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arquivo de notícias novembro / dezembro 2009 |

O artista paraguaio
cumprirá quatro décadas de trabalho sobre o palco no próximo ano
I Foto: Peça Galileu
José Luis Ardissone: "Na ditadura, o teatro era uma janela para a
esperança"
Quinta-feira,
24.12.2009 I
Esta matéria em espanhol
I Todas as
entrevistas
Arquiteto, ator,
diretor, cenógrafo, figurinista e dramaturgo. José Luis Ardissone, o
fundador do
Arlequim Teatro, a companhia mais emblemática do Paraguai e uma
das mais importantes do continente, é um artista que desenvolveu
vários talentos ao longo de uma carreira que soma uma quantidade
impressionante de realizações, prêmios e reconhecimentos.
Ardissone nasceu em Assunção em 3 de novembro de 1940 e desde cedo
começou a nutrir gosto pela atuação. No entanto, formou-se em
Arquitetura no Rio de Janeiro, onde chegou no fim dos anos 50, em
uma época de grande efervescência artística no país que via nesse
momento o surgimiento da bossa nova. "Escutei e vi tocar em uma
mesma noite Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão e João
Gilberto", relembra.
Foi somente em
1970 que o artista decidiu se dedicar à carreira teatral; e desde
então não parou mais. Foi co-fundador do Grupo Gente de Teatro e, em
3 de maio de 1982, fundou o Arlequim Teatro, que se destacou ao
longo dos anos não só por seu trabalho sobre o palco mas também por
sua missão de divulgação e contribuição social. A companhia já se
apresentou em Portugal, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru e
Brasil, além de ter sido considerada de Interesse Cultural Nacional
pelo Parlamento paraguaio.
Com mais de 150
peças encenadas e reconhecimentos conquistados no Paraguai e no
exterior, o Arlequim Teatro continua trabalhando com o mesmo vigor
em novos projetos, como revelou seu fundador nesta entrevista
realizada em novembro pelo ALDEIA CULTURAL. Entre outros assuntos,
Ardissone também falou dos anos difíceis da ditadura, de sua estadia
em terras brasileiras e do nível atual do teatro em seu país.

Arlequim Teatro: As Troianas (1984); A Proibição da Menina França (1994);
Adivinhe Quem Vem (2007)
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Entrevista I José Luis Ardissone, ator, autor e diretor |
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"Completar
27 anos de trabalho teatral ininterrupto em um meio difícil, e às
vezes até hostil, é um prazer muito grande".
"O
poder do teatro é tão grande, que não importa onde você atue, basta
que o faça diante de um grupo de seres humanos para que a magia se
instale".
"Desde
muito pequeno senti a necessidade de ter diante de mim alguém a quem
contar uma história".
"O
teatro paraguaio está sendo testemunha da aparição de uma geração de
jovens atores e atrizes".
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ALDEIA
CULTURAL (AC). Sua companhia já leva quase 30 anos de trabalho
sobre o palco, com mais de 150 montagens realizadas e vários prêmios
e reconhecimentos. Quais foram os melhores momentos e, em
contrapartida, os mais difíceis em todo este tempo?
JOSÉ LUIS ARDISSONE (JLA). Chegar a completar 27 anos de
trabalho teatral ininterrupto em um meio difícil, e às vezes até
hostil, é um prazer muito grande. Cada aniversário nos enche de
satisfação. Levantar o telão uma e outra vez, sentir a resposta
positiva do público, ver como novas gerações de atores e atrizes vão
se formando ao nosso lado, como se consolida o trabalho de colegas,
é também uma alegria grande. Receber o reconhecimento de
instituições, privadas e oficiais, do país e do exterior, nos
reconforta e nos alenta. Foram muitos os momentos de alegria em
todos estes anos. Na nossa história há também momentos difíceis e de
pesar. A perda da nossa primeira sede, as ameaças do regime político
imperante no Paraguai nos primeiros sete anos de nossa existência,
problemas econômicos que nos angustiam cada certo tempo, a partida
definitiva de vários dos colegas que nos acompanharam em muitas
montagens, o fracasso de algumas montagens que pensávamos que seriam
um sucesso, nos deixam com a alma abatida. Mas o importante é saber
vencer os obstáculos e como cantava a 'Mãe Coragem' depois de sofrer
tanta angústia: "tem que saber continuar e não esmorecer".
AC. Quando o senhor fundou o Arlequim Teatro, o Paraguai e
boa parte do continente viviam sob a ditadura militar, embora as
manifestações constantes pela volta da democracia ganhassem cada vez
mais força. Nesse contexto, havia uma dificuldade especial em fazer
teatro? O que mudou daquele tempo para os dias de hoje?
JLA.
