorocaba) –
Teatro - Tenda
Residência
15:00 "Oficina dos
Satyros Mostra-Cenas" (dir. Andressa Cabral) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
15:00 "Branca de
Neve Não Mora Mais Aqui" (dir. Sebastião Apollino) – Teatro Infantil
-
Teatro Brigadeiro
16:00 "A Odisseia
de Arlequino" (dir. Kleber Montanheiro) – Teatro - Miniteatro
16:00 "Oficina dos Satyros Mostra – Consuelo de Castro: O Grande
Amor de Nossas Vidas"
(dir. Fabio Penna)
– Teatro - Espaço dos Satyros II
17:00 "Oficina dos
Satyros Mostra – Ensaio sobre Caio Fernando Abreu"
(dir. Andressa
Cabral) – Teatro - Espaço dos Satyros I
17:00 "Rádio
Ilusão" (dir. Jorge Julião) – Teatro - Teatro dos Arcos
18:30 "O Amante de Lady Chatterley" (dir. Rubens Ewald F.) – Teatro
- Espaço dos Satyros II
19:00 "Edgar Alone Poet" – Instalação Multimídia – Casa das Rosas
19:00 "Solidão Também Acompanha" (dir. Fabíola Alves e Roberto
Audio) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
19:00 "A Cidade
das Serras" (dir. José Paulo Rosa com o Grupo Ria) – Teatro -
Teatro Lucas Pardo
Filho
19:00 "O Papa e a
Bruxa" (dir. Hugo Possolo) – Teatro - Parlapatões
19:00 "O Caça-Dotes" (dir. Jorge Melo) – Teatro - Teatro do Ator
20:00 "Sarau da Casa" – Poesia – Casa das Rosas
20:00 "Sem Medo de Ser Feliz" (dir. Jorge Julião) – Teatro - Teatro
dos Arcos
20:00 "Ao Vencedor as Batatas" (dir. Marcelo Braga) – Teatro -
Teatro X
21:00 "Liz" (dir. Rodolfo Garcia Vazquez) – Teatro - Espaço dos
Satyros I
21:00 "Performance no Jardim" – Dança – Café Panaroma da Casa das
Rosas
21:00 "Nosferatu" / "O Homem Que Ri" / "O Gabinete do Dr. Caligari"
– Cinema –
Café Panaroma da
Casa das Rosas
21:00 "Os 120 Dias
de Sodoma" (dir. Rodolfo Garcia Vazquez) – Teatro -
Espaço dos Satyros
II
21:00 "Nunzio" (dir.
Danilo Grangheia) – Teatro - Galpão do Folias
21:00 "Show de Humor com Carim Feres" (dir. Carim Feres) – Teatro -
Teatro da Vila
21:00 "Memória de Um Sargento de Milícias" (dir. José Paulo Rosa com
o Grupo Ria) –
Teatro - Teatro
Lucas Pardo Filho
21:00 "Doroteia" (dir.
Eloisa Vitz com o Grupo Gattu) – Teatro - Teatro Gil Vicente
21:00 "Terror e Miséria no Novo Mundo – Estação Paraíso Parte I" (Cia.
Antropofágica) –
Teatro - Espaço
Pyndorama
21:00 "O Endireita"
(dir. Zé Henrique de Paula) – Teatro - Teatro do Centro da Terra
21:00 "Bem Aventurado os Anjos que Dormem – REMIX" (dir. Marilia
Toledo e Kleber
Montanheiro) –
Teatro - Miniteatro
21:00 "Cindi Hip
Hop – Pequena Ópera Rap" (dir. Roberta Estrela D´Alva com o Núcleo
Bartolomeu de
Depoimentos) – Teatro - TUSP
21:00 "Cidade
Desmanche" (dir. José Fernando Azevedo com o Teatro dos Narradores)
–
Teatro - Espaço
Maquinaria
21:00 "Drive Thru"
(dir. Cia. Teatro Enlatado) – Teatro de Rua - Praça Roosevelt
21:30 "A Loucadora de Vídeo" (dir. Antonio Rocco) – Teatro - N.Ex.T.
21:30 "A Vingança de Milonga" (dir. Loló Nezzes) – Teatro - Teatro
do Ator
21:30 "Palco dos Bonecos" (dir. Luis Mauricio) – Itinerante – Praça
Roosevelt
22:00 "O Gato Preto" (dir. Eduardo Parisi com a Nossa Cia.
Imaginária) – Teatro –
Casa das Rosas
22:30 "A Comédia
da Revolução Sexual" (dir. Herberth Bezerril) – Teatro - Teatro dos
Arcos
22:30 "Medeia, A Mulher Fera" (dir. Dagoberto Feliz) – Teatro -
Galpão do Folias
23:59 "Safo" (dir. Silvanah Santos) – Teatro - Espaço dos Satyros I
23:59 "Kabarett" (dir. Kleber Montanheiro) – Teatro - Miniteatro
23:59 "Cine Belvedere" (dir. Roberto Audio com a Cia. Bruta de Arte)
Teatro - Casarão do
Belvedere
23:59 "Santa Roupa
de Cada Dia" (Cia. Homem de Teatro ) –
Teatro - Teatro do Ator
23:59 "Hábito do Amor" (dir. Edson Bruno) – Teatro -
Espaço dos
Satyros II
23:59 "Visita Assombrada à Mansão Macabra" – Performance –
Casa das
Rosas
23:59 "O Engenho Mal-Assombrado" (dir. Roberto Paulino Jr.)
–
Teatro - Café Panaroma da
Casa das Rosas
Domingo 1 de novembro
00:30 "Nosferatu" (dir. Roberto Paulino Jr.) – Teatro –
Café Panaroma da Casa das Rosas
00:30 "Dostoiévski no Armário" (dir. Marta Baião com o Grupo Sujeito
de Cena) – CIM
01:00 "Visita Assombrada à Mansão Macabra" – Performance – Casa das
Rosas
01:30 "Sepultamento Prematuro" – Contação de Histórias – Café
Panaroma da
Casa das Rosas
02:00 "Aguardo
Notícias da Polônia” (dir. João Fabio Cabral) – Teatro - Espaço dos
Satyros I
02:30 "Recital de Poemas Malditos” – Poesia – Casa das Rosas
02:30 "No Coração do Brasil” (dir. Adriana Veloso com o Grupo
Esqueteria Macacos) –
Teatro - Espaço
dos Satyros II
02:30 "Dois para
o Saguão / Os Dois Casos Indeléveis" (dir. Luis Filipe Peña /
Ruy Neto) –
Teatro - Teatro do
Ator
04:00 "Alguém Para
Chamar de Seu" (dir.Marcio Macena) – Teatro - Espaço dos Satyros I
04:00 Banda Interlude – Música – Casa das Rosas
04:30 "Novo Manual Prático Para o Anonimato" (dir. Andressa Cabral)
– Teatro -
Espaço dos Satyros
II
11:00 "E Agora,
João?" (dir. Vanessa Bruno) – Teatro Infantil - Teatro da Vila
11:15 "Baratinha – O Musical" (dir. Francisco Ribeiro e Iracema
Rhormes) – Teatro Infantil -
Teatro Brigadeiro
12:00-14:00 Café
Literário – Espaço dos Satyros I
14:00 "História do Curupira" (Grupo Trii) – Contação de História (Matinê)
– Casa das Rosas
15:00 "Brincadeiras de Arrepiar" – Atividades Educativas (Matinê) –
Casa das Rosas
15:00 "Branca de Neve Não Mora Mais Aqui" (dir. Sebastião Apollino)
– Teatro Infantil -
Teatro Brigadeiro
16:00 "O Macaco e
a Banana” (Grupo Trii) – Contação de História (Matinê) – Casa das
Rosas
16:00 "Noiva Cadáver" (dir. Tim Burton) – Cinema (Matinê) – Casa das
Rosas
16:00 "Rádio Ilusão" (dir. Jorge Julião) – Teatro - Teatro dos Arcos
16:00 "A Odisseia de Arlequino" (dir. Kleber Montanheiro) – Teatro -
Miniteatro
16:00 "O Portal do Fim do Mundo" (dir. F.E. Kokocht e Gilda) –
Teatro Infantil - Teatro X
16:00 "Oficina dos Satyros Mostra – Cenas de Dramaturgos Diversos" (dir.
Fabio Penna) –
Teatro - Espaço
dos Satyros II
16:00 "La Luna" (dir.
Chacovachi com o Grupo La Minima) – Teatro - Teatro de Rua
17:00 "Visita Assombrada à Mansão Macabra" – Performance (Matinê) –
Casa das Rosas
17:00 "Oficina dos Satyros Mostra – Ensaio sobre Luigi Pirandello" (dir.
Andressa Cabral) –
Teatro - Espaço
dos Satyros I
17:00 "Poesia
Maloqueísta" – Parlapatões
18:00 Grupo Musicantes – Música (Matinê) – Casa das Rosas
18:00 "O Médico e a Força" (dir. Milton Machado) – Teatro - Teatro
do Ator
18:00 "O Cortiço" (dir. José Paulo Rosa com o Grupo Ria) – Teatro -
Teatro Lucas Pardo
Filho
18:30 "Monólogo
da Velha Apresentadora” (dir. Josemir Kowalick) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
18:30 "O Amante de
Lady Chatterley" (dir. Rubens Ewald F.) – Teatro - Espaço dos
Satyros II
19:00 "Frames" (dir. Franz Keppler e Flavio Faustinoni) – Teatro -
Teatro Paulo Eiró
19:00 "Terror e Miséria no Novo Mundo – Estação Paraíso Parte I" (Cia.
Antropofágica) –
Teatro - Espaço
Pyndorama
19:00 "O Endireita"
(dir. Zé Henrique de Paula) – Teatro - Teatro do Centro da Terra
19:00 "A Caravana da Ilusão" (dir. Rafael Truffat com a Cia. Casa da
Vó) – Teatro -
Teatro da Memória
– Instituto Capobianco
19:30 "A Loucadora
de Vídeo" (dir. Antonio Rocco) – Teatro - N.Ex.T.
20:00 "Dom Casmurro" (dir. José Paulo Rosa com o Grupo Ria) – Teatro
-
Teatro Lucas Pardo
Filho
20:00 "Doroteia" (dir.