Nos anos da ditadura, o teatro era uma janela aberta à esperança.
Nosso repertório incluia peças da dramaturgia universal que de
alguma maneira diziam o que nos acontecia como nação e como
habitantes deste país. O público que enchia a sala escutava da boca
dos atores aquilo que lhe oprimia o peito e a garganta, e sentia que
era ele quem se expressava. O controle era severo, a censura forte,
mas os encarregados de exercê-la eram também ignorantes. Os que
falavam eram Shakespeare, Molière, Sófocles, Eurípides, e os
censores não os entendiam, mas o público sim. Até que chegou um
sinistro personagem escapando da Espanha e dos ares novos de lá, e
esse sim, diretor de teatro, entendia e nos denunciou. Primeiro foi
a ordem de fechar o teatro, ordem que não chegou a se concretizar
graças ao ministro de Educação, logo após ameaças anônimas de
explosão de bombas na sala, depois o controle direto e permanente da
polícia em cada apresentação. E isso, até o mesmo dia de
desmoronamento do regime. Depois veio o desconcerto, já não havia
contra quem lutar, e o público buscava outros meios de diversão. O
teatro deixou de ser esse centro onde se enchia a alma. Mas tudo
volta a seu curso, aos poucos, lutando contra a banalização da
sociedade, a indiferença dos meios, os avanços da aloucada
globalização, o teatro foi recuperando seu lugar. Não é hoje uma
necessidade, mas as propostas chegam a um público que aprecia a
emoção de se ver refletido em cena. E algo está mudando desde o
Governo; alguma consciência existe agora de que o teatro, como dizia
Lorca, "é a ferramenta mais eficaz para a edificação de um país", e
algum tijolo tímido está sendo colocado pelos que nos governam,
nesta época de mudanças quase atolada na saudade dos que vão
perdendo privilégios.
AC. Quando e como surgiu sua paixão pelo palco e quais
foram suas primeiras aproximações ao teatro?
JLA. Desde muito pequeno eu senti a necessidade de ter diante
de mim alguém a quem contar uma história. Era o 'ator' infaltável
das comédias escolares. Tinha oito anos quando interpretei o máximo
herói da história paraguaia, o Marechal Francisco Solano López, e um
ano mais quando interpretei o General José de San Martín. Mas foi
preciso que se passassem vários anos, até que minha profissão de
arquiteto me aproximou profissionalmente ao teatro. Comecei como
cenógrafo da Companhia de Comédias do Ateneu Paraguaio. Pouco depois,
em 1970, fundamos com outros colegas o Grupo Gente de Teatro, e ali
se produziu minha primeira incursão como ator na farsa de Aurelio
Ferreti O caixa que foi até a outra esquina. Desde
então ninguém conseguiu me tirar do palco. Em 1982 fundei o Arlequim
Teatro, e levantei sua primeira sede em um velho depósito em ruínas
com as economias que pude fazer com a minha profissão de arquiteto,
e o apoio da minha esposa, já falecida, da minha família e de alguns
amigos. Depois me dediquei a dirigir, e hoje, quando se passaram
sessenta anos daquela primeira atuação infantil, continuo com esta
apaixonante carreira, dirigindo e atuando e adiante do Arlequim
Teatro, com o apoio de três dos meus cinco filhos.
AC. O senhor realizou estudos de Arquitetura no Rio de
Janeiro. Que lembranças tem do período em que viveu em terras
brasileiras? Chegou a ter contato com artistas locais nessa época?
JLA. Acredito que o melhor que meus pais fizeram pela minha
formação foi ter me mandado estudar Arquitetuta no Rio de Janeiro em
1959. De uma sociedade plana e fechada, como era a Assunção desse
tempo, passei a viver em uma cidade fascinante de um país que vivia
seus 'anos dourados'. A primeira coisa que aprendi, eu que havia
visto Stroessner subir ao poder aos 13 anos, foi o valor da
liberdade e da democracia. Assisti fascinado aos anos de governo de
Juscelino Kubitschek, a campanha eleitoral que levou Jânio Quadros
ao governo, o choque da sua renúncia, a assunção de João Goulart. Já
tinha voltado de Assunção com o diploma debaixo do braço quando no
dia 1 de abril de 1964 o golpe militar instaurou a ditadura
brasileira. Vivi o nascimento da bossa nova, escutei e vi tocar em
uma mesma noite Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão e João
Gilberto, fui testemunha da inauguração de Brasília e tive o
privilégio de trabalhar com Roberto Burle Marx, o maior paisagista
de todos, no desenho dos jardins de Brasília e do Aterro do Flamengo
no Rio. Vi muito teatro, o que me permitia o meu orçamento de
estudante, mas não tive contato pessoal com aqueles 'monstros' que
eram Tônia Carrero, Paulo Autran, Maria Della Costa, Flávio Rangel,
Fernanda Montenegro, Raul Cortez e outros.