Eloisa Vitz com o Grupo Gattu) – Teatro - Teatro Gil Vicente
20:00 "Bem Aventurado os Anjos que Dormem – REMIX" (dir. Marilia
Toledo e
Kleber Montanheiro)
– Teatro - Miniteatro
20:00 "Cindi Hip
Hop – Pequena Ópera Rap" (dir. Roberta Estrela D´Alva com o
Núcleo Bartolomeu
de Depoimentos) – Teatro - TUSP
20:00 "Cidade
Desmanche" (dir. José Fernando Azevedo com o Teatro dos Narradores)
–
Teatro - Espaço
Maquinaria
20:30 "Hábito do
Amor" (dir. Edson Bruno) – Teatro - Espaço dos Satyros II
20:30 "A Vingança de Milonga" (dir. Loló Nezzes) – Teatro - Teatro
do Ator
21:00 "Solidão Também Acompanha" (dir. Fabíola Alves e Roberto
Audio) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
21:00 "Drive Thru"
(dir. Cia. Teatro Enlatado) – Teatro de Rua – Praça Roosevelt
21:30 "Palco dos Bonecos” (dir. Luis Mauricio) – Itinerante – Praça
Roosevelt
22:00 "Nunzio" (dir. Danilo Grangheia) – Teatro - Galpão do Folias
22:00 "Cine Belvedere” (dir. Roberto Audio com a Cia. Bruta de Arte)
– Teatro -
Casarão do
Belvedere
22:30 "Estações"
(Grupo Teatro das Estações) – Teatro - Espaços dos Satyros II
22:30 "Medeia Vozes" (dir. Renato Andrade) – Teatro - Teatro do Ator
23:30 "Doroteia" (dir. Esther Antunes) – Teatro - Espaço dos Satyros
I
23:59 "Gotas ao Dia" (dir. Sérgio Salvia Coelho com o Grupo Teatro
de Risco) – Teatro -
Espaço dos Satyros
II
Segunda-feira, 2 de novembro
00:30 "Sudatorium" (dir. Paulo Cunha) - Teatro - Teatro do Ator
00:31 "Dostoiévski no Armário" (dir. Marta Baião com o Grupo Sujeito
de Cena) - CIM
01:30 "Doce Outono" (dir. Ralph Maizza) - Teatro - Espaço dos
Satyros I
02:30 "Mariposas Não Sobrevoam Lâmpadas Halógenas" (dir. Marcos
Gomes e
Paula Chagas
Autran) - Teatro - Espaço dos Satyros II
04:00 "A Lua é
Minha" (dir. Luis Eduardo Frin) – Teatro - Espaço dos Satyros I
04:30 "Amor Negado" (dir. Moisés Miastkowosky com o Grupo Teatral
Minotauro Ouvidor) –
Teatro - Espaço
dos Satyros II
12:00-14:00 "Café
Literário" – Espaço dos Satyros I
13:00 "O Rei Salomão" (dir. Trupe Koskowisk) – Teatro de Rua – Praça
Roosevelt
14:00 "Palco-Instalado" (dir. Josefa da Silva) – Performance – Praça Roosevelt
14:30 "Fragmentos de Lisístrata" (dir. Silvanah Santos com Teatro
Vocacional) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
15:15 "Fragmentos
de Fando e Lis" (dir. Silvanah Santos com Teatro Vocacional) –
Teatro -
Espaço dos Satyros
I
15:30 "Vaidades,
Um Olhar Sobre..." (dir. Silvanah Santos com Teatro Vocacional) –
Teatro -
Espaço dos Satyros
I
16:00 "O Auto da
Barca do Inferno" (dir. José Paulo Rosa com o Grupo Ria) – Teatro -
Teatro Lucas Pardo
Filho
16:00 "Ridículo" (dir.
Marta Baião com o Grupo Sujeito de Cenas) – Teatro -
Espaço dos Satyros
II
17:30 "Monólogo da
Velha Apresentadora" (dir. Josemir Kowalick) – Teatro -
Espaço dos Satyros
I
18:00 "Novo Manual
Prático Para o Anonimato" (dir. Andressa Cabral) – Teatro -
Espaço dos Satyros
II
19:00 "Bicha Oca"
(dir. Edu Reis) – Teatro - Casarão do Belvedere
19:00 "O Homem com a Bala na Mão" (dir. Ruy Filho) – Teatro - Espaço
dos Satyros I
20:00 "Eu Oni-Presente" (dir. Manoel de Oliveira) – Teatro - Teatro
X
21:00 "O Fantástico Reparador de Feridas" (dir. Domingos Nunez) –
Teatro - N.Ex.T.
21:00 "Bicha Oca" (dir. Edu Reis) – Teatro - Casarão do Belvedere
21:00 "Hilda Hist" (dir. Ruy Cortez) – Teatro - Espaço dos Satyros
II
21:00 "Seria Cômico Se Não Fosse Trágico" (dir.Alexandre Darbilly) –
Teatro - Arte Gullik
21:00 "Drive Thru" (dir. Cia. Teatro Enlatado) – Teatro de Rua –
Praça Roosevelt
21:30 "Palco dos Bonecos" (dir. Luis Mauricio) – Itinerante – Praça
Roosevelt
21:30 Show "Stranger – Estranho? – Phedra D'Córdoba" (dir. Rodolfo
Garcia Vazquez) –
Música - Espaço
dos Satyros I
23:00 Festa de
Encerramento - "Gambiarra - Satyrianas 2009" – Sarajevo
Ingressos: R$
20,00 / R$ 10,00 (DRT)
PROGRAMAÇÃO
TENDA DRAMAMIX
Sexta-feira, 30 de outubro
20:00 "Procedimentos" I de Rubens Rewald
Direção: Rubens Rewald e Luci Macedo
Elenco: Luci Macedo
21:00 "Não Muito Diferentes dos Atuais"
de João Fábio Cabral I
Direção: Tiago Moraes
Elenco: Grupo de Pesquisa
22:00 "O Bebê de Roseroosevelt" I de Sérgio Roveri
Direção: Fábio Ock I Elenco: André Fusko e Amanda Acosta
23:00 "O Grande Morto” I de Flavio Goldman
Direção: Carlos Baldim I Elenco: Agnes Zuliani e André Ceccato
00:00 "Sem" I de Rodrigo Nogueira
Direção: Rodrigo Ceva I Elenco: Cynthia Falabella e Rodrigo Mendes
Sábado, 31 de outubro
01:00 "Freudislândia: Onde Tudo Se Explica!" I de Hugo Possolo
Direção: Henrique Stroeter I Elenco: Raul Barretto, Claudinei
Brandão, Hélio Pottes, Fernanda Cunha, Carmo Murano, Paula Arruda,
Fabek Capreri, Armando Junior, Alexandre Bamba, Paula Faliban,
Carlos Morelli, Léo Cartez e Potigura Novazzi
02:00 "Gente Fina" I de Cilene Guedes
Direção: Samuel Leon
Elenco: Carolina
Angrisani, Dyl Pires, Henrique Mello e Marcelo Thomaz
03:00 "Quero ser Xico Sá" I de Roberto Moreno
Direção: Mika Lins I Elenco: Carlos Careqa, Taís di Crisci, José
Geraldo Rodrigues e Mamé
04:00 "Banquete" I de Eduardo Baszczyn
Direção: Melissa Schleich I Elenco: Izabel Lima, participação
especial de Julius Cesar Conforti
05:00 "Bílis" I de Zen Salles
Direção: Lucas Sancho I Elenco: Fernanda Sanches e Tiago Mantovani
14:00 "Amores Líquidos" I de Marcelo Medeiros
Direção: Néia Barbosa I Elenco: Mônica Negro e Fabio Saltini
15:00 "O Cara que Morreu Duas Vezes" I de Marcos Gomes
Direção: Carlos Canhameiro I Elenco: Cia. de Feitos
16:00 "A Contra Dança" I de Paula Chagas
Direção: Germano Mello I Elenco: Daniela Smith e Marcos Gomes
17:00 "David Foster Wallace" I de Sergio Mello
Direção: Sergio Mello I Elenco: Nelson Peres e Gabriel Pinheiro
18:00 "Corrente" I de Priscila Nicolielo
Direção: Luis Valcazaras I Elenco: Gilda Nomacce e Flávia Tápias
19:00 "Happy Day" I de Jarbas Capusso Filho e Márcio Américo
Direção: Márcio Américo I Elenco: Fabiana Vajman
20:00 "aqui, fora" I de Otávio Martins
Direção: Tatiane Daud I Elenco: Zeza Mota
21:00 "Dilúvio" I de Luiz Valcazaras
Direção: Luiz Valcazaras I Elenco: Rogério Brito e Thaís Aguiar
22:00 "Puro Sangue" I de Rachel Ripani
Direção: Florência Gil I Elenco: Fernanda Mandagará
23:00 "Diário Perdido de Fram" I de Célia Regina Forte
Direção: Renato Kramer I Elenco: Renato Kramer e Armando Filho
00:00 "Dois Pra Lá, Dois Pra Cá" I de Mário Viana
Direção: Flávio Faustinoni I Elenco: Rachel Ripani e Alex Gruli

Domingo, 1 de novembro
01:00 "Zoom" I de Alex Gruli
Direção: Fábio Ock
Elenco: Anna
Cecília Junqueira, Fábio Ock, Marcelo Diaz, Luiz Pacini e Leonardo
Ventura
02:00 "Se Eu Pudesse, Eu Te Matava!" I de Alberto Guzik I
Direção: Fábio Penna I Elenco: Gilda Nomacce e Robson Catalunha
03:00 "As Três Rainhas Magas" I de Renata Pallottini
Direção: Silvanah Santos I Elenco: Samira Lochter, Gabriela
Cerqueira, Patrícia Santos, Marcelo Jacob, Felipe Estevan e Rafael
Mendes
04:00 "Sistemas" I de Gustavo Goulart
Direção: Gustavo Goulart I Elenco: Gustavo Goulart e Chico Flávio
05:00 "Personal Trainer" I de Luís Roberto de Souza
Direção: Fernanda Sanches I Elenco: Jefferson Santos e Marcelo
Hessel
14:00 "Estacionamento de Bicicletas" I de Ricardo Leandro
Direção: Ricardo Leandro I Elenco: Washington Lins, Bosco Silva e
Dhenyze Iwone
15:00 "O Homem-Poltrona" I de Vera de Sá
Direção: Joca Andreazza e Paulo Marcello
Elenco: Joca Andreazza, Paulo Marcello e Tânia Paes
16:00 "Alô... Responde" I de Antonio Rocco
Direção: Jussara Felix Figueredo
Elenco: Regina Franca, Alexandre Bamba e Karine Spuri
17:00 "Almas de Vidro" I de Marcos Vigani
Direção: Marcos De Vuono I Elenco: Marcos Machado
18:00 "Entreatos" l de Renato Andrade
Direção: Renato Andrade I Elenco: Fábio Lucindo e Marlene Prado
19:00 "Réquiem para Iracema" I de Ubiratã Souza
Direção: Alexandre Cruz I Elenco: Theatro da Morte
20h – “Um Quarto Para Adão E Eva”, de Lucianno Maza
Direção: Lucianno Maza
Elenco: Haroldo Costa Ferrari e Erika Puga
21:00 "Os Cachorros da Praça Roosevelt Só Podem Estar Surdos" I de
Germano Pereira
Direção: Cesar Ribeiro I Elenco: Paulo Campos e Ulisses Sakurai
22:00 "Ela Chegou..." I de Paulo Coronato
Direção: Marcio Macena I Elenco: Gui Paiva e Murilo Cunha
23:00 "Confissão" I de João Luiz Sampaio
Direção: Fernando Neves I Elenco: Os Fofos Encenam
00:00 "O Tocador de Tuba" I de Lauro César Muniz
Direção: Bárbara Bruno I Elenco: Nilton Bicudo, Vanessa Goulartt e
Rafael Maia
Segunda-feira, 2 de novembro
01:00 "Tempestade Cerebral" I de Daniela Pereira de Carvalho
Direção: Marcos Loureiro I Elenco: Xuxa Lopes e Sérgio Guizé
02:00 "Deixe a Fumaça Entrar" I de Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock e Marcos Okura
Elenco: Juliana
Mesquita, Paulo Duek e Marco Aurélio Campos
03:00 "Fobia" I de Marilia Toledo
Direção: Kleber Montanheiro
Elenco: Érica Montanheiro, Márcio Bueno Dias e Paulo Vasconcelos
04:00 "Três Pontes" I de Paulo Vereda
Direção: Silvanah Santos I Elenco: Ana Pereira, Angela Ribeiro e
Thammy Alonso
05:00 "Os Outros Justos" I de Celso Cruz
Direção: Celso Cruz I Elenco: Carlos Rahal
14:00 "O Menor Circo do Mundo" I de Cláudia Vasconcellos
Direção: Maurício Paoli I Elenco: Érika Moura
15:00 "Comunismo" I de Eduardo Sterzi
Direção: César Ribeiro I Elenco: Fábio Penna e Tales Penteado
16:00 "Os Canibais" I de Veronica Stigger
Direção: Henrique Stroeter I Elenco: Fernanda Cunha e Patrícia
Leonardelli
17:00 "A Casa" I de Marcos Damaceno
Direção: Marcos Damaceno I Elenco: Marcos Damaceno Companhia de
Teatro
18:00 "Sobre Tudo - Prelúdio" I de Franz Keppler
Direção: Flávio Faustinoni I Elenco: Dani Mustafci, Flávio
Faustinoni e Rodolfo Arantes
19:00 "Fome de Notícia" I de Evaldo Mocarzel
Direção: Hélio Cícero I Elenco: Tatiane Passarelli e Sérgio Sálvia
Coelho
20:00 "Um Exercício Sobre Julgamento" I de Fausto Fuser
Direção: Daniela Biancardi
Elenco: Bruno
Monteiro, Caco Mattos, Dênis Goyos, Davi Reis, Daniela Biancardi,
Fani Feldman, Katia Nayane, Melissa Panzutti, Rodrigo Scarpelli e
Ricardo Leite
21:00 "Em Camadas" I de Gabriela Mellão
Direção: André Guerreiro Lopes I Elenco: Helena Ignez e Djin
Sganzerla
22:00 "Rebola" I de Marcelino Freire
Direção: Gabriel Pinheiro I Elenco: Olívia Araújo
Fotos: espetáculos Dois para Saguão, A Lua é Minha,
Dostoiévski no Armário e Gente Fina.