AC.
Já com a sua companhia, o senhor apresentou várias peças no Brasil e
também em outros países, como Chile, Bolívia e Portugal, por exemplo.
Como avalia a experiência de se apresentar em outros lugares,
inclusive em países onde se fala outro idioma?
JLA. O poder do teatro é tão grande, que não importa onde
você atue, basta que o faça diante de um grupo de seres humanos para
que a magia se instale e sua emoção contagie. Os paraguaios temos o
complexo de nos considerarmos menos que as pessoas dos outros
países. Se algo vem de fora, é sempre melhor do que aquilo que
fazemos aqui. Atuar diante de um público de outros países permitiu
comprovar que não somos piores, que somos tão bons como muitos e que
não estamos errados no que fazemos. Permite também criar vínculos de
amizade e profissionais que enriquecem nossa carreira e nossa
vocação.
AC. Como vê o teatro paraguaio em geral? Gosta das
propostas que se apresentam atualmente, a dramaturgia, os atores?
JLA. O rio está correndo, e quando o rio corre… O teatro
paraguaio está sendo testemunha da aparição de uma geração de jovens
atores e atrizes formados em diferentes academias, que dão um ar
fresco às temporadas teatrais. Não tudo o que se faz tem valor nem é
mostra de talento, mas bastante do que se vê tem méritos suficientes
para dizer que aqui há teatro para muito tempo. Talvez seja nossa
dramaturgia que se ressinta da falta de autores. Alguns poucos
jovens escrevem e montam suas peças. Talvez seja o início de uma
nova geração de dramaturgos que vão ocupando o lugar dos que já não
estão, ou deixaram de escrever, e que em uma época conseguiam encher
as salas e emocionar com suas peças.
AC. ¿Para que direção aponta o Arlequim Teatro neste
momento e quais são os projetos que a companhia pensa desenvolver no
futuro próximo?
JLA. Desde o início o Arlequim se interessou nos jovens e na
possibilidade de contribuir para sua formação com o teatro. O
programa Estudantes ao Teatro permite que mais de 25.000
jovens assistam anualmente a nossas montagens, e não só como público
passivo que vê uma peça e vai embora. É proporcionado a eles
material de estudo sobre a peça e seu autor e há um debate no final
das sessões, debate que logo continua nas aulas com seus professores.
O teatro como ferramenta de transformação é outro de nossos
programas. Com apoio da Inter American Foundation, é realizado o
programa Construindo cidadania através do teatro, com alunos
de cinco instituições educacionais da área suburbana. Neste momento,
além da continuidade desses programas, nos encontramos dedicados à
preparação de nosso repertório da temporada 2010 e à elaboração de
um projeto de envergadura para nos juntarmos à celebração do
Bicentenário da Independência Nacional em 2011.
Fotos: peças A Paixão de Rafael Barrett e Monogamia.

Amok Teatro se
apresentará em São Paulo com peça sobre o conflito entre judeus e
árabes I
Foto: Divulgação
Teatro:
festival conclui no MS, As Meninas se despedem e Amok chega a SP
Domingo,
13.12.2009
Festival de teatro termina esta noite no Mato Grosso do Sul
Concluirá neste
domingo a 28ª edição do Festival Sul-Mato-Grossense de Teatro,
realizado em Rio Verde desde a última quinta-feira (10) em parceria
entre a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, a Federação Sul-Mato-Grossense
de Teatro e a Prefeitura Municipal de Rio Verde. Depois de cada uma
das treze apresentações, o público tem a oportunidade de debater com
os jurados, atores e técnicos dos espetáculos. A diferença para as
outras edições é que esta conta com a participação de grupos do Mato
Grosso. O festival é itinerante e já esteve em cidades como Campo
Grande, Aquidauana, Corimbá, Ponta Porã e Dourados, entre outras.
Este domingo, o público sul-matogrossense poderá conferir duas peças
convidadas do estado vizinho: Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove
(Grupo Spirits) e Arlequim, Servidor de Dois Patrões (Cia.
Faces de Teatro), às 10:00 e às 16:00, respectivamente. A cerimônia
de premiação será realizada às 18:00.
As Meninas encerram sua primeira temporada em São Paulo
O espetáculo
As Meninas, dirigido por Yara de Novaes e adaptado da
obra de Lygia Fagundes Telles por Maria Adelaide Amaral, terá a sua
última apresentação hoje, às 18:00, no Teatro Eva Herz, em São
Paulo. A peça, que concorre ao Prêmio Melhores de 2009, pelo Guia da
Folha de SP, está ambientada no final dos anos 60 e conta com as
atuações de Clarissa Rockenbach (Lorena), Silvia Lourenço (Lião) e
Luciana Brites (Ana Clara) como três jovens que moram em um
pensionato de freiras e cujas vidas seguem rumos diferentes.