Aleta em seu
depoimento para o brilhante documentário do cineasta Eduardo
Coutinho I Screenshot
Aleta
Vieira, atriz: "A coisa que mais gosto na vida é de contar histórias"
Terça-feira,
27.10.2009 I
Esta matéria em espanhol I
Todas as
entrevistas
Há dois anos, o
realizador Eduardo Coutinho lançou no Festival do Rio o documentário
Jogo de Cena
(ver
fotos), no qual várias mulheres contavam uma história que
desejavam compartilhar naquele momento, enquanto atrizes
profissionais narravam esses mesmos relatos como se estes tivessem
acontecido com elas próprias. O filme foi tão bem costurado que em
determinados momentos era quase impossível saber quem representava e
quem contava algo que realmente havia vivenciado.
Uma das mulheres a
narrar sua história no longa foi Aleta Gomes Vieira, uma jovem
moradora do bairro carioca de Bangu, que entre lágrimas e risadas contava como sua vida mudara devido à gravidez precoce e ao
nascimento da filha, hoje com quase cinco anos. Além de estudar
História da Arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ela
atualmente integra a
Companhia Bananeira de Teatro e faz parte de um
coletivo com o qual desenvolve atividades artísticas com o fim de
agitar culturalmente a região onde vive.
A estreia de Aleta
no cinema não poderia ter sido mais afortunada, já que o longa de
Coutinho se transformou em um sucesso de crítica, recebendo muitos
prêmios, resenhas elogiosas e tornando-se um filme imprescindível
para todos que gostam de pensar sobre a difícil e misteriosa arte de
representar e o tênue limite que separa a ficção da realidade. A
participação no documentário rendeu também um convite de outro grande diretor brasileiro, Domingos de Oliveira, para fazer
parte do elenco de Juventude, protagonizado pelo próprio
cineasta e pelos atores Paulo José e Aderbal Freire Filho.
Com a sinceridade
e espontaneidade já demonstradas em Jogo de Cena, Aleta (cujo
nome foi inspirado na princesa dos contos do Príncipe Valente,
de Hal Foster, e que provém do grego alethea, que significa
verdade) concedeu uma entrevista ao ALDEIA CULTURAL, na qual revela
os pormenores de sua participação no documentário e fala sobre as
sensações experimentadas ao se ver no filme e ser interpretada por
Fernanda Torres, de como conheceu Domingos de Oliveira e das
atividades em que está envolvida atualmente.
| |
Entrevista
I Aleta Vieira, atriz e escritora |
|
"Quando assisti pela primeira
vez (Jogo de Cena) fiquei morta de vergonha".
"Hoje tento pensar antes de falar, mas sei que foi
importante pro doc isso de eu falar sem pensar, e me sinto feliz de
ter participado, porque é uma obra linda".
"Um dia me chamaram para uma festa (de Domingos Oliveira). Eu disse:
'Sim, eu vou. Mas quem é ele?'".
"O Domingos depois
me convidou para fazer seu longa, dizendo que eu era puro
Dostoiévski, dizendo que nunca tinha visto ninguém rir e chorar ao
mesmo tempo como eu".
|
ALDEIA
CULTURAL (AC). Em 2006, o diretor Eduardo Coutinho publicou um
aviso em jornais procurando mulheres para dar depoimentos em seu
filme Jogo de Cena. Como foi que você teve conhecimento do
filme? Você leu o anúncio, como foi isso?
ALETA VIEIRA (AV).
Eu tinha matado aula, estava num metrô. Era o primeiro dia de
vagão feminino e todas as mulheres falavam ao mesmo tempo, contavam
histórias de supostos sarros, as mulheres mais impensáveis. Parecia
uma mesquita árabe, mas as mulheres não entram em mesquitas árabes
(risos). Era o lugar ideal pra divulgar e uma menina
entregava um pedaço de papel a uma senhora perguntando se ela tinha
histórias pra contar, que era para um doc do Eduardo Coutinho. Mas
eu nem sabia quem era Eduardo Coutinho. Já até havia assistido o
Edifício Master, mas nessa época ainda não ligava nomes de
diretores às obras, e me meti na conversa dizendo que se era pra
contar histórias eu tinha muitas. Cheguei em casa, liguei pra tal
produtora e marquei uma hora pro dia seguinte.
AC. E o
que foi que te levou a se apresentar lá? Por que o projeto te
interessou, o que você procurava?
AV. Não me
faço muitas perguntas, a coisa que mais gosto na vida é de contar
histórias e era exatamente isso o que estavam pedindo.
AC. Como
foi essa entrevista pra participar do filme?
AV. Eu
nunca tinha entrado em uma produtora. Não achei o lugar muito
bonito, tinha uma fila de mulheres preenchendo uma ficha, fiz uma
amiga nessa fila que tenho até hoje. Depois da ficha entrei numa
sala e só tinha uma câmera em cima de uma mesa e a Cristiana Grumbach,
que é a assistente, ou era, naquela época, do Coutinho, me explicou
que me faria umas perguntas e a primeira foi sobre por que eu tinha
ido até lá. Respondi isso que já te disse, porque gosto de contar
histórias. Chorei muito, porque choro mesmo... ri muito... porque
rio mesmo. Ao final mandei um beijo pro diretor e a primeira vez que
encontrei o Coutinho ele me disse que só fui selecionada porque fui
a única a mandar um beijo pro diretor. Depois eu vim a assistir o
doc da Cristiana Morro da Conceição, lindo, eu não sabia quem
era ela ali dentro daquela sala. Participar desse doc me abriu os
olhos pro cinema. Já tinha gosto, mas quando se faz parte de algo
grande assim, poeticamente falando, é um imperativo, pelo menos pra
mim foi assim. Não tive mais como fechar os olhos. Assisti todos os
filmes do Coutinho, pouco tempo depois em uma retrospectiva no Cine
Glória.
AC.
Então um tempo depois da entrevista com a Cristiana lá estava você na
frente do Coutinho.
AV. Teve um
intervalo de um mês ou mais. Um dia me ligaram dizendo que minha
entrevista tinha sido selecionada. Até aí não imaginava nada, muito
menos a repercussão.
AC. E a
filmagem como foi? A gente só vê o material editado, não sabe como
foi exatamente cada depoimento, se demorou muito, se houve mais
intervenções do diretor, ou mesmo algumas indicações prévias. Foi
tudo assim tão natural, você só o conheceu no dia mesmo?
AV.
Indicações prévias nenhuma. Existem muitas especulações quanto aos
métodos do Coutinho, mas era isso mesmo: mulheres que se ofereceram
para contar histórias, e além do mais foram mais de 80. Dessas ele
tirou acredito eu o que tinha uma ligação. Eu enxergo muitos signos
no filme, acho que as entrevistas se escolheram de alguma forma, mas
foi assim: cheguei ao Teatro Glauce Rocha, subi uma escada estreita,
como aparece no doc, e então estava diante dele. A minha primeira
frase depois do cham cham cham cham na escada foi: "Mas
quanta gente". A pré foi só com a Cris e de repente tinha uma equipe
de, sei lá, 10 pessoas diante de mim. Mas eu tenho muita facilidade
pra falar das minhas mazelas (risos). Não tenho vergonha das
minhas vergonhas, são tudo o que eu tenho. Então pra mim não foi
difícil. A equipe de preto se confundia com a cortina que estava
atrás,
sumiam feito fantasmas. O Coutinho tinha um roteiro prévio do
que ele queria abordar, mas me deixava à vontade também, porque eu
não sou lá muito linear.
AC.
Quando e onde foi a primeira vez que você assistiu o filme?
AV. Foi na
première mesmo. Teve uma sessão prévia só para as mulheres, parece.
Mas acho que a Vídeo Filmes esqueceu de me comunicar. Um tempo após
a entrevista do Coutinho me ligaram pra explicar que seria
interpretada pela Fernanda Torres. Até então não sabia dessa
reverberação. Aí fui à Vídeo Filmes porque tinha que assinar um
direito de imagem e esse de livre interpretação. O direito de imagem
é bem engraçado, você autoriza a veiculação até por mídias que
venham a ser inventadas. Naquela hora pensei que era muito surreal e
a interpretação também... me deu medo. Quando assisti pela primeira
vez fiquei morta de vergonha. Entendi toda a proposta do filme, mas
me incomodava minha fragilidade eternizada, meus medos eternizados,
e me vi um tanto idiota. E a Fernanda falando 'Machu Picho' que nem
uma analfabeta, me deu raiva. Depois da sessão o Coutinho veio
perguntar se gostei. Eu disse: "Claro". Como ia dizer pro maior
documentarista brasileiro que não gostei (risos)? Mesmo
porque tinha gostado, mas não de me ver. Depois da décima terceira
vez que assisti, consegui me dissociar do filme. Entendi que aquilo
não era eu, ou era, mas parcialmente. Era eu... através de uma
câmera, através de uma edição, através da intenção das perguntas. E
de cada um que interpreta livremente. Foi muito importante
participar. Hoje tento pensar antes de falar, mas sei que foi
importante pro doc isso de eu falar sem pensar, e me sinto feliz de
ter participado, porque é uma obra linda, de importantes
questionamentos sobre a representação, um doc nada ingênuo.
AC. É,
ia perguntar justamente sobre aquilo que você falou da imagem. Na
hora de filmar você ficou à vontade. Mas depois, com a projeção no
cinema e com a repercussão que o filme alcançou, você não se sentiu
muito exposta? Como você administrou isso?
AV. Olha,
eu moro no fim do mundo, aqui as pessoas não tem o costume de ir ao
cinema, muito menos pra assitir filmes cults. Mas às vezes, na rua,
pelo centro, dentro de sinucas alguém me reconhecia, porque passou
nas universidades, o Coutinho fez palestras. Mas acho que meu rosto
não marca tanto, uma menina com um rosto bem comum, e os amigos
mesmo já sabiam da minha vida, não tinha muito o que esconder. Mas o
'Machu Picho' me dá ódio até hoje (risos). A maldita livre
interpretação. Acabei ficando com a imagem que mais tinha medo.
AC. Ela
até repete, realmente é engraçado.
AV. É.
Dentro do cinema todo mundo ri, mas riem em outras partes também.
Quando digo que minha mãe já tinha sido internada e minha avó também,
meu medo da loucura, que fiquei um tanto assustada com isso. Mas as
gargalhadas rolam mesmo na piada sobre a mão do Lula (NE: no momento em que
Aleta diz que conta
nos dedos da mão do Lula suas saídas depois de casada).
AC. É
verdade, eu rio também aí.
AV. E de
verdade eu nem sei de onde surgiu isso. Foi muito espontâneo, acho
que isso faz com que seja mais engraçado. O Domingos Oliveira depois
me convidou para fazer seu longa, dizendo que eu era puro
Dostoiévski, dizendo que nunca tinha visto ninguém rir e chorar ao
mesmo tempo como eu.
AC. Isso
é algo que a Fernanda também falou.
AV. É. Acho
que é porque contar um história dessa é desmistificar um pouco e o
riso não era de nervosismo, era de achar graça de tanta merda mesmo,
no final é só isso que resta. E é o ponto onde ela vacila, que é o
ponto de virada do doc. Quando ela começa com o "Que loucura,
Coutinho". Ela sai do personagem, e foi importante pro doc. Você já
assistiu a faixa comentada?
AC. Não.
Por quê?
AV. O
Coutinho e o (produtor executivo) Moreira Salles discutem sobre isso e o Coutinho diz que
a Fernanda pediu pra tirar a interpretação pós-falha. Mas ele quis
colocar... pra mostrar o esforço mesmo da interpretação. Esse é o
ponto onde a coisa vira pelo avesso, na minha ótica. Você vê a
agonia da atriz, acho muito bonito.
AC. As
atrizes também se expuseram bastante, já que interpretar alguém
real, como a mesma Fernanda falou, é bem mais complicado... Mas no
fim, fora o 'Machu Picho', qual foi a sensação de se ver
representada por outra atriz, no caso a Fernanda Torres?
AV. Rola
uma coisa boa, que eu não sei precisar o que é, porque não é pura. É
uma sensação que se mistura a outras, porque nunca é muito agradável
assistir, ainda tenho muitas questões que perduram, dificuldades mil
da vida, mas as pessoas sempre reagem dizendo: 'Opa, Fernanda Torres
e tals'... Me sinto lisonjeada sim, gosto do trabalho dela como
atriz, acho mesmo que ela chegou muito perto de mim e foi importante
pra ela também, que me repassou o cachê dizendo que isso tinha sido
uma experiência muito boa. Cachê de doc, né? Mas pra mim que não sei
nem a cor do dinheiro, dói com ver cair do céu.
AC.
Então, você falava antes do Domingos... Como rolou o convite pra
participar do Juventude?
AV. Ele
dirigiu a interpretação da Fernanda e viu meu vídeo mil e uma vezes.
Um dia recebi um telefonema, alguém me chamando para uma festa.
Nessa época eu estudava e trabalhava de freelance como bartender à
noite em festas, bares e boates. Aí, eu achei que era convite de
trabalho, mas tava estranhando tanta educação, até que entendi que
era um convite pra ir à festa mesmo. Eu disse: "Sim, eu vou, posso
levar alguém?". Ela disse: "Sim". Então eu perguntei: "Mas quem é
Domingos Oliveira?". A mulher se assustou, devia ter meu nome numa
lista, devia estar ligando pra todo mundo. Aí me disse para procurar
no Google e que a festa seria na casa da mãe da
Maria Ribeiro. Eu
tava rindo já, disse: "Mas, minha filha, eu não sei quem é o tal do
Domingos... como vou saber quem é a mãe da Maria Ribeiro?". Aí ela
ironicamente perguntou se eu tinha e-mail. Eu disse que sim e ela me
enviou o endereço por e-mail. E eu fiz a pesquisa no Google, aí vi
lá que era cineasta, dramaturgo, li as sinopses dos filmes. E fui à
festa com um vestido emprestado e uma sandália dois números menores
que meu pé, pensei em dar-lhe um livro de presente, mas o que um
homem literato de 70 anos nunca leu? Já saindo de casa, coloquei
meu diário dentro de uma caixa (reutilizada) de presente e fui.
Chegando lá, ele disse que era muito interessante, porque se
identificava muito comigo, e que conhecia tanto de Bangu quanto do
Afeganistão, e será que existia alguém tão parecido com ele no
Afeganistão também?
Entreguei o presente, sem a pretensão de chamar
o que escrevo de literatura, só porque aquilo ali eu tinha certeza
que ele nunca tinha lido.
AC. Você
deu o seu diário de presente pra ele? Que loucura, ele deve ter
adorado.
AV. Isso,
acertei no que não vi. Ficou louco mesmo e disse que eu tinha
ganhado um amigo e me convidou para fazer o longa dele, que iria ser
filmado.
AC. E aí
você fez o Juventude, que não tinha nada a ver com o filme do
Coutinho, já que era uma ficção mesmo. Como foi fazer esse filme?
AV. Eu
disse que não sabia nada e ele disse que eu era uma atriz nata. Aff,
odeio nata, não tive nada, nenhuma Fátima Toledo pra me dar um
esquenta (risos). O personagem era bem pequeno, não tinha
muito o que fazer mesmo, ele queria mesmo que eu experienciasse um
set de filmagem. Disse na festa que queria me apresentar o lado de
fora do bar, me senti bastante à vontade no filme, mas a personagem
não me atraía em nada, me parecia desnecessária. Tudo acontecia
entre os três, Paulo José, Aderbal e Domingos. Domingos talvez seja
a pessoa que mais me enxerga como eu gostaria de ser enxergada: me
vê como atriz, como escritora, como musa, mas ao mesmo tempo não
alcança coisas simples como a minha situação econômica nada
privilegiada; me chamou para outros trabalhos de verdade, quando ele
me chamou pro longa me senti meio gata borralheira no exato momento
que a fada madrinha balança a varinha e os trapos tornam-se seda,
mas não foi bem assim, me incentivou muito a escrever, que é uma
coisa que realmente me move. Ele me abriu uma porta... imagina...
mas eu não tinha dinheiro da passagem pra chegar até lá e entrar. Eu
não tenho estrutura pra produzir, tenho uma filha, não tenho casa,
dependo de ajuda de família, tento aos trancos e barrancos estudar.
Minha família faz piadas do tipo: "a artista não lava pratos, é?" ou
do tipo: "só virou atriz porque a única coisa que sabe fazer bem é
mentir". Não tive respaldo familiar pra continuar, tentei depois
estudar cinema em uma escola técnica aqui. Mas tô devendo até hoje o
único semestre que fiz (risos), acabei me arranjando com
teatro na faculdade.
AC. Você
faz parte de uma companhia, não é?
AV. Isso,
Companhia Bananeira. Amigos de várias áreas distintas se juntaram,
montamos Xambudo, um texto do Aderbal Freire Filho, na
Mostra de Direção Teatral da UFRJ. É um pessoal com que me
identifico muito, vivemos as mesmas dificuldades. Sabe, acho o
Leblon muito cenográfico, me dá coceira tanta artificialidade. Estou
em projetos por aqui também. Apresento curtas, fazendo mediação em
um evento, Reciclando Pensamentos, de
um coletivo cultural que se
chama Comando Selva. Essa área aqui, zona oeste, é muito carente de
cultura, e a intenção é rolar uma vez por mês com debates, música,
batalhas de rima, o formato é bem legal; me sinto responsável por
isso aqui, pela região. Tem uma expressão em alemão que significa
'êxodo de cérebros'. Quando a qualidade de vida cai, quem tem
cérebro e algum dinheiro sai, e o que resta é desinformação. E as
coisas só tendem a piorar.
AC. E
como atriz? Você tem planos de investir na carreira e participar de
novos projetos para o cinema?
AV. Como
atriz, eu tenho um casamento profissional com uma amiga que estuda
roteiro na (Escola de Cinema) Darcy Ribeiro. Acredito muito
no trabalho dela, é meu Almodóvar de saias, e estamos juntos,
crescendo juntos. Carmô Senna. Escrevemos juntas com mais um amigo
num
blog. Ela já escreve pensando em mim como atriz, está fazendo
agora uma monitoria do Flávio Tambellini lá na Darcy. Agora vou
fazer uma assistência de assistência de direção de um curta-metragem
da PUC, me meto em tudo o que posso. Quero estar perto, mas só a
minha localização geográfica já complica. Moro muito longe das mesas
de bar onde as coisas realmente acontecem. Lembro que na première do
Juventude, uma jornalista me perguntou se eu tinha planos de
fazer novelas, e perguntei de volta se era piada.
AC. Mas
por quê?
AV. Não é
tão fácil assim.
AC. Nada
é fácil...
AV. Sim,
talvez eu não tenha aproveitado as oportunidades, mas nunca assisti
novelas e não acho que isso presta mesmo. Meu ator predileto é o
Leonardo Medeiros, e fiquei assustada quando ele se meteu numa
novela das oito. Senti vergonha por ele. Por que um cara faz isso?
Peças lindas, filmes lindos. Aí vai fazer um corno de merda numa
novela de merda. Senti raiva dele, não precisava.
AC.
Edito esta parte ou coloco na entrevista?
AV. Pode
colocar. É que eu gosto muito, entende? Assisti Não Sobre o
Amor três vezes, uma peça em que ele foi dirigido pelo
Felipe Hirsch, e logo depois ele se meteu nessa novela. Não entendi
nada, um dia ainda pergunto a ele... Mas tô aí, nunca fiz portifólio,
agora tô focando muito na faculdade também, pra me formar em algo,
só pra não correr o risco de morrer de fome (risos). É fácil
viver de arte, alimentar o sonho de atriz, pra quem tem pai e mãe e
casa e comida. O buraco aqui é muito mais embaixo.
Fotos: Aleta na peça Xambudo, com texto de Aderbal Freire Filho e
direção de
Ticiano Diógenes, em montagem da Companhia Bananeira; e com Eduardo
Coutinho em Jogo de Cena.

Ruy Xavier dirige o
espetáculo Calígula, que ficará em cartaz até o fim de novembro em
SP I Foto: Divulgação
Curtas
teatrais: Calígula, Peréio e Satyrianas em SP, festival estudantil
em BH
Sábado,
24.10.2009
Núcleo 1408 apresenta a sua visão do Calígula em São Paulo
A companhia
paulistana de teatro
Núcleo
1408 apresenta desde o último 17 uma nova versão do espetáculo
Calígula, obra de Albert Camus baseada na vida do
imperador romano. Dirigida por Ruy Xavier, a peça mostra um príncipe
que é tomado pela loucura depois da morte de Drusilla, sua irmã e
amante, dando início a uma era de terror e violência que culminará
com sua morte. O polêmico personagem é interpretado por Daniel
Sommerfeld, que atua ao lado de Antonio Furtado, Arthur Reis, Glauco
Paone, Henrique Sverner, Hévelin Gonçalves e Juliano Dip. Juliana
Santos e Alice Arbex tem participações especiais em vídeo; a
iluminação é de Celso Melez, o figurino — contemporâneo — de Hévelin
Gonçalves e a assistência de direção de Samya Enes. As apresentações
do espetáculo ocorrem aos sábados, às 21:00, e domingos, às 20:00,
no Teatro Coletivo (antigo Teatro Fábrica), localizado na Rua da
Consolação, 1623 (telefone: 3255-5922). Os ingressos tem um custo de
R$ 30 (inteira) e R$ 15 (estudantes, idosos e classe artística). A
peça tem uma duração de 120 minutos e não é recomendada para menores
de 18 anos. Maiores informações com
Talita Melo (assessoria
de imprensa, 11-8038-4066) ou
Erika Horn (produtora
executiva, 11-4508-0757/11-8597-9737).
Grupos de vários estados se apresentam no FETO em Belo Horizonte
A primeira semana
do Festival
Estudantil de Teatro (FETO), que se realiza desde o último
domingo em Belo Horizonte, transcorreu com apresentações de grupos
de vários estados brasileiros. A terça-feira, por exemplo, foi
marcada pela apresentação do espetáculo A Cena é Pública,
do grupo Teatro de Operações, formado em sua maioria por estudantes
de artes cênicas da faculdade UNI-Rio. Já na quinta-feira, foi a vez
dos adolescentes do Grupo Teatral Colégio COC Imperatriz, do
Maranhão, apresentarem o espetáculo Brasil, Flores e Canções
no Teatro Izabela Hendrix, que hoje receberá A Comédia do
Trabalho, do grupo Woyzeckianos, de São Paulo, às 20:00.
Este sábado ocorre também a festa Ultrassom, uma das muitas
atividades programadas pelo evento que se prolongará até 20 de
novembro. Toda a programação do festival e notícias sobre a sua
realização podem ser encontradas no
site do evento,
no
Orkut e no
Twitter.