Enquanto a primeira tem interesses característicos da
aristocracia da época, Lião sofre por causa do namorado preso e
torturado político, e a última mergulha de cabeça no mundo das
drogas. O Teatro Eva Herz fica na Livraria Cultura (Conjunto
Nacional, avenida Paulista, 2073, Metrô Consolação). Os ingressos
custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Mais informações podem
ser obtidas pelo telefone 3170-4059.
Amok Teatro apresentará peça sobre o conflito no Oriente Médio
O grupo carioca
Amok Teatro
fará quatro apresentações do espetáculo O Dragão, no
Teatro Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Vila Romana; telefone:
3864-4513), a partir desta quinta-feira (17). A peça, que está
baseada em depoimentos reais sobre os conflitos no Oriente Médio,
mostra o impacto causado pela violência entre israelenses e
palestinos. A dor e os horrores da guerra são apresentados através
de quatro relatos narrados e interpretados pelos atores Stephane
Brodt, Fabianna de Mello e Souza, Thiago Guerrante e Kely Brito. A
direção é de Ana Teixeira, que também escreveu o texto em parceria
com Brodt, e as músicas são executadas ao vivo, com instrumentos
típicos da cultural oriental. A temporada paulista terá apenas
quatro sessões, nos dias 17, 18 e 19, às 21:00, e no dia 20 (19:00),
com ingressos a R$ 10.

O diretor argentino
teve um ano cheio de trabalho e já prepara novas montagens para 2010
I Foto: Arquivo
Martín
Marcou: "Quero forçar minha própria imaginação e a do espectador"
Terça-feira,
08.12.2009 I
Esta matéria em espanhol
I Todas as
entrevistas
Brillosa (Brilhosa),
Lamevulva
(Lambe Vulva),
Tortita de Manteca
(Tortinha de Manteiga): três peças que têm em comum a exploração do universo feminino,
pela visão de um mesmo autor. Todas foram apresentadas em diferentes
cenários em 2009, que tem sido um ano intenso na história do
Teatro Crudo
(algo como Teatro Cru), a companhia criada há três anos pelo ator,
dramaturgo e diretor argentino
Martín Marcou.
Nascido em
Comandante Luis Piedra Buena, uma pequena localidade da província
de Santa Cruz, Marcou demonstrou desde os cinco anos sua vocação para
a direção teatral, pois passava as tardes de sua infância montando
peças na praça de sua cidade, como revelou em uma entrevista para a
Revista Afuera. Enquanto alguns de seus amigos atuavam, outros
se aproximavam para olhar, antecipando o que viria a acontecer anos
depois.
Já na capital, o artista ingressou
no Instituto Universitário Nacional da Arte (IUNA),
onde cursou atuação, e na Escola Buenos Aires Comunicação (BAC),
fazendo estudos de direção e produção em cinema e televisão. Com
mais de quinze anos de carreira, várias montagens realizadas e apresentações
feitas dentro e fora da Argentina, o
diretor vem se firmando como um dos mais transgressores da
cena teatral portenha, assumindo riscos tanto na temática como na
mise-en-scène de suas peças.
Hoje Marcou dirige
uma equipe de pouco mais de dez pessoas, entre atores e técnicos,
alguns deles integrantes do grupo desde sua fundação, em 2006. Nesta entrevista concedida em novembro para
o ALDEIA CULTURAL, o
diretor realiza um breve balanço dos três anos de existência de
sua companhia, comenta a situação atual do teatro independente
argentino e fala sobre seus planos nos palcos e em outras áreas.
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Três momentos do Teatro Crudo em 2009 |
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Tortita de Manteca (Tortinha de Manteiga)
Estreada em junho de 2008, a peça foi definida por Marcou como um melodrama homossexual
sobre o universo
lésbico. Valeria Actis e Checha Amorosi interpretam duas mulheres que se reencontram, mostrando a dificuldade
de suportar o abandono e as consequências que acarretam os vínculos.
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Lame Vulva (Lambe Vulva)
Interessado em explorar o tema da violência doméstica, o diretor estreou em setembro do ano
passado uma peça que parte da premissa de que uma mulher
pode, assim como um homem, se transformar em carrasco.
Além de Amorosi, Lilian Fittipaldi e Javier Rosón
formaram o elenco.