Paulo Cesar Peréio celebra cinquenta anos
de carreira no palco
Estreou ontem na
Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista o espetáculo
Escuta, Zé Mané!, com o qual o ator Paulo Cesar Peréio
comemora 50 anos de carreira. Dirigido por Lenerson Polonini, e com
texto adaptado pelo próprio ator, a peça apresenta William Reich, um
homem que, em meio a uma palestra, é confrontado por sua consciência
e percebe que seu discurso ganha outras vozes; estão são
interpretadas por João Velho (filho do ator e que representa o jovem
Reich) e Neca Zarvos (um Sigmund Freud em versão feminina). A
temporada se prolongará até 29 de novembro, de sexta a domingo, às
21:00, no Sesc Avenida Paulista Espaço 5º andar (avenida Paulista,
119, Bela Vista, São Paulo, SP). Os ingressos custam R$ 20 e a peça
não é recomendada para menores de 16 anos.
Satyros buscam voluntários para produção e organização de evento
Durante 78 horas
ininterruptas, de 30 de outubro a 2 de novembro, a Companhia de
Teatro Os Satyros realizarão a décima edição das Satyrianas - Uma
Saudação à Primavera. Esta festa do teatro, que comemora 20 anos de
existência da companhia, acontece na região da Praça Roosevelt e
arredores, com o apoio do Departamento de Expansão Cultural da
Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Município de São
Paulo. Como ocorre todos os anos, o grupo seleciona voluntários para
a produção e organização do evento, cuja escala de trabalho será
dividida em três turnos: da manhã (das 6:00 às 14:00), da tarde (das
14:00 às 22:00) e da noite (das 22:00 às 6:00). Os voluntários
receberão lanche durante a escala, além da camiseta das Satyrianas
para identificação. Os interessados devem enviar currículo com
telefone para o e-mail.

Gael García Bernal
atendeu a imprensa antes de iniciar a filmagem do longa de Icíar
Bollaín I Foto: Los Tiempos
O
mexicano Gael García Bernal integra o elenco de filme realizado na
Bolívia
Quinta-feira,
15.10.2009 I
Esta
matéria em espanhol
A cineasta
espanhola Icíar Bollaín e os atores Gael García Bernal (México),
Luis Tosar e Karra Elejalde (Espanha) ofereceram uma coletiva de imprensa
ontem em Cochabamba, cidade na que se encontram para a rodagem do
filme También la
Lluvia (Também a Chuva), quinto longa-metragem da realizadora,
ganhadora de mais de trinta prêmios por seus anteriores
trabalhos.
Para este longa, a diretora de Te Doy Mis Ojos — ganhadora de sete prêmios Goya — conta com um elenco
integrado por seus compatriotas Luis Tosar (ator com quem trabalhou em várias
oportunidades e com um currículo que soma filmes como Los
Lunes al Sol, La Flaqueza del Bolchevique e La Vida
que te Espera, entre outras), Karra Elejalde e Emma Suárez (que coprotagonizaram os filmes Vacas, Tierra
e
La Ardilla Roja, todos de Julio Medem, além de dezenas
de outros títulos nos quais atuaram).
Já
García Bernal chega com o status de ser uma das estrelas mais
importantes do cinema latino-americano atual, depois de seu desempenho
em filmes como Amores Perros, Y Tu Mamá También, El
Crimen del Padre Amaro e Diarios de Motocicleta, por
citar alguns. Esta é a segunda oportunidade em que o mexicano visita
o país, apesar de na primeira vez tê-lo feito como
turista, há doze anos.
Na coletiva, o
ator — que completará 31 anos no próximo mês — manifestou estar
muito contente por sua participação no projeto, que considera um
desafio. "Estou com vontade de me atrever muito, de me jogar no
vazio. Acredito que já passei pela imaturidade de pensar quão maduro
eu estava. Mas ter trabalhado em certos lugares me dá certa
segurança de saber aonde eu posso me lançar e aonde não. Trabalhar
aqui é uma maneira diferente de conhecer um país", afirmou.
O filme, cujo
roteiro foi escrito por Peter Laverty — colaborador habitual do britânico Ken Loach —, está inspirado na chamada 'Guerra da Água', nome que se
atribuiu popularmente a uma série de manifestações que ocorreram
en Cochabamba, entre janeiro e abril de 2000, devido à
privatização do abastecimiento de água municipal, deixando um
saldo de cinco mortos e quatro dezenas de feridos.
A trama mostra a
saga de Sebastião e Costa, que se propuseram realizar um filme sobre
Cristóvão Colombo. Enquanto o primeiro deseja pintá-lo como um homem
obcecado pelo ouro, caçador de escravos e repressor de índios, ao
segundo só interessa conseguir fazer o longa com o orçamento
limitado de que dispõem, ainda que para isso deva filmá-la na
Bolívia. Assim, ambos chegam a Cochabamba, onde a insatisfação do
povo em virtude da privatização do abastecimento de água termina em
um violento conflito. Cinco séculos depois de Colombo, paus e pedras
enfrentam de novo o aço e a pólvora de um exército moderno, mas
desta vez a luta não será pelo ouro e sim por um elemento vital: a
água.
También la
Lluvia, que terá um elenco constituído por vários atores locais,
será rodada durante nove semanas na Bolívia e no México com produção
da Morena Films (Espanha), junto a Londra Films (Bolívia) e Mandarin
Films (França). A previsão é que a estreia do longa-metragem ocorra
no final de 2010.

A peça mostra como
pessoas frágeis e sem personalidade podem chegar a ser perigosas I
Foto: Renato Parada
Mário Bortolotto faz a estreia aberta do espetáculo Brutal no
Parlapatões
Sexta-feira,
09.10.2009 I
Esta matéria em espanhol
Depois de uma pre-estreia
reservada apenas para convidados, chegou a hora do espetáculo
Brutal,
mais nova montagem do diretor e dramaturgo Mário Bortolotto, ser
apresentado também para o público que assistir às sextas-feiras, à
meia noite, ao Espaço Parlapatões. Durante a temporada, que se
prolongará até 20 de novembro, um elenco composto por
Carolina Manica, Érika Puga, Laerte Mello, Luciana Caruso, Maria
Manoella, Martha Nowill e Walter Figueiredo levará ao palco um
relato sobre como pessoas vazias podem ser perigosas por causa de
sua fragilidade.
A peça, que conta
ainda com a participação do ator Paulo César Peréio na voz em off,
narra a história da seita Legião do Amor, cujo líder, Estevão, prega
que está em permanente contato com Deus, por meio de forças da
natureza. Assim, ele alicia garotas para sua seita, as quais
geralmente não tem nenhum objetivo real na vida. No princípio, tudo
parece inocente, mas Estevão é bem mais perigoso do que pode
parecer.
Embora a montagem aborde o ódio racial e a discriminação, o autor
deixa claro que sua real intenção com a peça é lançar um olhar para as
pessoas sem destino, que apresentam uma personalidade frágil e inócua
(ver texto abaixo). Bortolotto revela que pensou no fato de tantas pessoas
procurarem uma igreja e seguirem fielmente um pastor totalmente
desprovido de qualquer carisma. "O que eu quero que a plateia
pergunte é: por que essas garotas estão seguindo esse cara? O que
ele tem de especial? Eu não consigo perceber", diz.
A contundência do
texto — uma característica sempre marcante no trabalho do autor de
Nossa Vida Não Vale um Chevrolet e Uma Pilha de Pratos Na
Cozinha — chamou a atenção das atrizes Carolina Manica e Luciana Caruso,
que decidiram produzir o espetáculo. Para obter patrocínio, a saída
que encontraram foi organizar uma exposição na qual artistas como
Laerte, Lourenço Mutarelli, Daniel Galera e Marcelo Rubens Paiva
doaram obras cuja venda foi revertida em favor da peça, dando origem
a uma iniciativa que agora proporciona também a realização de outras
montagens.
Veja mais
imagens da peça capturadas por Renato Parada:
Foto 1 I
Foto 2 I
Foto 3
BRUTAL
Ficha
técnica
Texto e Direção:
Mário Bortolotto
Elenco: Carolina Manica, Érika Puga, Laerte Mello, Luciana Caruso,
Maria Manoella,
Martha Nowill e Walter Figueiredo
Voz em off: Paulo César Pereio I Stand in: Helena Cerello
Figurino: Olívia Hansen I Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Operação de Luz: Mário Bortolotto I Op. de Som: Rodrigo Cordeiro
Produção: Luciana Caruso e Carolina Manica I Fotos: Renato Parada
Serviço
Estreia ao público: 9 de outubro de 2009, à meia-noite
Temporada: todas as sextas, até 20 de novembro de 2009
Horário: meia-noite
Teatro Espaço Parlapatões I Praça Franklin Roosevelt, 158
Ingressos: R$ 30,00 e 15,00 (meia) I Capacidade: 98 pessoas
Bilheteria: de terça a domingo, das 16:00 às 22:00
Ingresso
Rápido: 4003-1212
Convênio de
estacionamento na rua Nestor Pestana, 94
Carolina Manica, atriz e produtora
A exposição.
"Essa exposição foi
o start, o primeiro passo para levar adiante o projeto. Ela foi o
grande patrocinador além de, também, ter contribuído muito na
divulgação do projeto. Foram muitas pessoas envolvidas para que esse
projeto pudesse acontecer, muitas pessoas querendo que o projeto
desse certo e apostando. Desde os artistas aos compradores das
obras. No início fiquei um pouco tímida com a ideia de pedir as
doações aos artistas, ao mesmo tempo que eu acreditava nessa ideia
maluca também muitas vezes parava para pensar e achava um pouco
absurdo pedir um quadro do Laerte ou uma ilustração original do
Mutarelli. Mas a forma como os artistas receberam a ideia foi tão
generosa que isso acabou tomando uma proporção muito maior do que eu
esperava. Nos últimos dias de montagem da exposição eu recebia
artistas na galeria vindo doar suas obras por terem ouvido falar que
estava acontecendo essa exposição. Foi demais. Acho que para mim
como artista também foi muito importante poder realizar uma produção
sem depender dos meios convencionais mas pelo apoio de outros
artistas. Acredito que em tempos de crise temos que encontrar
alternativas para que as coisas aconteçam e não esperar e reclamar
da economia. A exposição também gerou um fruto que é a Festa Studio
SP Incentiva. Começou com uma festa para o Brutal
e foi uma parceria com a casa de shows. Uma vez por mês alguma
produção carente é contemplada com uma festa e a bilheteria é
revertida para a produção do espetáculo. Já fizemos cinco festas
esse ano. Cada festa tem show de músicos parceiros do projeto que
trocam seus cachês para ajudar o teatro. A próxima festa, no dia 26
de outubro, será para a produção da peça As Meninas da Loja,
primeiro texto do Caco Galhardo para o teatro, e terá show da Banda
Fábrica de Animais, da atriz e diretora Fernanda D'Umbra, e do
músico Junio Barreto, além de discotecagem da atriz Chris Couto, o
diretor e dramaturgo Mário Bortolotto e do desenhista Carcarah".
A peça. "Já conhecia esse
texto do Mário Bortolotto há muito tempo e sempre foi um texto que me intrigou muito pela temática e pela forma como poderia ser
executado no palco. É um texto forte que fala sobre racismo,
fanatismo e preconceitos. A apatia dos personagens reflete muito uma
época em que vivemos. Os jovens de hoje parecem estar anestesiados
dentro de um esquema. A maior parte está acomodada e sem um ideal,
tentando se agarrar a algo externo ou a alguém para encontrar um
destino ou um objetivo de vida. Falta esse mergulho para você
encontrar o que realmente você quer dizer ou saber de fato aquilo
que você acredita e quais são suas opiniões sobre as coisas. As
pessoas estão sempre esperando alguém que venha dizer algo que vai
te 'salvar' ou te dar uma oportunidade para se sentir especial.
Então enquanto não se encontra isso parece ser mais fácil partir
para a briga ou ter preconceitos e culpar o outro. Acho que a peça
fala muito sobre isso, sobre a igualdade e para mim isso foi muito
importante na escolha. Não consigo acreditar que ainda exista
preconceito nos dias de hoje, parece que o mundo está regredindo,
uma sociedade cada vez mais careta, cheia de proibições, certo e
errado e disputas".
Mário
Bortolotto, autor e diretor
"É importante para
mim explicar que neste texto a história da seita, ódio racial etc,
servem apenas como pretexto para discutir o que eu acho muito mais
importante que são as pessoas sem destino, com personalidades
inócuas. Como um personagem diz em certo momento do texto : 'Pessoas
vazias podem ser muito perigosas'. Todo o processo de violência que
a peça acaba por desencadear provém do fato de estarmos lidando com
personagens de personalidade extremamente frágil. Se na peça
existissem pessoas com personalidade própria e com destino, toda
violência poderia ter sido evitada. Fiquei pensando nesse lance de
ter tantas pessoas que acabam procurando uma igreja e seguindo
fielmente um pastor totalmente desprovido de qualquer coisa que
possa ser chamada de carisma. Estou explicando isso porque em
princípio a peça pode parecer que tem como mote principal a história
da seita e do ódio racial que a seita prega. E é importante para mim
também explicar por que eu optei pelo personagem principal não ser
exatamente uma espécie de guru irrepreensível. O que eu quero que a
plateia pergunte é: 'Por que essas garotas estão seguindo esse cara?
O que ele tem de especial? Eu não consigo perceber'. É isso aí".

A cantora,
compositora e atriz Danni Carlos vive um dos personagens principais
do filme I
Foto: Alexandre Ermel
Quanto
Dura o Amor? apresenta um retrato de seres solitários em São Paulo
Quarta-feira,
07.10.2009 I
Esta matéria em espanhol
Quanto Dura
o Amor?, segundo longa-metragem do realizador paulistano
Roberto Moreira, vem recolhendo boas críticas desde que estreou no
último fim de semana nos cinemas. Protagonizado por Sílvia Lourenço,
Danni Carlos, Paulo Vilhena, Maria Clara Spinelli, Gustavo Machado,
Fábio Herford e Leilah Moreno, o filme apresenta três personagens
tentando fugir da solidão em meio ao vazio da cidade grande.
O longa conta a
história de Marina, uma jovem aspirante a atriz, que chega a São
Paulo cheia de sonhos e passa a dividir um apartamento localizado no
coração da cidade com Suzana, uma advogada solitária que esconde um
grande segredo. No mesmo condomínio, mora Jay, escritor de um livro
só que escolhe a prostituta Michelle para ser sua musa. Enquanto
Marina fica encantada pela cantora Justine, Suzana inicia uma
relação com seu colega Gil. Os três viverão a euforia da paixão, mas
também conhecerão sua outra face.
Sílvia Lourenço,
que também foi uma das atrizes principais de Contra Todos —
filme de estreia de Moreira e dela própria —, faz parte do projeto
desde que ele foi concebido, há pelo menos cinco anos. Ao lado da
produtora Geórgia Costa Araújo, ela é uma das responsáveis pelo
argumento que deu origem ao roteiro escrito a quatro mãos pelo
diretor e por Anna Muylaert.
Já Danni Carlos é
mais conhecida por seu trabalho como cantora e compositora, embora
também possa ser vista em A Mulher Invisível, de Cláudio
Torres, que teve ótimo desempenho nos cinemas e deve ser lançado
este mês em DVD. É o mesmo caso de Leilah Moreno, que há anos
integra a banda do programa "Altas Horas" e tem três álbuns solo
editados, além de ter coprotagonizado o filme e a série Antônia.
Enquanto Paulo
Vilhena é reconhecido por seus papéis em novelas da Rede Globo,
Gustavo Machado e Fábio Herford são nomes frequentes nas fichas de
diversos espetáculos encenados na capital paulista. Fechando o
elenco principal do filme — que conta ainda com Sergio Guizé, Paula
Pretta e Ailton Graça em participação especial — está a atriz Maria
Clara Spinelli, que teve sua primeira incursão nas telas com este
longa, ganhando o prêmio de melhor atriz no Festival Paulínia de
Cinema, realizado em julho.
Dono de um
currículo que inclui 28 prêmios nacionais e internacionais para seu
filme Contra Todos, Moreira deixou de lado neste projeto a
narrativa agressiva, fotografia 'suja' e a violência que
caracterizou sua obra de estreia, ambientada na periferia paulistana.
O diretor, que também foi roteirista de Um Céu de Estrelas e
Antônia, ambos de Tata Amaral, desta vez optou por uma
composição visual mais estilizada, dotando o longa da atmosfera
ideal para retratar três almas solitárias em busca da felicidade.

A peça Hybris foi
uma das peças apresentadas na anterior edição do festival I
Foto: Daniel Protzner
Oficinas do Festival Estudantil de Teatro em BH tem inscrições até
sexta-feira
Terça-feira,
06.10.2009
O
Festival
Estudantil de Teatro (FETO), que este ano será realizado de 18
de outubro a 20 de novembro em Belo Horizonte, terá abertas as suas
inscrições para as seis oficinas que serão ministradas no evento até
a próxima sexta-feira (dia 9).
Criado em 1999, o
FETO tem por objetivos difundir as artes cênicas no meio estudantil,
oferecer conhecimento, espaço e mídia para apresentações de peças
teatrais, e promover atividades que buscam o desenvolvimento dos
estudantes. Desde 2007, o festival é dividido nas categorias Teatro
na Escola (destinada a estudantes de escolas de ensino
fundamental, médio ou graduação) e Escola de Teatro (voltada para
estudantes de instituições de artes cênicas).
As oficinas que
estão a disposição do público são as que seguem (para maiores
informações e inscrições, visitar o
site):
Oficina de Teatro para Educadores
Gláucia Vandeveld, Manuela Rebouças e Reginaldo Santos - Belo
Horizonte
de 19/10 a 23/10 | segunda a sexta | de 14:00h às 18:00h
31/10 | sábado | 14:00h
Galpão Cine Horto I 20 vagas
Público Alvo: Educadores, professores, monitores, alunos de
pedagogia e áreas afins, da rede pública e particular.
Pensando o olhar: Uma Introdução à
Fotografia
Daniel Protzner e Bruno Moreno - Belo Horizonte/MG
20/10 e 21/10 | terça e quarta | de 14:00h às 18:00h
Dia 20 na UFMG Biblioteca central/conj. 405 | DAC - Diretoria de
Ação Cultural
Dia 21 no Izabela Hendrix (Sala de Multímidia - Prédio 4) I 15 vagas
Público Alvo: Estudantes e interessados em fotografia em geral a
partir de 13 anos.
Descobrindo meu Pequeno Corpo Criativo
Márcio Vesolli - Belo Horizonte
31/10 e 01/11 | sábado e domingo | de 14:00h às 18:00h
Izabela Hendrix - Prédio 1 – S/1112 I 20 vagas
Público Alvo: Estudantes de 08 à 14 anos
Corpo Sonoro
Ricardo Garcia e Lenine Martins - Belo Horizonte/MG
de 04/11 a 06/11 | quarta a sexta | de 14:00h às 17:00h
07/11 | sábado | de 10:00h as 13:00h e de 15:00h às 18h:00h
Izabela Hendrix - Prédio 1 - S/1112 I 20 vagas
Público Alvo: Atores, bailarinos, performers, músicos e áudio-artistas
a partir de 16 anos
Boneco em Cena - Oficina Prática de
Construção de Bonecos
Paulo Emílio Luz e Gilberto Alves - Belo Horizonte/MG
de 03/11 a 06/11 | terça a sexta | de 19:00h às 22:00h
07/11 | sábado | de 10:00h às 18:00h (2:00h para almoço)
09/11 e 10/11 | segunda e terça | de 19:00h às 22:00h
Sede do Grupo Terno Teatro I 15 vagas
Público Alvo: Atores, artistas e interessados em geral com idade a
partir de 14 anos
Oficina de Interpretação para Cinema
Byron O`Neill - Belo Horizonte
de 03 à 07/11 | terça a sábado | de 14:00h às 18:00h
Espaço Aberto Pierrot Lunar I 15 vagas
Público Alvo: Atores e estudantes de teatro acima de 16 anos

Santana em Santana,
do cineasta Ugo Giorgetti, é um dos filmes exibidos no CCSP I
Foto: Divulgação
Dois
ciclos de filmes mostram histórias sobre os bairros da capital
paulista
Quarta-feira,
29.09.2009
Começaram ontem no
Centro Cultural São Paulo os ciclos História dos Bairros de São
Paulo e Crônicas da Cidade. Até o dia 4, serão exibidos dezenas de
documentários de diretores como Eliane Café e Ugo Giorgetti, entre
outros.
O primeiro ciclo
apresenta os vinte novos trabalhos selecionados pelo Concurso de
Copatrocínio para Produção de Documentários – Projeto História dos
Bairros de São Paulo – 2ª edição, da Secretaria Municipal de
Cultura. A iniciativa teve como mote a seleção de propostas de
produção de documentários educativos de 26 minutos, inspirados na
história e na geografia de um bairro da cidade de São Paulo.
Já Crônicas da Cidade mostra obras audiovisuais que abordam temas
característicos da capital paulista: um local ou um logradouro, um
estabelecimento, um evento ou uma personagem. O tempo de duração dos
trabalhos é de 5 minutos e, assim como ocorre com o outro ciclo, as
exibições são realizadas com suporte DVD.
As projeções
acontecem na Sala Lima Barreto (Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade),
que tem capacidade para 100 pessoas. A entrada é franca, embora não
recomendada para menores de 10 anos, e os ingressos podem ser
recolhidos uma hora antes de cada sessão. O telefone para maiores
informações é o 3397-4002.