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Brillosa (Brilhosa)
No espetáculo
—montado este ano e cuja temporada conclui na quinta—, seis atrizes levam
para cena um relato que fala
dos desejos, das frustrações e das aparências, e
sobre os limites de cada um, assim como as eleições
que se fazem na vida, com suas respectivas
consequências.
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Entrevista I Martín Marcou, ator, dramaturgo e diretor |
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"Estar rodeado de atrizes é como continuar rodeado daquele afeto que
recebi quando era criança".
"É necessário e legítimo que cada um se expresse do modo que
precisa, mas lamentavelmente não há público para todos".
"O público sempre recebe o trabalho de maneira diferente. Cada
apresentação é única nesse sentido".
"Quando se batem portas e elas não se abrem, o melhor é não esperar
que as coisas cheguem, e sim sair em sua busca, sem ter medo de
errar".
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ALDEIA
CULTURAL (AC). Há três anos você fundou o Teatro Crudo, do qual
é diretor. ¿Que balanço faz deste período?
MARTÍN MARCOU (MM). O balanço é positivo, o que não
significa, em absoluto, que a gente não tenha atravessado momentos
de inquietação, de cansaço, de desânimo. Tivemos experiências
intensas e gratificantes. E também períodos onde a coisa ficou mais
complicada. O grupo surgiu em 2006 a partir da minha necessidade
imperiosa de autosustentar um espaço de experimentação. Quando se
batem portas e elas não se abrem, quando você tem vontade de falar
mas não encontra apoio, o melhor é não esperar que as coisas cheguem,
e sim sair em sua busca, sem ter medo de errar.
AC. Atualmente está em cartaz Brillosa,
sua mais recente criação. Conte um pouco sobre a peça e a sua
percepção sobre ela, ao vê-la em cena.
MM. Brillosa é uma peça simples e estranha ao
mesmo tempo. É muito pós-moderna, imperfeita e fragmentada em sua
construção. Que ela funcione depende da intensidade e de quão
hilárias e relaxadas estejam as atrizes na hora da apresentação.
É uma permissão dentro do que eu vinha fazendo até agora. Ela se
edificou em base de fragmentos de momentos criados pelas atrizes nos
ensaios. Estas situações de estados foram atravessadas por textos
soltos, que escrevi sem a intenção de construir uma história. A
mistura entre o que as atrizes trazem consigo e são na hora do
trabalho, combinado com algumas das minhas obsessões, deram como
resultado um conjunto que é cruel e divertido ao mesmo tempo. Como
resultado do processo criativo, apareceu um primeiro corte, uma
primeira versão, que com o passo das apresentações vai mutando, se
ajustando em sua própria forma e dinâmica. O desafio é que em apenas
dez apresentações a peça possa alcançar uma forma que termine
englobando todo mundo. Brillosa é uma edição grupal
progressiva, que acontece sessão a sessão. A peça são as atrizes
falando de assuntos como a solidão, a morte, o desprezo, o vazio, o
desamor e principalmente das suas inseguranças e das minhas. O
público tem um lugar essencial na proposta, porque é o que constrói
o relato com o seu olhar. A peça também ironiza bastante certos
recursos que 'alguns criadores' utilizamos neste tempo, para mostrar
nossos olhares. Interessa-me revelar o uso e abuso que se faz às
vezes do efeito, dos gritos, das brigas e como o capricho e a
arbitrariedade na hora de montar uma peça têm seu protagonismo. Eu
me divirto com os bastidores, evidenciar as falhas, os erros e
acidentes, que as atrizes dialoguem com o público de forma
desorganizada, rir à minha maneira do uso da nudez, das coreografias
e da tecnologia digital, entre outros elementos; me questionar em
cena por que e para que tanta maranha de coisas e elementos
decorativos e o que acontece com a história. Eu me autorizo a me
divertir com isso, e as atrizes são cúmplices desse jogo, o
acompanham muito bem.
AC. Desmesura Vaginal, Lame Vulva, Tortita de Manteca...
Todas elas são peças que falam de mulheres. De onde vem esse
interesse pelo universo feminino, que sempre está retratado em seus
espetáculos?
MM. Sempre me perguntam sobre isso. E cada vez que isso
acontece,
eu penso outra vez a respeito. Acredito que meu interesse pelo universo feminino
anda
de mãos dadas com a minha história pessoal. Minha mãe, minha avó, minhas tias,
minha prima, minha irmã, minhas amigas de infância, minhas professoras, as
senhoras da cidade onde eu me criei tiveram uma forte e
determinante presença na minha vida. Estar rodeado de atrizes é como
continuar rodeado daquele afeto que recebi quando era criança, dessa atenção
especial que eu construo em grande parte minha identidade. Ao mesmo tempo
a mulher como figura, como instituição, como ser político merece
de mim o maior dos respeitos. Sou
feliz entre as mulheres, estou com
elas pro que der e vier.
AC. ¿Como você vê o panorama atual do teatro independente
argentino e por que você acredita que ele é tão forte e prolífico, como talvez em
nenhum outro país do continente?
MM. É uma pergunta complexa. Além de fazer teatro, e de
ler teatro, eu costumo ver muitas peças. É um bom exercício para ver
aonde você está situado. Acho que tem coisas muito boas e também das outras, como
acontece sempre. A proliferação de grupos
tem sua coisa positiva, que está ligada à liberdade que temos de
criar, mas às vezes devido a essa liberdade, e com a vontade de fazer,
se abre mão da qualidade das propostas. É necessário e legítimo que
cada um se expresse do modo que precisa, mas lamentavelmente não há público para todos. Em todo caso teríamos que
rever para onde apontamos, como criar novos públicos que
sustentem a todos os que fazemos teatro. Criar um lugar para si, um
espaço no teatro independente não é fácil. É verdade que na
Argentina se faz teatro em locais abandonados, em galpões, em
fábricas, em depósitos, e obviamente em espaços preparados especialmente
para esse fim, mas há muitos grupos satélites, que fazem só um
trabalho e logo se desmontam, e outros, onde me incluo, nos quais
priorizamos a investigação, e que lutamos criativamente contra a
falta de produção. Interessa-me buscar novas linguagens, forçar
minha própria imaginação e a do espectador, eu gosto de trabalhar de
maneira independente e democrática, onde as funções participativas
nutram a proposta de inventiva, engenho e impulsos transformadores.
AC. Você viajou com seus espetáculos para festivais na
Argentina e no exterior. ¿Percebe diferenças entre o público bonaerense
e o de outros lugares na hora de receber sua obra ou as reações são
parecidas?
MM. O
público sempre recebe o trabalho de maneira diferente. Cada
apresentação é única nesse sentido. Inclusive em Buenos Aires, na
mesma sala, com a mesma peça. De um fim de semana pro outro, você
pode apreciar grandes diferenças. Nós fomos pra muitos lugares com
nossas peças, atuamos em um bosque, em uma igreja, em povoado
indígena, em uma penitenciária de segurança máxima, ao ar livre e em
lugares mais tradicionais, e recebemos leituras diferentes sobre um
mesmo trabalho. A multiplicidade de olhares, de sensações, de
estados pelos quais atravessa o público dá um novo significado todo
o tempo ao nosso trabalho, o nutre, lhe dá outro sentido.
AC. Você estudou roteiro e é formado em direção e produção
de cinema e televisão. Em algum momento, ¿pensa dirigir ou escrever
trabalhos também para o cinema, sejam curtas ou longametragens?
MM. Tenho roteiros e muitas ideias. E com a questão digital,
sei que agora é mais factível fazer um filme. Não digo fácil, mas
não é impossível, mas ainda não senti essa forte necessidade. Eu
gostaria primeiro de atuar no cinema, é um sonho. Um desejo que
tenho muito presente. E acredito que isso do cinema vai chegar como
consequência e preponderância de trabalho. Não sei em quanto tempo,
mas me vejo fazendo cinema como ator e como diretor de meus próprios
filmes em alguns anos.
AC. ¿Quais são os seus projetos para o próximo ano? ¿Você
está trabalhando em novos textos para levar ao palco?
MM. Tenho a
ideia de trabalhar com duas peças. Por um lado um espetáculo que se
chama Te Estaba Esperando, que fala sobre como o
preconceito consigo mesmo pode operar em todos os níveis como nosso
pior aliado. Também penso em montar uma peça com temática gay,
protagonizada por homens, onde vou abordar assuntos como a busca de
sexo casual na rua e a traição. Vou viajar para vários festivais com
minhas peças como todos os anos, e organizarei dois ciclos de
teatro.
Fotos: arquivo do diretor e blog do Teatro Crudo (baixar
foto central).

O filme do gaúcho
Tiaraju Aronovich é uma complexa fábula urbana em tempos modernos I
Foto: Site oficial
Sem Fio
apresenta várias histórias de uma geração que vive em meio ao caos
Segunda-feira,
30.11.2009 I
Esta matéria em espanhol
Está em cartaz em
São Paulo o longa-metragem
Sem Fio
(ver
trailer), apresentado por seus produtores como o retrato de
uma geração que cresceu nos anos 90, em uma era de AIDS, drogas,
explosão midiática, globalização, MTV e música eletrônica; são
jovens que vivem conectados por seus celulares, mas se revelam
incapazes de manter um relacionamento humano real.