Quarta-feira 30 de setembro
16:00 História
dos Bairros de São Paulo
Pompéia/Vila Romana (2008, 26min), diretor: Neusa Pereira
Cinzas eternas - uma declaração de amor à Lapa (2008, 26min),
diretor: Silvia Wolfenson
Jaraguá - terra sem mal (2008, 26min), diretor: Rodrigo Gontijo
Parelheiros no extremo sul da cidade (2008, 26min), diretor: Wagner
Morales
18:15 História dos Bairros de São Paulo
Santa Ifigênia e
seus recados (2008, 26min), diretor: Thiago Mendonça
Bixiga a Bela Vista do palco brasileiro (2008, 26min), diretor: Inês
Cardoso
20:00 História dos Bairros de São Paulo
Sete Voltas -
história do Parque Dom Pedro II e mercado (2008, 26min),
diretor: Rogério
Nunes
Doces lembranças -
histórias saborosas do Pari (2008, 26min), diretor: Volymar Malgarin
Quinta-feira 1 de outubro
16:00 Crônicas da Cidade
Altiplano Pari,
direção: Mauro D'Addio
Cidade limpa, direção: Marcos Mainardi
Fatia paulista, direção: Sylvain Barre
O chapa, direção: Tatiana Toffolli
Samparkour, direção: Wllan Pinsdorf
São Paulo além das horas, direção: Eliane Coster
Sob o viaduto Alcântara Machado, direção: Eliane Café
Sonho de cidade, direção: Paula Silva
Três Tabelas direção, Tatiana C. Azevedo
Tias baianas paulistas, direção: Gustavo Mello
18:00 História dos Bairros de São Paulo
Jaraguá - terra
sem mal (2008, 26min), diretor: Rodrigo Gontijo
M´Boi Mirim (2008,
26min), diretor: Miriam Chnaiderman
20:00 História dos bairros de São Paulo
Santana em Santana
(2008, 26min), diretor: Ugo Giorgetti
A casa dos ingleses - história do Tucuruvi, Parada Inlgesa e Vila
Mazzei (2008, 26min),
diretor: Eduardo
Duwe
Sexta-feira 2 de outubro
16:00 História dos Bairros de São Paulo
Vila Mariana - de Colônia à República da Vila (2008, 26min), diretor:
Daniel Santiago
Os tempos da Aclimação (2008, 26min), diretor: Alethea Silvestre e
Cecilia Araujo
Bixiga a Bela Vista do palco brasileiro (2008, 26min), diretor: Inês
Cardoso
Cititur - pelo velho e novo Santo Amaro (2008, 26min), diretor:
Marcelo Muller
18:15 História dos Bairros de São Paulo
Tatuapé - caminho
do tatu (2008, 26min), diretor: Mario Masetti
Itaquera em movimentos (2008, 26min), diretor: Marcelo Caetano
Guaianazes - Expresso Ururaí-Lajeado (2008, 26min), diretor: Nereu
Cerdeira
Ermelino é Luz (2008, 26min), diretor: Pedro Neto
20:15 História dos Bairros de São Paulo
Caixa Mágica (Centro e Sé) (2008, 26min), diretor: Eduardo Ferreira
Anhangabaú - sala de visitas de São Paulo (2008, 26min), diretor:
José Eduardo R. Toledo
Sábado 3 de outubro
16:00 História dos Bairros de São Paulo
Santana em Santana
(2008, 26min), diretor: Ugo Giorgetti
A casa dos ingleses - história do Tucuruvi, Parada Inglesa e Vila
Mazzei (2008, 26min),
diretor: Eduardo
Duwe
Doces lembranças -
histórias saborosas do Pari (2008, 26min), diretor: Volymar Malgarin
M´Boi mirim (2008, 26min), diretor: Miriam Chnaiderman
18:15 Crônicas da Cidade
Altiplano Pari, direção: Mauro D'Addio
Cidade limpa, direção: Marcos Mainardi
Fatia paulista, direção: Sylvain Barre
O chapa, direção: Tatiana Toffolli
Samparkour, direção: Wllan Pinsdorf
São Paulo além das horas, direção: Eliane Coster
Sob o viaduto Alcântara Machado, direção: Eliane Café
Sonho de cidade, direção: Paula Silva
Três tabelas, direção: Tatiana C. Azevedo
Tias baianas paulistas, direção: Gustavo Mello
20:00 História dos Bairros de São Paulo
Pompéia/Vila
Romana (2008, 26min), diretor: Neusa Pereira
Cinzas eternas - uma declaração de amor à Lapa (2008, 26min),
diretor: Silvia Wolfenson
Domingo 4 de outubro
16:00 História dos Bairros de São Paulo
Sete Voltas - história do Parque Dom Pedro II e mercado (2008,
26min),
diretor: Rogério
Nunes
Caixa Mágica
(Centro e Sé) (2008, 26min), diretor: Eduardo Ferreira
Anhangabaú - sala de visitas de São Paulo (2008, 26min), diretor:
José Eduardo R. Toledo
Santa Ifigênia e seus recados (2008, 26min), diretor: Thiago
Mendonça
18:15 História dos Bairros de São Paulo
Ermelino é Luz
(2008, 26min), diretor: Pedro Neto
Tatuapé - caminho do tatu (2008, 26min), diretor: Mario Masetti
20:00 História dos Bairros de São Paulo
Vila Mariana - de Colônia à República da Vila (2008, 26min), diretor:
Daniel Santiago
Os tempos da Aclimação (2008, 26min), diretor: Alethea Silvestre e
Cecilia Araujo

Filme do realizador
cubano Juan Carlos Tabío abre o Festival de Biarritz I
Foto: EFE, em Madri
Giro pela
América Latina: curtinhas da Argentina, Bolívia, Chile e Biarritz
Segunda-feira,
28.09.2009 I
Esta
matéria em espanhol
Argentina.
Teatro Crudo
iniciará a temporada de sua nova peça
Nesta quinta-feira
ocorre a estreia em Buenos Aires da nova peça do dramaturgo e
diretor teatral Martín Marcou. As atrizes Laura Espínola, Checha
Amorosi, Valeria Actis, Ana Rossi, Natalia D'Alena e Jimena Civelli
interpretam os seis personagens de
Brillosa,
peça definida por seu diretor como "um laboratório sobre a
intimidade do aparente". Até 10 de dezembro, em um total de dez
sessões, o elenco do Teatro Crudo (Teatro Cru) se apresentará
na
Câmara de Teatro (Rua Aráoz, 1025), sempre às 21:30. As reservas
podem ser feitas pelo número 4777-0097 e o custo dos ingressos é de
$25 (geral) e $20 (com desconto).
Bolívia.
Artistas se reúnem para organizar grande evento cultural
Na noite desta
segunda-feira, a partir das 20:00, o teatro da Divina Comédia (Rua
Güemes, Equipetrol, Travessa 2-N, 123, Santa Cruz), será a sede da
reunião para organizar uma atividade que segundo seus organizadores
será "um megaevento artístico-cultural onde estarão juntos
diferentes artistas de várias disciplinas, para deleitar o público e
dizer aos meios de comunicação que existimos e o que fazemos". É
aguardada a presença e as propostas de todos os artistas e
simpatizantes do movimento que tem sua
página no Facebook com notícias atualizadas sobre as atividades
que se realizam.
Chile. Abertas as inscrições para o IV Festival Teatro La
Olla
Já estão abertas
as inscrições para estudantes de escolas de teatro que queiram
participar do IV Festival Nacional e Internacional Teatro La Olla
2009. Este encontro, que busca fomentar o intercâmbio acadêmico e
artístico entre estudantes de diferentes escolas de teatro do país e
do exterior, será realizado na segunda semana de novembro na Praça
de la Constitución, em Santiago. Para maior informação, visitar a
página web do festival ou chamar por telefone aos números
633-2064 e 639-8829.
Cuba. Festival de Biarritz realiza homenagem ao cinema cubano
O filme cubano
El Cuerno de la Abundancia deu início hoje ao XVIII Festival de
Cinema e Cultura da América Latina de Biarritz, que nesta edição faz
uma homenagem ao cinema realizado na ilha caribenha, com uma
programação especial dedicada à produção do país. Os dez longas que
competem pelo prêmio Abraço, que será entregue no sábado, são:
Los Paranoicos, de Gabriel Medina (Argentina), Os Famosos e
os Duendes da Morte, de Esmir Filho (Brasil), Ilusiones
Ópticas, de Cristián Jiménez (Chile), La Nana, de
Sebastián Silva (Chile), La Pasión de Gabriel, de Luis
Alberto Restrepo (Colômbia), La Sangre y la Lluvia, de Jorge
Navas (Colômbia), El Cuerno de la Abundancia, de Juan Carlos
Tabío (Cuba), Cinco Días Sin Nora, de Mariana Chenillo
(México), La Yuma, de Florence Jaugey (Nicarágua) e El
Cuarto de Leo, de Enrique Buchichio (Uruguai).

A terceira edição
do certame será realizada no fim de novembro em Buenos Aires I Logo:
Divulgação
Festival argentino de cinema sobre HIV e AIDS espera trabalhos do
mundo todo
Quinta-feira,
24.09.2009 I
Vía NG
Prensa I
Esta matéria em espanhol
Estão abertas as
inscrições para a terceira edição do Festival Internacional e
Mostra Cinema e AIDS da Argentina, que será realizada de 27 de novembro
a 1 de dezembro no Complexo Cinematográfico Tita Merello, em
Buenos Aires.
A convocação está dirigida a realizadores que desejem participar
com longas, médios e curtas-metragens (ficção, documentário, animação,
experimental e vídeo arte) que abordem em sua temática o HIV e a
AIDS.
A inscrição é gratuita e a data máxima de recepção de
material é 30 de outubro.
Esta edição do
certame contará com as categorias de seção oficial internacional
competitiva e seção mostra. À primeira poderão ingressar os
trabalhos que sejam eleitos para participar e disputar os prêmios e
menções concedidos pelo jurado, enquanto a última estará
reservada para os que não tenham sido selecionados, além de
convidados. Os reconhecimentos instituídos pelo festival são: ao melhor
filme, prêmio Roberto Jáuregui (ao responsável por esse trabalho) e
o
prêmio do público.
O festival conta com o patrocínio do Ministério de Cultura do
Governo da Cidade de Buenos Aires, a Direção de AIDS da capital, a
Sociedade Interdisciplinária da AIDS (Saisida), a Comissão de Luta
contra a AIDS (FAP-VIH Positivo) e do Instituto Nacional de Cinema e
Artes Audiovisuais (INCAA).
O material a ser
entregue, que
constará da ficha de inscrição correspondente e duas cópias em DVD
do filme, deverá ser enviado ou levado ao seguinte endereço: Sr. Hernán Aguilar I Director I Festival Internacional
Cine y Sida I Av. Directorio 126 Piso 5 Depto. 18 (C1424CIO) I
Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina.
Para obter maiores informações, escrever ao e-mail da Positivo
Producciones ou do Viendo
Cine; ou comunicar-se por telefone com os produtores pelo
número (54-11) 4922-4168. As bases completas, ficha de inscrição e condições
se encontram no
blog do festival.

O encontro teatral
da cidade de Chillán será realizado em janeiro de 2010 I Foto:
Teatro Para Todos
Festival
chileno de teatro tem inscrições abertas até a metade de outubro
Terça-feira,
15.09.2009 I
Esta
matéria em espanhol
A Companhia
Teatral Temachi e a Prefeitura de Chillán (Chile) convidam grupos e
artistas a participar da décima-quinta versão do Encontro de Teatro
para Chillán (Entepach), que será realizada nessa cidade de 21 a 26
de janeiro de 2010.
Considerado o
maior evento artístico de Chillán, o festival tem acesso gratuito e
reúne cerca de 7.000 espectadores nos seis dias em que é realizado.
Seu objetivo é gerar um foco de encontro que acolha a diversidade de
artistas da cena local e internacional como espaço no qual se possa
refletir sobre os espetáculos teatrais, tanto do Chile como da
América Latina e Europa.
O prazo das
inscrições vai até 22 de outubro e existem duas modalidades de
participação: uma para grupos convidados e outra para grupos de
seleção. Cada coletivo teatral poderá participar nas categorias de
peça para público infantil, para público adulto e espetáculo de
dança-teatro, fazendo sua postulação com o envio do currículo aos
organizadores, os quais devem conter um dossiê de imprensa, um
programa de atividades realizadas, um roteiro (xerox) da peça
participante e um DVD do espetáculo (obrigatório).
A duração das
peças a se apresentar não pode ser inferior a 45 nem superior a 90
minutos. Da mesma forma, cada grupo, cuja delegação não poderá ser
maior a 10 pessoas, deverá custear seu transporte de ida e volta
desde sua cidade de origem até Chillán; já os organizadores
propiciarão alojamento e alimentação a todos os participantes
inscritos durante os dias do evento.
Os grupos
escolhidos também deverão se comprometer a participar em uma espécie
de desfile festivo, no dia 22 de janeiro, pelas ruas do centro da
cidade, razão pela qual terão que levar bandeiras, disfarces e
distintivos de sua cidade ou país. O resultado da seleção será
publicado no site do
festival até 27 de novembro deste ano.
O material para se
candidatar à seleção deve ser enviado para Viviana Moscoso
Covarrubias, diretora da Companhia de Teatro do Magistério Temachi
(Avenida Ecuador Nº 1091, Chillán, Chile). Os telefones para contato
são: 042-274616 (fax) e 08-9727898. Também é possível solicitar
informações por
correio electrônico ou na
página web,
onde se encontram a convocação e as bases completas da mesma.