O longa, dirigido
por Tiaraju Aronovich, mostra várias histórias rápidas e caóticas,
que se cruzam formando um complexo mosaico urbano: Castro, um
mentiroso viciado em cocaína, é casado com Marisa, uma mulher
insatisfeita e entediada com sua rotina de trabalho; Carlos,
neurótico e com sérios problemas de auto-estima, e Patrícia, uma
intelectualoide com discursos filosóficos confusos e inconsistentes,
formam um casal que quer viver junto, mas continuar distante; Helô é
uma patricinha que se apaixona por Juliano, um ladrão de celulares e
campeão de torneios clandestinos de vale-tudo.
Todos esses
personagens (e muitos outros) se cruzam e se desentendem, pelo
telefone e fora dele, numa intrincada teia de relacionamentos
mal-sucedidos, permeados pela hipocrisia e pela mentira. Não há
tecnologia que diminua a influência da miséria humana nas vidas
dessas pessoas, que parecem perdidas em meio ao caos e ao
vertiginoso ritmo de vida em uma grande metrópole.
Sem Fio,
que conta com as atuações de Marcos 'Nasi' Valladão, Amanda Maya,
Leopoldo Pacheco, Junior de França, Marília Moreira, Renan Rovida,
Tatiana Grigolin, Marcos Machado, Luís Panini, Luciana Stipp,
Polyana Lott e Mayara Lepre, entre outros, vem recebendo boas
críticas desde que foi lançado. O cineasta argentino Ezio Massa, por
exemplo, garante que nunca viu 'um filme com esse ritmo na América
Latina', enquanto o ator Matheus Nachtergaele o definiu como ' um
dos projetos mais ousados' que já viu.
Com um roteiro
escrito por Vaner Micalopulos, Nill Santos e pelo próprio diretor —
que também atua no filme — Sem Fio é o quarto longa-metragem
de Aronovich, que com apenas 29 anos (nasceu em Porto Alegre em
1980) já tem em seu currículum um média, dez curtas e 50 videoclipes.
Além de se desempenhar como ator, produtor e realizador, o cineasta
gaúcho é também músico e compositor, assinando ao lado de
Micalopulos a trilha sonora do projeto.

O dramaturgo
escreveu alguns dos textos mais importantes da história do teatro
brasileiro I
Foto: Site oficial
Morte do
autor teatral Plínio Marcos completa dez anos nesta quinta-feira
Quinta-feira,
19.11.2009 I Com informação do site oficial
Nesta quinta-feira
se completam dez anos da morte do escritor, dramaturgo, diretor,
ator e jornalista santista Plínio Marcos, autor de algumas das peças
mais conhecidas do teatro brasileiro, como Barrela,
Dois Perdidos Numa Noite Suja, Navalha Na Carne,
Quando as Máquinas Param, O Abajur Lilás e
Querô, Uma Reportagem Maldita, entre outras.
Nascido no seio de
uma família modesta em 29 de setembro de 1935, Plínio nunca gostou
de estudar, levando quase dez anos para concluir o primário. Ao sair
da escola, tornou-se funileiro, embora seu grande sonho fosse ser
jogador de futebol — chegou inclusive a jogar no time juvenil de
clubes como a Portuguesa Santista e o Jabaquara. Posteriormente,
virou palhaço de circo (o Frajola), segundo ele porque queria
namorar uma moça que trabalhava ali; fez parte da Companhia Santista
de Teatro de Variedades e foi humorista das rádios Atlântico e
Cacique e apresentador da TV-5, todas de sua cidade natal, onde
passou a ser bastante conhecido e popular.
Em 1958, conheceu
a famosa escritora e jornalista Patrícia Galvão, a Pagu, que teve
influência decisiva em seu envolvimento com o teatro amador. Foi
também naquele ano que ficou chocado com um caso ocorrido em Santos
e que o inspirou a escrever Barrela: preso por um
pequeno crime, um garoto terminou sendo currado na cadeia. Ao sair,
dois dias depois, matou quatro das pessoas que estavam com ele na
cela. "Juro por essa luz que me ilumina que até então nunca havia me
ocorrido escrever uma peça, pois eu não conhecia as grandes peças da
dramaturgia nacional, nem universal. Mas o caso do garoto me comoveu
tanto, que eu, depois de andar uns tempos atormentado com a história,
a despejei no papel", contou anos depois.
Quando leu o texto
de Barrela, Pagu considerou que seus diálogos eram tão
poderosos quanto os de Nélson Rodrigues. No entanto, a montagem da
peça foi liberada para apenas uma apresentação, ficando depois
proibida pela censura durante 21 anos. Embora só se falasse dela no
dia seguinte à sessão, o seguinte espetáculo do autor foi um grande
fracasso, o que não abateu sua convicção de continuar no teatro.
Nos anos 60, já
instalado desde o início da década na capital paulista e trabalhando
em várias funções na TV Tupi, Plínio escreveu suas peças mais
importantes. Primeiro, Dois Perdidos Numa Noite Suja,
em 1966, e, no ano seguinte, Navalha Na Carne, esta
última montada com ajuda financeira e colaboração de amigos e
funcionários da emissora. No Rio de Janeiro, o espetáculo foi
proibido pelo Exército, que cercou o teatro. A solução foi despistar
os militares e distribuir senhas para o público com o endereço de
uma casa da atriz Tônia Carrero, que se encontrava entre os
presentes. O lugar ficou lotado para ver a apresentação.
Os textos do
dramaturgo continuaram sendo censurados, um a um, por ser
considerados 'pornográficos e subversivos', especialmente pela 'linguagem
chula' empregada. Sobre isto, o autor disse em 1973 que escrevia
como se falava nos mercados, nas cadeias e nos puteiros. "A solidão,
a miséria, nada me abateu, nem me desviou do meu caminho de crítico
da sociedade, de repórter incômodo e até provocador. Eu estou no
campo. Não corro. Não saio. E pago qualquer preço pela pátria do meu
povo", afirmou.
Plínio Marcos
morreu aos 64 anos, em São Paulo, por falência múltipla dos órgãos,
em decorrência de um derrame. Traduzido para vários idiomas e com
sua obra estudada em universidades do Brasil e do exterior, o
escritor recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira e até
hoje é um dos autores com maior número de textos levados ao palco no
teatro brasileiro.

Silvia Lourenço,
Clarissa Rockenbach e Luciana Brites atuam em As Meninas I
Foto: Ronaldo Aguiar/Divulgação
Romance
da escritora Lygia Fagundes Telles ganha versão para os palcos
Segunda-feira,
09.11.2009
O espetáculo
As Meninas, adaptado do premiado romance homônimo de
Lygia Fagundes Telles, está em cartaz em São Paulo, com apresentações
todos os sábados e domingos, até o dia 13 de dezembro. Protagonizada
por Silvia Lourenço, Clarissa Rockenbach e Luciana Brites, a peça é
ambientada na São Paulo do final dos anos 60 e apresenta três jovens
que moram em um pensionato de freiras.
Foi de Clarissa
Rockenbach a ideia de levar ao palco a história narrada no livro.
Para isso, entraram em cena Maria Adelaide Amaral e Fernando Padilha:
enquanto a primeira se encarregou de adaptar a novela e sintetizar o
espírito da obra de 300 páginas nos 80 minutos de duração do
espetáculo, o segundo se uniu à atriz para produzi-lo. A direção
ficou por conta de Yara de Novaes, que já esteve a frente de peças
como A Serpente e Senhora dos Afogados,
de Nelson Rodrigues, além de clássicos de Shakespeare e Dostoiévski.
Ao lado de
Clarissa, que interpreta a sonhadora e romântica Lorena, estão
Silvia Lourenço — dos filmes Contra Todos e Quanto Dura o
Amor? e que encarna a idealista guerrilheira Lião — e Luciana
Brites, que pôde ser vista recentemente em Canção de Baal e é
também dançarina e coreógrafa, no papel de Ana Clara, uma modelo com
sérios problemas existenciais. Completam o elenco Clarisse Abujamra
(Mãezinha), Tuna Dwek (Irmã Priscila) e Julio Machado, que se reveza
na pele dos personagens Max, Guga e M.N.
Lorena, Lião e Ana
Clara são as narradoras de suas próprias histórias, que seguem
cursos diferentes. Se a primeira tem interesses característicos da
aristocracia da época, Lia sofre por causa do namorado preso e
torturado político, decidindo se juntar à luta armada contra a
ditadura. Já Ana Clara mergulha de cabeça no universo das drogas, ao
mesmo tempo em que se divide entre o noivo rico e o amante
traficante.
Como parte da
preparação para a peça e com o objetivo de que as atrizes
conhecessem melhor os personagens representados nela, Clarissa,
Luciana e Silvia se encontraram com a autora do livro, lançado em
1973, no auge da repressão política no Brasil. A escritora, aliás,
aprovou a adaptação de sua obra e o trabalho da diretora e do
elenco. "Esse espetáculo traduz de uma forma linda o meu romance e a
história dessas meninas", avalia.
A peça, cuja
classificação etária é de 14 anos, é apresentada no
Teatro Eva
Herz, da Livraria Cultura (Conjunto Nacional, avenida Paulista,
2073, Metrô Consolação), aos sábados (21:00) e domingos (18:00). Os
ingressos custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Mais
informações podem ser obtidas pelo telefone 3170-4059.
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