Gerenciador do
Universo foi o primeiro trabalho do grupo de realizadores cariocas I
Imagem: Divulgação
Artistas ligados à música produzem curtas e a trilha sonora dos
filmes no Rio
Sexta-feira,
11.09.2009 I
Esta matéria em espanhol
Liderados pelo
produtor musical William Juvêncio, um grupo de artistas cariocas se
uniu para levar adiante a realização de curtas-metragens, mostrando
o resultado de seu trabalho — Gerenciador do Universo
e Dificuldade Total — no circuito alternativo carioca
e paulistano, onde tem aproveitado para fazer não só a exibição dos
dois filmes mas também apresentar as faixas que compõem a trilha
sonora dos mesmos.
O primeiro dos curtas é uma animação em que um sujeito típico
carioca é chamado por um extraterrestre para salvar o planeta Terra
da devastação. Esse alienígena é conhecido como o Gerenciador do
Universo, nome que deu título ao trabalho, que contou com as vozes
de Anderson Boechart (Carioca da Gema), Rodrigo Gallo (Gerenciador
do Universo), Helcio Hime (DJ, bêbado, subgerenciador chefe e outros),
Gabrielle Ruffatto (Musa) e Danielle Azevedo (Cabeluda).
Já Dificuldade Total está prestes a ser lançado pelos
produtores e, assim como o anterior trabalho, tem roteiro e direção
de Will. O elenco desta vez é composto por Luba Amaral e Ary Aguiar
Júnior, além de Gallo e Boechart. A história se passa no Rio de
Janeiro em tempos atuais, quando João vai procurar emprego em um
escritório. Mas ao ver que uma mulher sensual fica com a vaga, João
se revolta e termina se envolvendo com um homem estranho, que
tentará conduzi-lo ao mundo do crime.
Em ambos trabalhos,
os produtores perceberam a necessidade de formar um grupo para
compor e executar a trilha sonora. Foi assim que surgiu a banda
Gerenciators 2, integrada pelo próprio William Juvêncio
(guitarra), ao lado de Rodrigo Gallo (guitarra, vocais), Fabio
Kullock (baixo) e Caio Marcus (bateria). Desde então, o quarteto tem
promovido uma espécie de cine show, no qual é apresentado o curta,
seguido do show com a trilha sonora dos filmes e alguns covers.
A intenção dos realizadores é continuar a promoção de
Gerenciador... e iniciar a divulgação de seu novo trabalho e
das canções utilizadas nos dois curtas, todas compostas por Will e
Rodrigo, que além de ator é também músico. Maiores informações sobre
as duas produções e outros projetos desenvolvidos pelos artistas são
encontradas no
site do
grupo.

Assim como seu
personagem, atriz deixou sua cidade para se aventurar na capital
paulista I Foto: HBO
Andréia Horta, a atriz mineira que conquistou São Paulo e a tela da HBO
Segunda-feira,
07.09.2009 I
Esta matéria em espanhol I
Veja todas as
entrevistas
No ano passado, a
HBO lançou a série Alice, que foi exibida para todo o
Brasil e América Latina e posteriormente também para os Estados
Unidos. Um dos muitos acertos do seriado dirigido por Karim Aïnouz e
Sérgio Machado foi apresentar o trabalho de uma atriz que com uma
atuação segura e envolvente acabou por dar uma nova dimensão ao seu
personagem, a tal ponto que a nítida impressão que fica depois de
assistir o programa é que Alice realmente existe e tem vida própria.
Nascida em 27 de
julho de 1983 em Juiz de Fora, Minas Gerais, Andréia de Assis Horta
começou a carreira artística ainda na adolescência, quando fez parte
do elenco de algumas peças de teatro em sua cidade natal. Aos 17
anos, se mudou para São Paulo, onde cursou estudos na
Faculdade Paulista
de Artes (FPA) e na
Escola Livre de Teatro (ELT, Santo André), além de continuar
atuando nos palcos. Foi depois de uma dessas apresentações que a
atriz recebeu o convite para fazer um teste para a minissérie
JK, da Globo, na qual interpretaria mais tarde o papel de
Márcia Kubitschek.
A carreira
televisiva de Andréia continuaria na Record, com um dos papéis
principais da novela juvenil Alta Estação,
ao lado de Ariela Massotti e Lana Rodes; ainda nessa época, quase ao
final das gravações do programa, a atriz participou dos testes para
a escolha da protagonista de Alice, que já duravam
meses sem que nenhuma das centenas de candidatas fosse selecionada. Também pela mesma
emissora, interpretou um dos personagens de maior destaque da novela Chamas da Vida,
antes de filmar seu primeiro longa — Muita Calma Nessa Hora,
que deve estrear no próximo ano.
Na entrevista, a
atriz — que recentemente pode ser vista na 'peça virtual'
Sapato e Porta-Retrato, do projeto
Teatro
para Alguém — relembra os anos em que atuava nos palcos
paulistanos e nos quais inclusive escreveu um livro de poesias, fala
sobre seu desejo de continuar explorando diferentes espaços no campo
da atuação e também sobre a experiência de ter protagonizado a série
da HBO.
Entrevista I Andréia Horta
"Estou experimentando todos os lugares, cada um a seu tempo"
ALDEIA CULTURAL (AC). Alice teve grande repercussão em 2008 e
consequentemente colocou você e seu trabalho em evidência. O que
mudou na sua vida depois de fazer o seriado (positiva e
negativamente)?
ANDRÉIA HORTA (AH).
Positivamente meu trabalho foi muito bem recebido e pessoas que nem
assistiram a série se tornaram simpáticas a meu trabalho só de ter
ouvido falar (risos). Ter trabalhado com todas
as pessoas com quem trabalhei lá deu uma certa credibilidade. Negativamente... talvez a expectativa dos próximos trabalhos por
parte das pessoas, sei lá... talvez seja só uma sensação minha.
AC. É verdade que você não estava a fim de fazer o teste para a série?
Como foi isso? E quando te informaram que você havia sido escolhida
para o papel principal, você tinha consciência do que isso
significava? Qual foi a sua reação no momento?
AH. Na época dos testes eu estava envolvida em outro trabalho sem
previsão de fim e no qual eu era uma das protagonistas, ou seja, eu
trabalhava muuiitoo! E todas as minhas amigas
estavam fazendo o teste e não passavam, pessoas que eu admirava
muito, então pensei: eu que não vou lá! E o tempo passando, não
encontravam Alice, minha agente insistindo pra eu
fazer o teste durante 5 meses até que o trabalho que eu estava
fazendo acabou e eu fui fazer o teste e rolou. A série no início não
se chamava Alice, eu só sabia que seria a
protagonista mas mesmo assim sem saber muito o que significava isso
dentro daquele trabalho. Quando me dei conta achei que ia ficar
louca de tanta alegria, medo, responsabilidade, disciplina, tudo ao
mesmo tempo. Foi uma honra.
AC. Alice é um personagem com uma carga emocional muito forte. Até que
ponto isso te afetou durante e depois das gravações e quão difícil
foi 'desplugar' do personagem e voltar
a ser a Andréia?
AH. Eu quis mergulhar no universo dela, esse é meu ofício e minha paixão.
Quando acabou meu estômago gritava e isso durou um tempo, não sei
explicar, vai ver meu corpo teve abstinência da Alice (risos).
AC. A exemplo do personagem da série, você também chegou de uma cidade
menor até São Paulo. Como foram seus primeiros anos morando na
capital paulista?
AH. Tudo era novo. Sentia que havia todas as possibilidades, eu cheguei
com muita fome de conhecimento, estudei muito, conheci muita gente,
mas claro que também foi difícil, se não
lutar você é engolido! São Paulo não tem tempo a perder. É um lugar
que eu amo.
AC. No teatro, você já encenou Dostoiévski e Nelson Rodrigues, foi aluna
de Antônio Araújo e participou de um processo do
Teatro da Vertigem.
Conte um pouco sobre esses trabalhos que aconteceram antes de sua
entrada na televisão.
AH. Todos esses trabalhos foram frutos de muita pesquisa, longos
processos, grandes aprendizados, artistas brilhantes envolvidos e
poucas condições financeiras pra se realizarem,
cada um tinha que conseguir alguma coisa! Foi um tempo de ouro mas
financeiramente risível! O teatro sobrevive de sócios, pessoas que
por amor não deixam morrer a necessidade de dizer alguma coisa que
nos provoque, pra vida fazer um pouco de sentido, nós precisamos
fazer perguntas, é o inevitável de nós. Porque fácil não é.
AC. No ano passado, foi lançada a terceira edição do seu livro de
poesias, Humana Flor. Qual é a história que está por trás
desse livro e como você conseguiu publicá-lo pela primeira vez?
AH. Comecei a escrever na época da faculdade e em um período sem um real
resolvi publicar independente e vender na rua, nos teatros, em
bares, portas de cinemas, festas, onde dava
eu ia. E vendia! Foi uma experiência!
AC. Depois de muito tempo fazendo teatro, você trabalhou na televisão
durante três anos praticamente sem parar. Recentemente, atuou também
no filme Muita Calma Nessa Hora. Em qual dos três você se
sente mais cômoda: cinema, TV ou teatro? Você pensa priorizar
projetos no cinema, por exemplo, ou não tem essa intenção?
AH. Estou com muita saudade do confronto do teatro, daquele lugar do
ator. Estou louca pra fazer cinema, queria poder fazer bastante pra
exercitar aquele lugar sensível que o cinema
traz, aquele lugar de dentro, mas não é tão fácil assim, sou atriz,
preciso que me deem espaço pra isso! A TV é um exercício diário para
o ator que se propõe a criar personagem
lá, é difícil de fazer, creia! Tenho 26 anos e estou experimentando
todos os lugares, cada um a seu tempo, sei lá... me faz essa
pergunta daqui a 50 anos!
Fotos: Divulgação HBO, Audi Magazine e still do seriado Alice.
Agradecimentos: à artista visual Cristina Suzuki pela valiosa
colaboração.

Milhares de pessoas
de todas as tribos comparecem todos os anos aos dois eventos I Foto:
Luciana Figueiredo
Virada e
Circuito Cultural Paulista abrem seleção de grupos para o próximo
ano
Quinta-feira,
03.09.2009
A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriu seletiva para
todos os grupos e artistas interessados em participar da
Virada Cultural
Paulista e do Circuito Cultural Paulista de 2010. Os prazos de
envio do material são 20 de setembro e 20 de outubro de 2009,
respectivamente.
Os interessados deverão enviar material para a Secretaria de Estado
da Cultura (Rua Mauá, 51, 2º andar, Luz, CEP. 01028-900), aos
cuidados da Equipe de Programação VCP e CCP,
contendo um CD (com, no mínimo, quatro faixas de músicas gravadas)
ou DVD do espetáculo na íntegra sem edições (teatro, dança ou
circo).
Os candidatos também deverão informar as suas necessidades técnicas,
incluíndo tempo mínimo de montagem e desmontagem de equipamentos;
mapa de luz e de palco; contatos, nome do produtor responsável,
e-mail, telefone e ficha técnica completa de cada espetáculo, além
da quantidade de pessoas que precisarão viajar.
A Virada Cultural, que completou cinco anos em 2009, é realizada
pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de
Cultura, e tornou-se a grande festa da capital do estado. Está
incorporada ao seu calendário por milhões de paulistanos que a
acompanham todos os anos. Durante 24 horas ininterruptas moradores
da cidade e turistas de vários lugares do país se dividem entre
centenas de atrações, seguindo uma programação que inclui shows dos
mais variados ritmos, apresentações circenses, intervenções e
encontros.
Por sua vez, o
Circuito Cultural Paulista, que teve sua segunda edição em 2009, é
um programa desenvolvido em parceria com as prefeituras de 50
municípios de São Paulo. Neste ano, são mais de 700 espetáculos de
música, dança, teatro e circo, além de projeções de filmes por todo
o estado, com destaques para o Teatro da Vertigem, o Balé Stagium e
a Cia. La Mínima, entre outros. Maiores informações sobre os dois
eventos podem ser obtidas no
e-mail.
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